-
OMS eleva risco de ebola na RDC a 'muito alto', nível máximo
-
Milhares de trabalhadores tomam La Paz em protesto contra o governo da Bolívia
-
Ex-primeiro-ministro de Macron anuncia candidatura à presidência da França
-
Palácio presidencial francês é alvo de buscas em investigação sobre corrupção
-
México e EUA iniciam com incógnitas negociações comerciais na próxima semana
-
De cadela abandonada a estrela de Cannes, chilena Yuri ganha Palma Canina
-
Hakimi tenta evitar julgamento por acusação de estupro
-
Guerra regional lança sombra sobre peregrinação muçulmana a Meca
-
Argentina vive um boom na mineração impulsionado por Milei
-
Michael Carrick é promovido a técnico permanente do Manchester United
-
Libaneses acusam Israel de arrasar localidades inteiras no sul
-
Bolloré, o magnata da mídia no centro de polêmica na França
-
Centenas de habitantes da Groenlândia protestam após abertura do novo consulado dos EUA
-
Penélope Cruz: estreia de 'La Bola Negra' foi um de seus momentos 'mais fortes' em Cannes
-
Pep Guardiola vai deixar o Manchester City após uma década de títulos
-
O cobiçado espaço no seleto clube de patrocinadores da Fifa
-
Aliados da Otan tentam decifrar a movimentação 'confusa' das tropas dos Estados Unidos
-
Tuchel convoca a Inglaterra para a Copa sem Alexander-Arnold, Palmer, Foden e Maguire
-
Fundador do movimento 'Slow Food', Carlo Petrini, morre aos 76 anos
-
'Late Show' de Stephen Colbert chega ao fim em meio a tensões com Trump
-
Ataques do crime organizado deixam ao menos 25 mortos em Honduras
-
Javier Aguirre, o técnico que não tolera jogadores tímidos na seleção mexicana
-
Corinthians arranca empate contra Peñarol (1-1) e garante liderança do grupo na Libertadores
-
Líder do Mundial de F1, Antonelli encara pressão de Russell e das McLarens no GP do Canadá
-
México lança campanha contra grito discriminatório nos estádios da Copa do Mundo
-
Ativistas da flotilha para Gaza expulsos por Israel chegam à Turquia
-
Califórnia ordena elaboração de plano para responder ao impacto da IA no emprego
-
SpaceX adia aguardado lançamento de seu foguete Starship
-
Alonso critica era híbrida e lamenta "década perdida" na Fórmula 1
-
Hamilton garante que permanecerá na Fórmula 1 "por mais um tempo"
-
Com Haaland e Odegaard, Noruega divulga sua lista de convocados para Copa de 2026
-
Situação humanitária em Gaza continua catastrófica, alertam ONGs
-
"Estarei lá, não tenho dúvidas", garante Dembélé sobre a final da Champions
-
Wolfsburg empata em casa com Paderborn (0-0) e se complica na luta pela permanência na Bundesliga
-
Torcedores criam hinos para suas seleções usando IA antes da Copa do Mundo
-
Conmebol dá vitória ao Flamengo após incidentes em jogo da Libertadores contra Independiente Medellín
-
México e a 'obrigação' de vencer o Grupo A, com o Estádio Azteca como sua fortaleza
-
Club Brugge conquista o campeonato belga pela vigésima vez
-
Spotify e Universal fecham acordo sobre remixes de fãs feitos com IA
-
Com dois gols de CR7, Al Nassr goleia e conquista liga saudita
-
Cacique Raoni recebe alta após vários dias hospitalizado
-
Trabalhadores bolivianos marcharam em La Paz apesar de chamado ao diálogo do governo
-
Lustrinelli vai substituir Marie-Louise Eta no comando do Union Berlin
-
'La bola negra', ode a Lorca dos 'Javis', traz mensagem LGBT+ a Cannes
-
Aston Villa desfila com troféu da Liga Europa diante de multidão em Birmingham
-
Rubio alerta Cuba após indiciamento de Raúl Castro nos EUA
-
Maguire revela que não estará na lista de convocados da Inglaterra para a Copa do Mundo
-
EUA expressa otimismo sobre acordo com Irã antes de visita de mediador paquistanês
-
Primeiros ativistas da flotilha para Gaza expulsos por Israel chegam à Turquia
-
Epidemia de ebola se propaga na República Democrática do Congo
Guerra regional lança sombra sobre peregrinação muçulmana a Meca
Mais de um milhão de muçulmanos começaram a se reunir em Meca para a grande peregrinação anual a esta cidade saudita, assombrada por uma possível retomada da guerra, diante da fragilidade do cessar-fogo entre os Estados Unidos e o Irã.
Como todos os anos, muçulmanos de todo o mundo reúnem-se na próxima semana na cidade sagrada para o hajj, um dos cinco pilares do islamismo.
Mas a tensão paira sobre este ritual diante da ameaça de uma retomada da guerra no Oriente Médio, durante a qual o Irã atacou vizinhos do Golfo e aliados de Washington, incluindo a Arábia Saudita.
"É proibido hastear bandeiras políticas ou confessionais, assim como qualquer forma de palavras de ordem entoadas, durante o hajj", recordou na terça-feira um veículo estatal saudita.
Riade quer manter a política à margem da peregrinação, sobretudo diante da fragilidade da trégua iniciada no começo de abril, como demonstra um ataque recente a uma instalação nuclear dos Emirados Árabes Unidos.
Este contexto não abalou Fatima, uma alemã de 36 anos que viaja com sua família. "Sabemos que estamos no lugar mais seguro do mundo", afirmou ela à AFP.
O hajj, ou peregrinação, consiste em uma série de ritos codificados desenvolvidos ao longo de vários dias em Meca e em seus arredores.
Todo muçulmano deve realizá-lo pelo menos uma vez na vida, se tiver condições para tal.
Segundo as autoridades, mais de 1,2 milhão de peregrinos já chegaram à Arábia Saudita para o ritual que começará na segunda-feira.
No ano passado, 1,6 milhão de pessoas participaram do hajj, segundo números oficiais.
- "Canais abertos" -
A peregrinação a Meca tem sido, há muito tempo, um foco de tensão entre as duas principais potências muçulmanas: o Irã, de maioria xiita, e a Arábia Saudita, de maioria sunita.
Nos anos posteriores à Revolução Islâmica, as autoridades sauditas acusaram os peregrinos iranianos de provocarem mortes e outros atos de violência, além de entoarem palavras de ordem políticas.
A última grande disputa eclodiu em 2015, quando Riade e Teerã trocaram acusações de que 464 iranianos estavam entre os 2.300 fiéis mortos em um tumulto, uma das piores tragédias na história destas peregrinações.
Em 2016, nenhum peregrino iraniano pôde participar, e estas duas potências regionais romperam suas relações diplomáticas, que só foram restabelecidas em 2023 com mediação da China.
Especialistas consideram que as autoridades farão o possível para evitar distúrbios este ano.
"Apesar da guerra, a Arábia Saudita e o Irã mantiveram abertos seus canais de interlocução política", explica Umer Karim, especialista em política externa saudita.
- Sonho de uma vida -
Apesar de tudo, os iranianos começaram a chegar ao reino no fim de abril, e dezenas de milhares deles participarão da peregrinação deste ano.
Como todos os demais fiéis, eles estarão expostos ao sol implacável que castiga a Península Arábica, com temperaturas que devem ultrapassar os 40ºC.
Há anos, as autoridades tentam atenuar os efeitos do calor extremo, oferecendo climatização nos edifícios e ampliando as áreas com sombra.
Em 2024, mais de 1.300 peregrinos, incluindo 22 iranianos, morreram durante o hajj, sob temperaturas próximas aos 52ºC, segundo as autoridades.
Neste ano, o Ministério da Saúde saudita informou que mais de 50.000 profissionais de saúde foram mobilizados, assim como 3.000 ambulâncias.
Apesar do calor e do contexto de guerra, os fiéis dizem estar emocionados por ver em breve a Caaba, o gigantesco cubo negro para o qual convergem muçulmanos do mundo inteiro para rezar.
"A peregrinação é o sonho de toda uma vida", conta à AFP Ahmed Abu Seta, de 47 anos.
S.Pimentel--PC