-
Chefe de segurança da NFL garante que não haverá agentes do ICE no Super Bowl
-
Filho do ex-ditador Muammar Kadafi é assassinado na Líbia
-
Leverkusen vence St Pauli (3-0) e avança às semifinais da Copa da Alemanha
-
Arsenal elimina Chelsea e vai à final da Copa da Liga Inglesa
-
Olympique de Marselha vence Rennes (3-0), alivia crise e vai às quartas da Copa da França
-
Milan vence Bologna (3-0) e diminui distância em relação à líder Inter na Serie A
-
Barcelona vence Albacete e avança à semifinal da Copa do Rei
-
Bill e Hillary Clinton vão depor no fim do mês sobre laços com Epstein
-
EUA diz ter derrubado drone iraniano que se aproximou de seu porta-aviões
-
Espanha quer proibir acesso de menores de 16 anos às redes sociais
-
Congresso dos EUA põe fim ao fechamento do governo
-
Do Super Bowl ao trabalho no escritório: a vida atípica dos árbitros da NFL
-
MP da França dificulta candidatura de Marine Le Pen nas eleições de 2027
-
Diretor da Williams diz que pensar em título em 2026 ou 2027 'não é realista'
-
Cuba registra recorde de temperatura mínima de 0º C
-
"Mbappé não precisa correr 11 km por jogo", diz Deschamps
-
Trump recebe Petro na Casa Branca para zerar relação EUA-Colômbia
-
Futebol nos Jogos de Los Angeles 2028 se estenderá da Califórnia a Nova York
-
Economia russa desacelerou e cresceu 1% em 2025, anuncia Putin
-
Técnico da seleção da Alemanha lamenta nova lesão de Ter Stegen
-
Alemanha tem a maior proporção de trabalhadores com mais de 55 anos da UE
-
Homenagem ou propaganda? Samba-enredo sobre Lula gera polêmica antes do Carnaval
-
Kirsty Coventry demarca caminho do COI: mais esporte, menos política
-
Aclamado filme iraquiano mostra jugo de Saddam Hussein da perspectiva infantil
-
América do México anuncia oficialmente a contratação de Raphael Veiga
-
Ex-embaixador britânico Mandelson deixará Câmara dos Lordes por vínculos com Epstein
-
Quatro em cada 10 casos de câncer são evitáveis, diz OMS
-
ICE é principal ponto de discórdia em votação para acabar com 'shutdown' nos EUA
-
Guardiola ironiza ao falar dos gastos em contratações do Manchester City
-
'Uma viagem humilhante', denuncia palestina ao retornar do Egito
-
Filho da princesa herdeira da Noruega se declara não culpado por estupro
-
Walt Disney nomeia Josh D'Amaro como seu próximo CEO
-
Acidente de ônibus com romeiros deixa 15 mortos em Alagoas
-
Reino Unido abre investigação contra a rede X por imagens sexuais falsas
-
Nasa adia missão lunar Artemis 2 após detectar vazamento de combustível
-
Tribunal europeu condena Rússia por 'tratamento desumano' ao líder da oposição Navalny
-
Waymo capta 16 bilhões de dólares para expandir táxis autônomos
-
Famílias chinesas buscam filhos sequestrados na era da política do filho único
-
Rússia retoma ataques em larga escala contra Ucrânia durante onda de frio
-
Um mês sem Maduro no poder: o que mudou na Venezuela?
-
Bill e Hillary Clinton prestarão depoimento no Congresso dos EUA sobre caso Epstein
-
Petro espera começar do zero com Trump na Casa Branca
-
Justiça francesa chama Musk para depor e determina buscas em sedes da rede X
-
Papa Leão XIV opta pela diplomacia discreta diante de Trump
-
Presidente da Fifa critica possível boicote à Copa e defende reintegração da Rússia
-
Netflix transmitirá show de retorno da banda sul-coreana BTS ao vivo
-
Filho da princesa herdeira da Noruega é julgado por acusações de estupro
-
Xi defende mundo multipolar 'ordenado'
-
Rússia retoma ataques contra Kiev em momento de frio extremo
-
Irã ordena negociações 'equitativas' com EUA após advertências de Trump
Redes sociais enfrentam onda de desinformação sobre conflito entre Israel e Hamas
De contas de falsos jornalistas a jogos de videogame com a temática de guerra que alimentam narrativas equivocadas, as redes sociais estão lutando contra uma onda de desinformação sobre o conflito entre palestinos e israelenses, após a flexibilização das políticas de moderação de conteúdo.
Se os grandes acontecimentos mundiais normalmente desencadeiam uma avalanche de notícias falsas, os pesquisadores analisaram que a escala e a velocidade da desinformação que prolifera na Internet após o ataque a Israel pelo grupo islamita palestino Hamas atingiu um nível sem precedentes.
Segundo os investigadores, este conflito oferece um estudo de caso sombrio sobre a escassa capacidade de plataformas como o Facebook, de propriedade da Meta, e o X, antigo Twitter, de combater a desinformação em meio a uma onda de demissões e cortes de custos que minaram as equipes de verificação e segurança digital.
Para agravar o problema, a plataforma X, do bilionário Elon Musk, recentemente tomou uma série de medidas polêmicas, como a reativação de contas que espalham teorias da conspiração e um programa de divisão de receitas publicitárias com criadores de conteúdos que, segundo os especialistas, incentiva a quantidade de participação em vez da qualidade dos conteúdos.
Especialistas temem que estas medidas tenham aumentado o risco da desinformação causar danos no mundo real, amplificando o ódio e a violência, sobretudo em um cenário de crise em rápida evolução.
"As redes sociais estão lutando para acompanhar o fluxo constante de desinformação e incitação à violência", disse à AFP Andy Carvin, do Laboratório de Pesquisa Forense Digital do Atlantic Council (DFRLab).
Para ele, na plataforma X, "as mudanças destruíram completamente o que já foi um de seus maiores pontos fortes: monitorar as últimas notícias e ajudar os usuários a separarem a realidade da ficção".
- "Enxurrada de fraudadores" -
De acordo com os especialistas, os usuários das redes sociais estão em meio a uma enxurrada de fotos de conflitos fora de contexto, vídeos antigos da Síria reutilizados como se fossem confrontos em Gaza, além de imagens de jogos de videogame que parecem simular um ataque do Hamas.
Uma das imagens que circula na Internet dizia mostrar soldados israelenses capturados por este grupo islamita palestino. No entanto, a equipe de verificação digital da AFP apurou que a foto havia sido tirada em 2022, durante um exercício militar em Gaza.
A equipe também encontrou inúmeras publicações no X, Facebook e TikTok que promoviam um documento falso da Casa Branca que supostamente fornecia ajuda militar de US$ 8 bilhões (R$ 41,3 bilhões na cotação atual) a Israel.
Alessandro Accorsi, analista sênior do Crisis Group, disse que "a enorme quantidade de vídeos e imagens de ataques falsos e antigos que circulam (na Internet) está dificultando a compreensão do que está acontecendo" em Israel e Gaza.
"Em crises como atrocidades terroristas, guerras e desastres naturais, as pessoas tendem a recorrer às plataformas das redes sociais para obter informações rapidamente acessíveis", disse à AFP Imran Ahmed, diretor-executivo do Centro de Combate ao Ódio Digital.
"(Mas) a avalanche de fraudadores que difundem mentiras e ódio para obter engajamento e seguidores, combinada com algoritmos que promovem esse conteúdo extremo e perturbador, é o motivo pelo qual a mídia social é, de fato, um lugar tão ruim para acessar informação confiável", completou.
- "Utilidade fundamentalmente quebrada" -
Para agravar a situação, as plataformas tecnológicas parecem estar abandonando os esforços para aumentar a qualidade da informação.
O tráfego das redes sociais aos principais sites noticiosos na internet a partir de plataformas como Facebook e X despencou no último ano, segundo dados da empresa de pesquisas Similarweb, citados por veículos de comunicação americanos.
O próprio Musk sofreu duras críticas quando incentivou seus quase 160 milhões de seguidores no X a seguirem duas contas "boas" para se atualizarem sobre a guerra. Ambas são conhecidas como disseminadoras de desinformação.
Posteriormente, o bilionário excluiu sua mensagem, mas ela já havia obtido milhões de visualizações. A plataforma X não respondeu ao pedido de comentário da AFP.
"Embora ainda existam inúmeros jornalistas e pesquisadores talentosos que ainda usam o X para ajudar o público a entender melhor o que está acontecendo, a relação sinal-ruído tornou-se intolerável", analisou Carvin, do DFRLab.
"Sua utilidade como ferramenta confiável de pesquisa e informação está fundamentalmente quebrada e pode ser que nunca se recupere", acrescentou.
burs-ac/caw/db/ll/yr/mvv
M.Carneiro--PC