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Governo britânico condena declarações de dupla de rap contra Israel em Glastonbury
O primeiro-ministro britânico afirmou, neste domingo (29), que "não há desculpas" para a atitude da dupla de rap Bob Vylan, que incitou a multidão a fazer coro pedindo morte ao exército israelense, durante o festival de Glastonbury.
"Não há desculpas para esse tipo de discurso de ódio tão terrível", disse o primeiro-ministro trabalhista Keir Starmer ao jornal The Telegraph.
"Já disse que Kneecap não deveria ter uma plataforma, e isso se aplica a qualquer outro artista que faça ameaças ou incite à violência", afirmou Starmer em relação a outro grupo de rap que o governo pediu para ser retirado do festival depois que um de seus membros foi acusado de apoiar o movimento libanês Hezbollah.
"A BBC precisa explicar como essas cenas foram transmitidas", acrescentou, referindo-se à emissora britânica que transmite o evento.
Antes da apresentação de Kneecap, um dos membros da dupla de rap punk Bob Vylan instou no sábado a multidão a cantar o lema "Morte, morte ao IDF", em referência à sigla em inglês para designar as Forças Armadas de Israel.
A polícia informou na rede social X que está examinando os vídeos para "determinar se algum crime foi cometido".
Após as críticas, os organizadores do festival declararam que estão "consternados".
"Lembramos urgentemente a todas as pessoas envolvidas na produção do festival que em Glastonbury não há lugar para o antissemitismo, discursos de ódio ou incitação à violência", disseram os organizadores de um dos festivais mais populares do Reino Unido.
A embaixada de Israel denunciou no X "a retórica do ódio" durante o festival e afirmou que há uma "normalização de um discurso extremista e uma glorificação da violência".
Joe McCabe, um participante do festival de 31 anos, disse à AFP que, embora não concorde com a declaração de Vylan, acredita que "a mensagem de questionar o que está acontecendo" em Gaza é "justa".
P.Sousa--PC