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'Avatar: Fogo e Cinzas' busca consolidar o sucesso da saga
O terceiro filme da saga Avatar, que estreia este mês, busca consolidar o sucesso dos filmes de fantasia de James Cameron, cuja saga é uma das mais lucrativas da história do cinema.
'Avatar: Fogo e Cinzas', de 3h14, propõe um novo espetáculo visual, 16 anos depois do primeiro filme da série. A seguir, cinco elementos de destaque sobre o novo filme.
- Reflexão sobre a família -
Este terceiro filme nos envolve novamente no universo de Pandora, o habitat dos Na'vi, seres humanoides de pele azul e três metros de altura, cujas riquezas naturais são cobiçadas pelos humanos.
O protagonista Jake Sully (Sam Worthington), um ex-fuzileiro naval que desistiu de ser humano para viver entre os Na'vi na pele de seu avatar, está de luto pela morte de seu filho mais velho, assassinado em uma batalha contra a RDA, organização humana que quer explorar os recursos de Pandora.
Sua esposa, Neytiri (Zoe Saldaña), seus três filhos e Spider, um jovem humano que foi acolhido pela família, enfrentam uma série de desafios.
"Vemos os filhos se afirmarem e tentarem encontrar seu lugar em um mundo onde são mestiços. A mãe é 100% Na'vi, uma tradicionalista pura e dura. O pai vem de outro sistema estelar", explicou Cameron em uma coletiva de imprensa em Paris.
"Estamos diante de uma família de refugiados, essencialmente migrantes deslocados. As pessoas podem se identificar com isso", disse o diretor canadense de 71 anos.
- Uma nova antagonista -
Em suas viagens, os protagonistas encontram os Mangkwan, o povo das cinzas, uma comunidade Na'vi cujo território foi destruído por um vulcão e agora vive de roubos e furtos.
Os Mangkwan são liderados por Varang, interpretada por Oona Chaplin, neta de Charles Chaplin. Ela representa um lado sombrio do povo Na'vi, que até o momento era visto sempre em absoluta harmonia com a natureza, em contraste com os humanos, obcecados pela exploração de recursos.
Varang "se considera uma rainha, mas está tomada pelo desespero ao ver suas terras cobertas de cinzas, onde toda forma de vida está condenada a desaparecer, e todos mergulham na loucura e na angústia", comentou Oona Chaplin.
- Uma história ecológica -
Os habitantes de Pandora terão que resistir mais uma vez ao "povo do céu", os humanos da RDA, que preparam uma nova ofensiva.
Eles querem caçar os Tulkuns, criaturas marinhas gigantes, pacíficas e com consciência, para extrair a amrita de seu cérebro - uma substância com grande valor comercial.
A história original de Avatar foi escrita em 1995 e "carrega uma forte mensagem sobre o meio ambiente, muito mais explícita, creio, do que as histórias seguintes", disse o diretor, ativista da causa.
Cameron "realmente revela todo o mistério sobre a forma como essa corporação está matando" os Tulkuns, disse Sigourney Weaver na coletiva de imprensa.
A atriz compara a história com a atualidade das mudanças climáticas: "Sentimos que a urgência está aumentando em nosso mundo porque o oceano está sofrendo, e não podemos viver sem o oceano".
- Inteligência artificial -
A gravação do segundo e do terceiro filme de Avatar aconteceu entre 2017 e 2018, durante 18 meses, muito antes do auge da inteligência artificial generativa.
"Não sou contra a IA generativa. Só queria pontuar que não usamos IA nos nossos filmes de Avatar. Não substituímos os atores", disse Cameron à mídia americana.
O diretor defende sua técnica de "performance capture", criada por ele mesmo, que permite capturar, com precisão, os movimentos dos atores para posteriormente aplicar nas expressões dos Na'vi na tela.
- Críticas ao roteiro -
Assim como nos filmes anteriores, as principais críticas giram em torno do roteiro, considerado simplista e repetitivo.
"Eu só tive por volta de cinco ideias boas na minha vida. Eu só fico reciclando elas", brincou Cameron.
A.Seabra--PC