-
Maria Hellena, de 9 anos, é única de Santa Cruz aprovada na Escola Bolshoi Brasil
-
Lucy Alves retorna às novelas em 'Lá na minha terra' e confirma novo namoro
-
Pais e irmã do atirador de Cracóvia são encontrados mortos em casa
-
Governo de São Tomé e Príncipe contesta penhora de conta do Banco Central em Portugal
-
Trump convida Dana White para ser porta-voz da Casa Branca
-
Serrano vence o São Cristóvão e conquista a Taça Corcovado no Carioca B1
-
Shows no Horto do Fonseca são adiados por causa da chuva em Niterói
-
Rosa Moreira explica por que deve semear favas e ervilhas em novembro
-
80 proprietários de Tesla na Coreia do Sul enfrentam prisão por hackear FSD
-
Gadi Eisenkot assume missão de formar governo de urgência em Israel
-
Iniciativa Liberal propõe 24 medidas para ampliar oferta de habitação
-
Porto montará pista de gelo em praça ocupada por protesto por habitação
-
Ameaças de bomba provocam perturbações e temor em vários países europeus
-
Putin confirma negociação com Ucrânia e EUA nos Emirados
-
Motorola Signature de 256 GB recebe desconto de 25% no Magalu
-
Ações de big techs caem com dúvidas sobre retorno dos gastos em IA
-
Microsoft solicita patente de IA capaz de modificar falas em transmissões
Garimpeiros paralisam centro de La Paz pedindo novas licenças para explorar ouro
Garimpeiros bolivianos paralisaram o centro de La Paz nesta terça-feira (7), no segundo dia de um protesto que exige do governo a concessão de novas áreas de exploração de ouro, contrariando grupos ambientalistas.
Sete trabalhadores foram detidos pela polícia após uma tentativa frustrada de ocupar dois prédios públicos na noite de segunda-feira.
"Conseguimos prender sete pessoas que foram colocadas à disposição do Ministério Público [...] por danos à propriedade", informou o chefe da polícia de La Paz, Edgar Cortez.
Os policiais usaram gás lacrimogêneo para dispersar os manifestantes, que vandalizavam os edifícios.
Nesta terça, pelo segundo dia consecutivo, cerca de 15 mil garimpeiros bloquearam o centro da capital boliviana, impedindo o transporte público.
O comércio e os bancos continuam funcionando, apesar do constante barulho dos fogos de artifício disparados pelos manifestantes.
As cooperativas de mineração estão pressionando Arce para atender a uma lista de 10 reivindicações, incluindo a concessão de novas licenças para a exploração de ouro em regiões que os ambientalistas consideram áreas florestais e protegidas.
"É terrível, todos os grupos ambientalistas estão alarmados [...], é incrível que eles queiram se apropriar de áreas protegidas", afirmou a ativista Eliana Torrico à AFP.
- Risco ambiental -
Organizados em várias cooperativas, os garimpeiros também buscam reconhecimento legal para poder negociar com o Estado em um momento em que o ouro ganha destaque no mercado boliviano frente à queda na produção e nas vendas de gás para o exterior.
Em 2022, as exportações de ouro bruto renderam pouco mais de US$ 3 bilhões (cerca de R$ 15,60 bilhões, na cotação da época), à frente do gás e igualando quase todo o setor de hidrocarbonetos - US$ 3,089 bilhões (aproximadamente R$ 16 bilhões), segundo o Instituto Nacional de Estatísticas.
No entanto, é um dos setores que menos arrecada impostos.
Um dos líderes da mobilização, Ricardo Balmaceda, disse à imprensa que as organizações apresentaram "solicitações em todo o país" para obter novas licenças de exploração.
No entanto, negou que pretendam ter acesso a reservas naturais, apesar da advertência dos ambientalistas.
Neste sentido, a ambientalista Torrico insistiu em que a pressão dos garimpeiros põe em risco áreas protegidas, como o Parque Natural Madidi, uma reserva de quase 19.000 km² no noroeste da Bolívia.
A exploração de ouro é associada ao mercúrio, metal tóxico que contamina as fontes de água com altíssimo impacto ambiental e à saúde humana.
"Além disso, em muitos casos, a exploração é ilegal, no rio Madre de Dios, em Riberalta, Beni, onde mais de 25 dragas operam à margem da lei, o que motivou a intervenção policial", disse à AFP o especialista Gary Rodríguez, gerente-geral do Instituto Boliviano de Comércio Exterior.
Além das novas concessões, os garimpeiros esperam a implementação de uma lei que fixe novos tributos e autorize o Banco Central a comprar metal no mercado doméstico para aumentar suas reservas internacionais.
Por enquanto, o governo tem dito estar disposto a dialogar com os manifestantes, embora no momento não esteja prevista uma reunião com o presidente Arce, como exigem as cooperativas após meses de negociações frustradas com as autoridades.
Segundo o porta-voz Ricardo Balmaceda, os manifestantes esperam um "convite oficial" para dialogar diretamente com o presidente.
F.Cardoso--PC