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Módulo lunar dos EUA lançado na segunda não tem possibilidade de fazer pouso 'suave'
O módulo lunar privado americano que decolou na segunda-feira (8), mas depois teve sérios problemas durante o voo, não tem "nenhuma possibilidade" de realizar um pouso suave na Lua, declarou nesta terça-feira (9) a empresa Astrobotic, que desenvolveu o dispositivo.
Após um "vazamento" de combustível, "infelizmente não há possibilidade de um pouso suave na Lua", declarou a Astrobotic em comunicado publicado na rede social X (antigo Twitter).
A missão seria a primeira a pousar um módulo americano na Lua desde o fim do programa Apollo, há mais de 50 anos.
Além disso, a Astrobotic queria ser a primeira empresa privada a conseguir pousar sobre o satélite natural.
Apesar deste fracasso, "ainda temos bastante combustível para continuar operando o veículo como uma nave", indicou a Astrobotic. "Estimamos atualmente que o combustível vai acabar em cerca de 40 horas", acrescentou.
A jovem empresa com sede na Pensilvânia afirmou que continua recebendo "dados valiosos" para sua próxima tentativa de alunissagem.
O módulo lunar decolou da Flórida nesta segunda-feira anexado a um novo foguete Vulcan Centaur do grupo industrial ULA.
O dispositivo, batizado de Peregrine, foi desenvolvido pela Astrobotic com apoio financeiro da Nasa, que contratou a empresa para transportar material específico à Lua.
Nos últimos anos, missões privadas de Israel e Japão, assim como uma tentativa recente da agência espacial russa, fracassaram na tentativa de pousar na Lua.
Até agora, apenas agências espaciais nacionais conseguiram realizar uma alunissagem suave no satélite natural da Terra: a União Soviética foi a primeira, em 1966, seguida pelos Estados Unidos, que continua sendo o único país que levou humanos à Lua.
A China tocou a superfície do satélite natural com sucesso em três ocasiões na última década, e a Índia foi a mais recente, ao conseguir a façanha em sua segunda tentativa no ano passado.
M.A.Vaz--PC