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A montanha-russa dos investidores em criptomoedas em alto risco sob Trump
A notificação chegou quando Nick estava aproveitando seu sábado de folga após uma semana exaustiva de trabalho: as "memecoins", a criptomoeda ultraespeculativa impulsionada nos últimos três meses pela eleição de Donald Trump, estavam prestes a entrar em colapso. E com elas, suas economias.
“Eu cliquei e, por um minuto, observei os preços despencarem. Disse a mim mesmo: 'Bem, acho melhor parar de procurar'”, disse à AFP o americano de 28 anos da Pensilvânia, que não quis revelar seu sobrenome.
Em poucas horas, suas carteiras virtuais, compostas principalmente de memecoins, caíram para 60.000 dólares (345 mil reais) dos 150.000 dólares (863 mil reais) que ele diz ter acumulado em cinco anos.
Citadas entre as promessas de Trump desde sua reeleição para a Casa Branca e em meio aos anúncios do republicano que abalaram a economia global, as moedas digitais sofreram grandes oscilações nos últimos meses, afetando legiões de investidores grandes e pequenos.
A montanha-russa afetou especialmente as memecoins, as criptomoedas economicamente sem valor lançadas do nada por causa de uma moda sobre uma personalidade ou fenômeno viral da Internet.
- “Conflitos de interesse” –
Sem relação com o bitcoin, a principal moeda digital e que vem batendo recordes desde a eleição de Trump, as memecoins são uma moeda lançada para a comunidade de criptomoedas por diversão e especulação.
Na semana passada, foram as ameaças comerciais de Trump contra o Canadá e o México que provocaram sua queda. Os detentores em pânico se voltaram para outros títulos.
Na época, o bitcoin se manteve firme e perdeu apenas 6%, graças, em parte, à legitimidade oferecida pelos planos de Trump de estabelecer uma reserva nacional na moeda.
Mas o ether, uma moeda que se acredita ser confiável, perdeu 26% e as memecoins perderam 26%.
No entanto, Nick continua convencido de que essas moedas terão um ciclo ascendente, como aconteceu em 2021, quando estavam na moda.
Trata-se de “uma bolha”, argumenta Larisa Yarovaya, da Southampton Business School, na Inglaterra. E “se ela estourar, o efeito de contágio poderá se espalhar por todo o ecossistema de criptomoedas e além”, adverte.
Ela alerta contra “indivíduos poderosos” que “podem facilmente explorar a confiança de seus seguidores para seu próprio benefício, dando origem a sérios conflitos de interesse”.
Em sua opinião, o presidente dos EUA, que lançou sua memecoin, a “Trump”, pouco antes de sua posse, apresenta sérios problemas éticos em um momento em que a criptosfera estava atenta ao menor sinal dele.
- 700 dólares em dois minutos -
As declarações de seu braço direito, Elon Musk, também podem fazer com que os preços flutuem, como no caso da dogecoin, uma moeda da qual ele gosta.
“Quando Musk fala ou tuíta, imediatamente o preço de uma criptomoeda pode saltar porque as pessoas têm medo de ficar de fora, o famoso FOMO (fear of missing out)”, explica Stan, um consultor de assuntos públicos de 28 anos que não quis revelar seu sobrenome.
Para ele, investir em memecoin é como “comprar um bilhete de loteria”.
Savva, um assistente de pesquisa em uma universidade de Londres, pagou o preço por essa aposta.
“A primeira vez que investi em uma memecoin, ganhei 700 dólares (4.028 reais) em dois minutos, e foi isso que me viciou”, diz o jovem de 26 anos, que pediu anonimato.
“Muitas vezes eu não conseguia manter uma conversa porque tinha medo de que meus investimentos fossem ruins”, admite esse entusiasta da tecnologia que chegou a projetar seu próprio bot de negociação de memecoin, que não deu certo.
“Paguei um preço alto física e mentalmente”, ele confessa.
Embora ainda acredite na filosofia das criptomoedas, que permitem que você escape do controle das instituições financeiras tradicionais, ele jogou a toalha depois de perder 5.000 dólares (28 mil reais) investidos em memecoins.
“Quando você se dá conta, é tarde demais”, lamenta.
Ferreira--PC