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EUA e China retomam negociações comerciais após Trump expressar otimismo
As negociações entre os Estados Unidos e a China foram retomadas neste domingo (11) na Suíça, depois que o presidente americano, Donald Trump, saudou o "remeço total" da relação entre as duas maiores economias do mundo como um "grande progresso".
O presidente dos EUA expressou otimismo após o primeiro dia de negociações com o objetivo de acalmar a guerra comercial que eclodiu quando Trump adotou uma série de tarifas, visando especificamente a China, e Pequim respondeu com duras medidas de retaliação.
Trump afirmou no sábado que um "grande progresso" foi feito no primeiro dia de negociações entre o secretário do Tesouro, Scott Bessent, o representante comercial dos EUA, Jamieson Greer, e o vice-primeiro-ministro chinês, He Lifeng.
"Um recomeço total negociado, amigável, mas construtivo", disse Trump em uma publicação em sua rede Truth Social.
O segundo dia de reuniões a portas fechadas foi retomado pouco depois das 10h00, horário local (05h00 no horário de Brasília).
As reuniões de sábado ocorreram na luxuosa residência do Representante Permanente da Suíça na ONU, em Genebra, e terminaram por volta das 20h (15h00 de Brasília).
Este diálogo é a reunião de mais alto nível entre as duas maiores economias do mundo desde que Trump retornou à Casa Branca. Trump adotou uma política comercial protecionista que provocou um choque nos mercados financeiros globais em meio a temores de uma recessão.
Desde que retornou à Casa Branca em janeiro, o presidente republicano adotou uma ofensiva tarifária, que ele defendeu como uma forma de combater o que considera práticas injustas e proteger empregos americanos.
Desde o início deste ano, as tarifas dos EUA sobre a China atingiram 145%, e os impostos cumulativos sobre certos produtos atingiram impressionantes 245%.
Em resposta, a China impôs tarifas de 125% sobre produtos dos Estados Unidos, resultando na estagnação do comércio bilateral entre as duas maiores economias do mundo.
Antes das negociações, Trump sugeriu neste fim de semana que poderia reduzir as tarifas sobre a China para 80%.
A porta-voz da Casa Branca, Karoline Leavitt, esclareceu posteriormente que os Estados Unidos não reduzirão unilateralmente as tarifas e acrescentou que a China também terá que fazer concessões.
Ambos os lados tentaram reduzir as expectativas, com o secretário do Tesouro afirmando que as negociações estão focadas em aliviar as tensões em vez de buscar um "acordo comercial grandioso", e a China insistindo que os Estados Unidos devem reduzir as tarifas primeiro.
R.J.Fidalgo--PC