-
Ucrânia inaugura embaixada no Panamá, um parceiro fundamental
-
GPs de F1 do Bahrein e da Arábia Saudita devem ser 'cancelados ou adiados'
-
Em ano eleitoral, Lula revoga visto de assessor dos EUA que queria visitar Bolsonaro
-
Fortes explosões abalam o Irã durante manifestação com autoridades
-
Marset, um dos narcotraficantes mais procurados do Cone Sul, é capturado na Bolívia
-
Petróleo segue acima de US$ 100 e bolsas europeias fecham em queda
-
Ministra das Relações Exteriores da Groenlândia renuncia
-
Martín Anselmi vive momento de pressão máxima no Botafogo
-
Canadá constrói novo quebra-gelo para reforçar presença no Ártico
-
Diretores de elenco finalmente serão reconhecidos no Oscar
-
Lula revoga visto de diplomata dos EUA que queria visitar Bolsonaro
-
Com semana livre para treinar, Manchester United quer voltar a vencer no Inglês
-
Ex-presidente Bolsonaro dá entrada na UTI com broncopneumonia
-
EUA faz forte revisão para baixo do PIB nos últimos meses de 2025
-
Russell lidera dobradinha da Mercedes na classificação sprint do GP da China
-
Petróleo recua levemente, mas se mantém perto dos 100 dólares
-
Narcotraficante uruguaio Marset é preso na Bolívia
-
Guitarra usada pelo Pink Floyd bate recorde em leilão por US$ 14,55 milhões
-
Trump pressiona republicanos para aprovar lei de integridade eleitoral antes das legislativas
-
Rússia pede que EUA suspenda novas sanções ao seu petróleo devido à guerra no Oriente Médio
-
Cuba confirma 'negociações' com EUA
-
Mísseis e explosões: marinheiro relata cotidiano em navio bloqueado no Golfo
-
China e EUA se reúnem na França para negociações comerciais
-
Recife, cenário de 'O Agente Secreto', exibe seu orgulho nordestino antes do Oscar
-
Direita pretende conquistar Paris em eleições locais acirradas
-
'Não somos úteros': japonesas reivindicam direito à esterilização
-
Beirute, sob fogo e com raiva do Hezbollah
-
Fortes explosões abalam Teerã
-
Bombardeios do Paquistão deixam seis mortos no Afeganistão
-
Irã e Israel anunciam novos ataques
-
Arábia Saudita intercepta mais de 20 drones; militar francês morre no Curdistão
-
FBI investigará ataque a sinagoga nos EUA como 'ato de violência direcionado' contra comunidade judaica
-
Petróleo fecha na máxima desde 2022 após Irã afirmar que estreito permanecerá fechado
-
Colômbia anuncia que presidente da Venezuela cancelou visita ao país, sua primeira viagem internacional
-
Endrick evita derrota do Lyon na Liga Europa; Aston Villa vence Lille na França
-
Petróleo fecha no nível mais alto desde 2022 depois que Irã prometeu que Estreito de Ormuz permanecerá fechado
-
Tinder busca ir além do 'swipe' para oferecer conexões 'mais relevantes'
-
Nasa se diz pronta para lançar Artemis 2 à Lua a partir de 1º de abril
-
Armand Duplantis bate recorde mundial do salto com vara pela 15ª vez
-
Senado dos EUA aprova projeto de habitação para enfrentar aumento do custo de vida
-
Aston Villa vence Lille e Betis perde em Atenas na ida das oitavas da Liga Europa
-
Polícia confirma morte de suspeito de ataque contra sinagoga em Michigan
-
Desfalcado após goleada na Champions, líder Bayern visita Leverkusen no Alemão
-
Praticamente fora da Champions, Atalanta visita líder Inter no Campeonato Italiano
-
Novo líder supremo do Irã promete vingança e diz que Estreito de Ormuz ficará fechado
-
Governo tenta conter alta no preço dos combustíveis por guerra no Oriente Médio
-
Verstappen brinca e compara nova F1 ao jogo Mario Kart
-
Cassino na fronteira com Camboja escondia centro de golpes online, diz Exército tailandês
-
Trump diz que Irã não deveria ir à Copa do Mundo para sua 'própria segurança'
-
Argentina quer que Finalíssima seja disputada em Buenos Aires
Fortes explosões abalam Teerã
Explosões em larga escala sacudiram nesta sexta-feira (13) a capital do Irã, que continua respondendo com o lançamento de drones contra os países do Golfo, no 14º dia da guerra no Oriente Médio, que provoca graves consequências para a economia mundial.
O planeta enfrenta as consequências da alta do petróleo, uma situação que levou o governo dos Estados Unidos a flexibilizar parcialmente as sanções impostas à Rússia pela invasão da Ucrânia, com a permissão temporária da venda do petróleo russo armazenado em navios.
Os ataques dos Estados Unidos e de Israel que mataram o líder supremo iraniano Ali Khamenei em 28 de fevereiro iniciaram uma guerra que se intensificou ainda mais na manhã desta sexta-feira.
Uma série de explosões potentes, em intervalos curtos e com intensidade incomum, sacudiu Teerã.
O Exército israelense anunciou ataques "direcionados contra as infraestruturas do regime terrorista iraniano" e recomendou a evacuação de duas áreas centrais da capital.
Os alvos concretos são desconhecidos, mas um jornalista da AFP observou duas nuvens de fumaça nas zonas leste e norte da cidade, apesar da pouca visibilidade devido ao tempo chuvoso em Teerã.
Segundo a televisão pública, explosões foram ouvidas no centro de Teerã, perto de uma manifestação organizada por ocasião de um dia anual de apoio aos palestinos.
- "Morte aos Estados Unidos" -
O Irã celebra nesta sexta-feira o Dia de Al Qods, em solidariedade aos palestinos e contra Israel. "Morte aos Estados Unidos", afirmavam faixas e cartazes dos manifestantes, segundo imagens exibidas pela televisão estatal iraniana.
O evento contou com a presença do secretário do Conselho Supremo de Segurança Nacional do Irã, Ali Larijani, um dos principais dirigentes do país, que afirmou que os ataques de Washington são fruto do "desespero".
A guerra provocou uma fuga em massa dentro do país, com mais de três milhões de deslocados, segundo o Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados (ACNUR).
"Quase todas as famílias aqui abrigam pelo menos uma família que veio de Teerã", declarou à AFP uma mulher de 30 anos, moradora de Kermanshah, no leste do país.
"A população está extremamente tensa e indignada", em particular com o racionamento de pão ou de fita adesiva, usada para proteger os vidros das explosões.
A guerra provocou a primeira baixa entre os militares da França, um país que mantém tropas na região, mas que não participa da campanha de bombardeios contra o Irã.
O presidente francês, Emmanuel Macron, anunciou que um militar morreu em um ataque na região iraquiana de Erbil.
Sem reivindicar o ataque, um grupo armado iraquiano pró-Irã, Ashab al Kahf, anunciou que "todos os interesses franceses" na região serão alvos devido à presença do porta-aviões Charles de Gaulle no Mediterrâneo Oriental.
Em outra região do Iraque, um avião de reabastecimento americano caiu e provocou a morte de pelo menos quatro dos seis tripulantes, informou o Exército dos Estados Unidos.
Embora Washington afirme que o acidente não foi provocado por "fogo hostil, nem fogo amigo", o Exército iraniano anunciou que o avião foi atingido por um míssil lançado por movimentos armados pró-Irã e que toda a tripulação morreu no ataque.
No Golfo, prossegue a sucessão de ataques iranianos contra monarquias petrolíferas, incluindo algumas que abrigam bases americanas.
Jornalistas da AFP ouviram explosões em Dubai e o centro da cidade estava coberto por uma nuvem de fumaça nesta sexta-feira.
A Arábia Saudita afirmou que destruiu dezenas de drones, um deles direcionado contra o bairro diplomático de Riade. Em Omã, duas pessoas morreram devido ao impacto de um drone, segundo a agência de notícias local.
O governo iraniano mantém o discurso de desafio desde o primeiro dia do conflito.
Na quinta-feira, o secretário do Conselho Supremo de Segurança Nacional, Ali Larijani, advertiu Trump que a guerra "não pode ser vencida com alguns tuítes". "Não vamos descansar até que você se arrependa deste grave erro de cálculo", disse, depois que Mojtaba Khamenei fez sua primeira declaração pública como novo líder supremo do país.
- Resposta "mais forte" -
O governo iraniano mantém o discurso de desafio desde o primeiro dia do conflito.
Na quinta-feira, em sua primeira declaração pública como novo líder supremo do país, Mojtaba Khamenei, ferido no ataque que matou seu pai, foi taxativo.
Ele pediu o fechamento das bases americanas em todo o Oriente Médio, afirmou que seu país é capaz de semear o caos com a redução da oferta de petróleo e defendeu o bloqueio do Estreito de Ormuz, por onde passa 20% do petróleo mundial.
O novo líder supremo "não pode mostrar o rosto em público", ironizou o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, que afirma que o objetivo da guerra é dar aos iranianos os meios para "derrubar o regime".
Para o presidente americano, Donald Trump, derrotar o "império do mal" do Irã, para impedir que desenvolva armas nucleares, é mais importante do que o aumento dos preços dos combustíveis.
O petróleo permanecia com a cotação ao redor de 100 dólares por barril nesta sexta-feira, apesar da liberação recorde de reservas de combustíveis.
A Agência Internacional de Energia (AIE) advertiu que a guerra poderia provocar "a maior interrupção do abastecimento" na história do setor.
A Guarda Revolucionária, o exército ideológico iraniano, anunciou que está preparada para uma longa campanha, mesmo que isto signifique "destruir" a economia mundial.
Nesta sexta-feira, a Guarda Revolucionária advertiu que qualquer nova manifestação contra o regime enfrentará uma resposta "mais forte" do que em janeiro, quando milhares de pessoas morreram durante a repressão aos protestos contra o governo.
burs-rle/eml/arm-erl/dbh/fp
L.E.Campos--PC