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Vice-presidente da Federação Japonesa renuncia após apoio da Ásia a Infantino
O vice-presidente da Federação Japonesa de Futebol (JFA), Takeshi Okada, anunciou nesta quarta-feira (28) sua renúncia ao cargo, motivada pelos recentes posicionamentos da Confederação Asiática (AFC) em relação à Fifa.
Na última sexta-feira, a AFC manifestou apoio à candidatura do atual presidente da entidade máxima do futebol, Gianni Infantino, que tentará se reeleger em março de 2027.
Durante uma reunião em Tóquio, o presidente da AFC, o xeique Salman bin Ibrahim Al Khalifa, expressou "compromisso total" com Infantino, que estava presente.
Uma posição que contrasta com a que a AFC adotou semanas antes, juntando-se à Uefa (Europa) e à Concacaf (América do Norte, América Central e Caribe) para criticar o projeto de Infantino de abrir competições da Fifa, como a Copa do Mundo, a investidores privados por meio de uma empresa criada para esse fim.
Técnico da seleção do Japão nos Mundiais de 1998 e 2010, Okada explicou que tais controvérsias eram incompatíveis com suas convicções pessoais.
"Ao longo de toda a minha carreira, dei grande importância ao valor social do esporte, convicto de que ele deve ser praticado com integridade", declarou o dirigente japonês, antes de acrescentar que não podia aceitar o distanciamento entre os seus princípios e o recente posicionamento da sua confederação.
Okada esclareceu que refletiu profundamente sobre sua decisão e que esta foi uma iniciativa dele próprio, embora não tenha apontado diretamente o apoio da AFC a Infantino como a causa direta de sua renúncia.
De fato, ele reconheceu compreender as razões práticas que levaram a JFA a alinhar sua posição à da AFC, considerando suas relações e as possíveis consequências para o futebol japonês.
Presidente da Fifa desde 2016, Infantino pediu desculpas após o fracasso de seu plano comercial. Em março de 2027, ele tentará a reeleição para um quarto mandato, sem que, por enquanto, tenham sido anunciados outros candidatos.
M.A.Vaz--PC