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Refugiado Danylo Yavhusishyn é primeiro ucraniano a vencer torneio da elite do sumô
O lutador de sumô Danylo Yavhusishyn disse, nesta segunda-feira (24), que ficou surpreso ao se tornar o primeiro ucraniano a vencer um torneio de elite deste antigo esporte japonês.
O jovem de 21 anos, que fugiu da guerra na Ucrânia aos 18, venceu no domingo o Grande Torneio de Sumô de Kyushu depois de derrotar no desempate o grande campeão mongol Hoshoryu Tomokatsu.
A vitória rendeu a Yavhusishyn, conhecido pelo nome de ringue Aonishiki Arata, seu primeiro título em apenas sua 14ª competição.
Nesta semana, ele ascenderá ao segundo posto mais alto no sumô, o de ozeki, um feito que, segundo ele, superou suas expectativas.
"Para ser sincero, queria vencer o torneio, mas realmente não achava que conseguiria", disse a jornalistas em Fukuoka.
Yavhusishyn começou a praticar sumô aos sete anos e se tornou campeão nacional aos 17.
Sua idade permitiu que ele escapasse por pouco do serviço militar obrigatório na Ucrânia, instituído para homens maiores de 18 anos quando a guerra com a Rússia começou, após a qual buscou refúgio na Alemanha, antes de se mudar para o Japão.
Depois de vencer o torneio, Yavhusishyn disse que conversou com seus pais, que vivem na Alemanha, e que também recebeu muitas mensagens de amigos da Ucrânia.
"Levarei um tempo para responder a todos, depois vou começar a responder um por um", prometeu.
Yavhusishyn se tornou o segundo lutador profissional ucraniano de sumô quando estreou em julho de 2023, seguindo os passos de seu compatriota Serhii Sokolovskyi, mais conhecido como Shishi.
A ascensão de Yavhusishyn a divisões superiores deste esporte foi a quinta mais rápida desde que o sistema atual de seis torneios por ano foi introduzido em 1958.
O ucraniano manteve vivas suas esperanças de conquistar o título do Grande Torneio de Sumô de Kyushu ao derrotar Hoshoryu na penúltima rodada, e depois voltou a vencer o mongol para ficar com o troféu.
"Era o último torneio do ano, então eu queria dar o melhor de mim para não terminar o ano arrependido", disse Yavhusishyn. "Estou feliz, mas existe um status superior. Quero trabalhar para alcançá-lo", concluiu.
H.Portela--PC