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Inglaterra enfrenta RD Congo para confirmar o favoritismo
Se a Inglaterra cumprir a lógica contra a República Democrática do Congo, nesta quarta-feira (1º) em Atlanta, enfrentará o desafio de bater o México em pleno Estádio Azteca nas oitavas de final da Copa do Mundo, enquanto os coanfitriões Estados Unidos jogam contra a Bósnia e Herzegovina em San Francisco.
Duas potências europeias que buscavam o título, Alemanha e Países Baixos (derrotadas nos pênaltis por Paraguai e Marrocos, respectivamente, na segunda-feira), já foram eliminadas: a Inglaterra não quer ser a terceira.
Os 'Three Lions' estão convencidos de que podem acabar com o jejum de 60 anos no torneio e levantar a taça no dia 19 de julho no MetLife Stadium, em East Rutherford.
"Sinto que é um privilégio estar nessas situações. Acho que simplesmente podemos aceitar isso, somos os favoritos contra a RD Congo", disse o técnico Thomas Tuchel na coletiva de imprensa de terça-feira.
"Jogamos contra nossas próprias expectativas, esperamos de nós mesmos chegar mais longe do que os 16-avos de final. Então, por que nossos torcedores não deveriam esperar isso?", indagou.
- Problemas na defesa -
"Respeitamos o adversário, conhecemos sua qualidade", ressaltou Tuchel sobre a equipe africana, que na fase de grupos arrancou um empate por 0 a 0 contra Portugal, perdeu por 1 a 0 para a Colômbia e venceu o Uzbequistão por 3 a 1.
Se no ataque os ingleses estão correspondendo às expectativas com suas duas estrelas, Harry Kane e Jude Bellingham, o problema está na defesa, sobretudo na lateral direita, onde o dono da posição, Reece James, está lesionado.
Quem deveria ser seu substituto, Tino Livramento, também foi baixa antes mesmo da competição, e Tuchel decidiu recrutar um sexto zagueiro, Trevoh Chalobah, em vez do jogador do Real Madrid Trent Alexander-Arnold.
A escolha por não convocar talentos como Cole Palmer, Phil Foden e Morgan Gibbs-White também pesa sobre o treinador, que enfrentará críticas pesadas caso não alcance a final.
Por sua vez, a RD Congo chega ao compromisso sem pressão: "Não temos muito a perder, mas isso também é uma fonte de motivação (...) A pressão está sobre a seleção da Inglaterra. Eles precisam seguir avançando em direção aos seus objetivos", declarou o seu técnico, o francês Sébastien Desabre.
O vencedor enfrentará o México no Azteca, onde a equipe anfitriã derrotou o Equador na terça-feira (2 a 0) e manteve sua invencibilidade em Copas do Mundo no estádio.
Com dois dos três coorganizadores, México e Canadá, já garantidos nas oitavas de final, nesta quarta-feira chega a vez dos Estados Unidos, contra a Bósnia e Herzegovina em Santa Clara, na Califórnia.
- Volta de Pulisic -
A seleção dos Estados Unidos perdeu suas últimas 10 partidas consecutivas contra seleções europeias, em uma sequência sem vitórias que já dura cinco anos, mas seu treinador, o argentino Mauricio Pochettino, não acredita em maldições e classificou o fato como "coincidência".
"Temos uma boa oportunidade para lutar contra a história, não apenas contra a Bósnia e Herzegovina, mas contra os últimos cinco anos", declarou o técnico sobre o que considera "outro desafio".
Os Estados Unidos são favoritos, sobretudo após recuperar sua estrela Christian Pulisic, já pronto para ser titular depois de sentir um desconforto na estreia contra o Paraguai.
O outro mata-mata disputado nesta quarta-feira é aquele em que há um favoritismo menos definido, já que a Bélgica decepcionou até agora e não seria grande surpresa se o Senegal de Sadio Mané eliminasse os 'Diabos Vermelhos'.
Enquanto se aguarda o desenrolar da rodada, a Copa do Mundo segue impressionada com a exibição da França na terça-feira, um 3 a 0 sobre a Suécia que poderia ter sido muito mais elástico graças ao show de duas de suas estrelas, Kylian Mbappé e Michael Olise.
H.Silva--PC