-
Irã mira em bases dos EUA em resposta a novos bombardeios
-
John Ternus assume comando da Apple na era da IA e dos smartphones dobráveis
-
Nicarágua proíbe participação de opositores em eleições
-
Moraes enfrenta pressão após ter conversa com Vorcaro exposta
-
Congresso da Nicarágua aprova reforma que proíbe opositores em eleições
-
Zuckerberg e Musk defendem centros de dados de IA
-
Dínamo Moscou volta atrás e desiste da contratação de Gonzalo Plata
-
OpenAI lançará novo modelo com segurança reforçada após invasão
-
Xi Jinping chega ao Egito em meio a ameaças de sanções dos EUA por vínculos com Irã
-
Rybakina estreia com vitória e inicia caça à Sabalenka no US Open
-
Moraes sob pressão após ter conversa com Vorcaro exposta
-
Cobolli vence Comesaña de virada e avança no US Open
-
Governo Assad realizava atividades nucleares não declaradas na Síria, diz AIEA
-
Juventus empresta atacante canadense Jonathan David ao Atlético de Madrid
-
Argentina vive momento de incerteza sem Messi e com futuro de Scaloni indefinido
-
Estados Unidos lançam novos ataques contra o Irã
-
Netanyahu afirma que Israel deteve chefe de segurança do Hamas em Gaza
-
Musk defende centros de dados de IA e critica regras da UE no G20
-
Reformas de segurança propostas por Kast "ameaçam" direitos dos chilenos, diz ONG
-
Rei Haakon VIII jura fidelidade à Constituição da Noruega sem a esposa, que se recupera de um transplante
-
Irã registra várias explosões perto do Estreito de Ormuz, segundo televisão estatal
-
"Legado de Messi ficará para sempre", destaca David Beckham
-
Apagões, falta de professores e uniformes marcam início do ano letivo em Cuba
-
Aeroporto de Caracas reabre após graves danos por terremotos na Venezuela
-
Zagueiro Antonio Rüdiger anuncia aposentadoria da seleção alemã
-
Rede elétrica insuficiente freia auge dos 'data centers' no México
-
Explosão de carro-bomba deixa um morto e 11 feridos na Colômbia
-
Com menos consumo, economia brasileira desacelera no 2º trimestre
-
Flaco López renova com o Palmeiras até 2030
-
Avalanche entre Nepal e China deixa mais de 1.000 mortos
-
Flamengo anuncia equatoriano Anthony Valencia e argentino Joaquín Freitas
-
Irã estende a mão aos EUA e agradece à Rússia por seu posicionamento na guerra
-
'Não me incomoda', diz Gabriel Jesus sobre ser 'plano B' de Julián Álvarez
-
Funcionário do Serviço Postal acusa governo Trump de colocar em risco o voto por correio
-
UE não digere convite dos EUA para ministro russo ao G20
-
Ex-primeiro-ministro britânico Keir Starmer renuncia ao cargo de deputado
-
Petição solicita que Javier Milei seja declarado 'persona non grata' em Paris
-
Presidente do Irã estende a mão a Washington e agradece posição de Putin durante a guerra
-
Barcelona oficializa contratação de Gabriel Jesus
-
Ativistas do Tibete acusam China de subestimar número de mortos em desastre
-
Bombardeio mais letal em anos mata 20 guerrilheiros na Colômbia
-
Mural de desaparecidos mantém esperança de famílias após desastre no Nepal
-
Shein tem estreia discreta na Bolsa de Hong Kong
-
Haakon VIII jura lealdade à Constituição da Noruega
-
Vítimas da guerra no Afeganistão seguem sem obter justiça, afirma ONU
-
Avalanche no Himalaia deixou mais de 1.000 mortos
-
Presidente do Irã estende a mão a Washington antes de reunião com Putin
-
Ataque russo com mísseis e drones deixa 12 mortos na região de Kiev
-
Carney sai reforçado das eleições parciais no Canadá em plena guerra comercial com EUA
-
Avalanche entre Nepal e China deixou mais de 1.000 mortos
Casas destruídas, carros queimados e cápsulas de bala em Jenin
Os soldados israelenses saíram de Jenin, na Cisjordânia ocupada, mas deixaram marcas de sua mortal incursão militar: casas destruídas, carros queimados e ruas cobertas de escombros, cacos de vidro e cápsulas de bala.
"Não há eletricidade, nem água, não há nada", disse Siham al Naaja, uma mulher de 53 anos, enquanto mostra seu apartamento. No interior, as janelas estão quebradas, os móveis tombados e o piso coberto por objetos.
Naaja mostra o açúcar esparramado pela cozinha e um brinquedo de plástico quebrado em outro cômodo. Esta mulher acusa as forças israelenses de terem roubado dinheiro e ouro que pertencia a sua família.
Contatado pela AFP, o Exército não quis se pronunciar sobre estas denúncias.
- De surpresa -
Naaja é uma das 3.000 pessoas que moram no campo de refugiados de Jenin que fugiram na noite de segunda-feira depois que Israel lançou um ampla operação, na qual 12 palestinos e um soldado israelense morreram.
Fundado em 1953, é um dos acampamentos mais pobres e povoados da Cisjordânia, território ocupado por Israel desde 1967.
Lá vivem cerca de 18.000 pessoas, que fazem parte dos 760.000 palestinos que fugiram ou foram expulsos de suas casas após a criação do Estado de Israel em 1948.
Com o tempo, as tendas de campanha foram substituídas por casas e este setor parece agora um bairro da cidade de Jenin.
Muitos palestinos consideram que têm o direito de se defender contra uma potência ocupante, e muitos painéis nos muros de Jenin prestam homenagem aos "mártires" da luta armada.
O norte da Cisjordânia, reduto de grupos armados palestinos, tem sido cenário em várias ocasiões de incursões israelenses. Porém, a operação em Jenin desta semana foi a mais violenta em anos, com centenas de soldados, drones e escavadeiras militares destruindo ruas.
Israel afirma que a incursão foi necessária para combater militantes palestinos, suas infraestruturas e depósitos de armas.
Segundo Mahdi Jalysa, de 18 anos, a população foi pega de surpresa.
"Não tínhamos comida", disse, enquanto fumava um cigarro em meio a cápsulas de balas.
- Efeitos psicológicos -
"Assim que o Exército entrou no acampamento, sua primeira ação foi (lançar) bombardeios", lembra este jovem, que mostra uma bolsa de comida com inscrições em hebraico, abandonada, segundo ele, por soldados.
No bairro devastado, os escombros se acumulam nas ruas, junto com cabos elétricos caídos e poças de gasolina.
Ajoelhado atrás de um dos muitos carros destruídos, um homem tenta recuperar alguns objetos do porta-malas do veículo que, segundo ele, é de seu irmão.
Algumas ruas à frente, uma mulher empilha escombros perto de sua casa, alvo de um bombardeio israelense. Os muros do edifício vizinho estão pretos.
Muitos moradores do acampamento encontraram refúgio nas casas dos habitantes de Jenin.
Nas entradas dos hospitais da cidade, onde estão internados dezenas de feridos, há pilhas de fraldas e alimentos para ajudar a população.
No interior do acampamento, Khadar Masalhah organiza a distribuição de mantimentos.
A incursão israelense terá, em sua opinião, consequências físicas e psicológicas por muito tempo. Sobretudo para idosos e crianças, adverte.
T.Vitorino--PC