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A angustiante espera das famílias dos reféns sequestrados em Gaza
“Estou os esperando. Quero abraçá-los”. Quase 100 dias após o sequestro de seus dois filhos, Silvia Cunio se nega a perder a esperança, assim como as famílias dos demais reféns detidos na Faixa de Gaza desde o ataque do Hamas ao território israelense, em 7 de outubro.
Cerca de 250 pessoas foram capturadas nesse dia e levadas a Gaza durante um ataque sem precedentes do movimento islamista palestino.
Em novembro, 105 foram libertadas graças a uma trégua, mas segundo as autoridades de Israel, ainda faltam 132, a grande maioria deles israelenses, civis e militares.
Entre eles, 25 morreram e não tiveram seus corpos devolvidos às famílias. Outros 11 corpos foram retornados a Israel.
“Tragam-os de volta para casa agora”, pedem cartazes espalhados por todo o país, onde os rostos dos desaparecidos podem ser vistos em toda parte.
Alguns dos que foram libertados começam a contar sua terrível experiência, marcada em alguns casos pela violência e as agressões sexuais que dizem ter sofrido ou testemunhado.
Os familiares estão organizados e multiplicam as coletivas de imprensa, os apelos às autoridades e as ações simbólicas. Apesar do desânimo e da dor, se recusam a desistir.
- “Filme de terror” -
Silvia Cunio, de 63 anos, teve nove parentes ou pessoas próximas à sua família capturadas na manhã de 7 de outubro, no pequeno kibutz de Nir Oz, em pleno 'shabbat'.
Quatro seguem sequestradas: dois de seus filhos, David, de 33 anos, e Ariel, de 26; a namorada de Ariel, Arbel Yehud, de 28; e seu irmão, Dolev, de 35.
A comunidade agrícola de Nir Oz, a menos de três quilômetros da Faixa de Gaza, foi cenário de um dos piores massacres cometidos naquele dia no sul de Israel.
Os ataques do Hamas deixaram no total cerca de 1.140 mortos, a maioria deles civis, de acordo com uma contagem da AFP baseada no número de vítimas israelenses.
Em retaliação, o Exército de Israel lançou grandes bombardeios e uma ofensiva terrestre contra Gaza que já matou mais de 23.200 pessoas, segundo o Ministério da Saúde do Hamas.
Em seu novo apartamento na pequena cidade de Kyriat Gat, longe do kibutz, Cunio tem em uma poltrona uma camiseta com os rostos de seus filhos estampados.
Constantemente relê suas últimas mensagens no WhatsApp. Às 8h28 da manhã do ataque, Ariel escreveu: “Estamos em um filme de terror”. Desde então, diz sua mãe, “não há sinais de vida”.
O ataque devastou Nir Oz, uma vila de 400 habitantes. Vinte e cinco foram assassinados no local e outros 75 levados à força para Gaza, incluindo Kfir Ibas, o refém mais jovem, que completará 1 ano em 18 de janeiro e que está detido junto com seus pais e seu irmão de 4 anos.
Cunio chegou da Argentina a Israel em 1986, junto com seu marido. Embora descreva a vida em Nir Oz como “o paraíso”, agora afirma entre lágrimas que não voltará ao kibutz, onde trabalhava em uma lavanderia e também como cabeleireira e manicure.
L.Mesquita--PC