-
Presidente da Suprema Corte do México diz à AFP que é criticado por ser indígena
-
Singapura penaliza uso de IA para gerar imagens sexuais sem consentimento
-
Trump pede à Suprema Corte que aprove construção de salão de baile na Casa Branca
-
Uso de luvas de choques elétricos por agentes de imigração aumenta temor de abusos nos EUA
-
Polícia italiana recupera obras de Renoir, Cézanne e Matisse avaliadas em € 9 milhões
-
Macron é criticado na França por foto em jet-ski durante férias
-
Incêndios deixam um morto, dezenas de feridos e milhares de desabrigados na Europa
-
Kushner viajará a Israel para tentar destravar plano de paz para Gaza
-
'Tudo pode acontecer', diz Maresca sobre possível saída de Rodri para o Barcelona
-
Expulsos dos EUA para Guiné Equatorial enfrentam violência e intimidação policial
-
SNC SCANDIC PAY: Betala – över hela världen och utan gränser
-
स्कैंडिक पे: दुनिया में कहीं भी, बिना किसी सीमा के भुगतान करें।
-
SNC SCANDIC ÍOC: Íoc in áit ar bith ar domhan, gan teorainn
-
SNC SCANDIC PAY: Platby po celém světě bez omezení
-
SNC SCANDIC PAY: Płatności na całym świecie bez ograniczeń
-
SNCスカンディックペイ):世界中で、制限なくお支払いいただけます
-
SNC 스칸딕 페이: 전 세계 어디서나, 제한 없이 결제하세요
-
斯堪迪克支付:全球無界支付
-
SNC SCANDIC PAY: الدفع في جميع أنحاء العالم ودون حدود
-
СНК СКАНДІК ПЕЙ: Оплата по всьому світу без обмежень
-
СНК Скандик Пэй: Оплата по всему миру без границ
-
SNC SCANDIC PAY: Pagamentos em todo o mundo e sem limites
-
Óculos 'inteligentes' ganham espaço e 'mudam a vida' de pessoas com deficiência visual
-
'Adoravam salsa', diz primo da única sobrevivente de família devastada por terremoto na Colômbia
-
Incêndios deixam dezenas de feridos e milhares de desabrigados na Europa
-
Polícia recupera obras de Matisse roubadas em 2025 em São Paulo
-
Colômbia prossegue com as buscas mas esperança de encontrar sobreviventes do terremoto é cada vez menor
-
Líder del partido anti-imigração britânico vence eleição parcial
-
EUA ameaça Irã com isolamento econômico "como o mundo nunca viu”
-
ट्रोजन: एक अधिक खतरनाक राजनीतिक युग के लिए विशेष सुरक्षा
-
TROJAN: 더욱 위험해진 정치 시기를 위한 특별 보호 조치
-
『TROJAN』:政治情勢がより危険になる時代に向けた特別な保護策
-
《特洛伊木馬》:在政治局勢日趨險惡的時代,提供特別保護
-
برنامج «TROJAN»: حماية خاصة في ظل أوقات سياسية أكثر خطورة
-
TROJAN: спеціальний захист для більш небезпечних політичних часів
-
O TROJAN: proteção especial para um período político mais perigoso
-
Justiça do Peru anula condenação de ex-primeira dama por caso Odebrecht
-
Corinthians arranca empate (0-0) contra o Rosario Central na ida das oitavas da Libertadores
-
Bolívia lança plano para conter expansão de grupos criminosos do Brasil
-
EUA executa três condenados à morte no mesmo dia
-
Começa apuração-chave para líder do partido anti-imigração britânico
-
Diminuem as esperanças de encontrar sobreviventes do terremoto na Colômbia
-
Ben Shelton vence Nakashima e é bicampeão do Masters 1000 do Canadá
-
Oposição se compromete a impulsionar libertação de presos políticos na Venezuela
-
Mirassol cede empate no fim contra LDU (1-1) na ida das oitavas da Libertadores
-
Com assistências de Neymar, Santos vence Macará (2-1) de virada na ida das oitavas da Sul-Americana
-
Vance diz que preço do petróleo é prioridade dos EUA na guerra contra Irã
-
Swiatek vence Rybakina e conquista WTA 1000 de Toronto
-
Resgates na Colômbia diminuem após terremoto, enquanto crescem os acampamentos de sobreviventes
-
Médicos deveriam ter 'mudado a abordagem' em relação aos sintomas de Maradona, diz perito
Considerada a presidente mais impopular do mundo, Dina Boluarte se agarra ao poder no Peru
Dina Boluarte talvez seja a presidente mais impopular do mundo, com apenas 2% de aprovação. Mas ela se agarra ao poder e analistas dão como certo que ela vai terminar seu mandato em 2026, apesar da rejeição dos peruanos e dos múltiplos escândalos.
"Até quando vamos viver com medo? Vá embora, Dina!", dizia um cartaz em uma passeata recente em Lima pelo auge do crime organizado.
Sem bancada própria, a presidente conservadora de 62 anos governa o Peru há dois anos e meio com uma aliança tácita com o Congresso controlado pela direita e a extrema direita, uma economia blindada frente à crise política e uma campanha eleitoral da qual não pode participar.
Talvez sua principal carta na manga seja a falta de líderes alternativos que ameacem sua estabilidade precária até 2026, quando termina seu governo, em meio a uma apatia social.
Ela é alvo de uma dezena de investigações pela repressão policial que causou a morte de 50 manifestantes, sua omissão em declarar joias e relógios de luxo que ganhou de presente e a cirurgia não declarada que fez no nariz.
Mas sua popularidade evaporou sobretudo pelo auge da extorsão do crime organizado.
"Dina traidora, corrupta e assassina!", dizia outro cartaz em uma passeata recente contra a gestão da presidente.
Em maio, Boluarte baixou a níveis mínimos nas pesquisas de opinião, com 2%, um ponto percentual a menos do que a medição feita em abril pela consultoria Ipsos.
"Poderíamos estar falando, então, de um recorde mundial de desaprovação presidencial, e além disso sustentada", disse à AFP o presidente do instituto de pesquisas Ipsos Perú, Alfredo Torres.
"Está há quase um ano acima de 90% de desaprovação e sua aprovação caiu a um mínimo", acrescentou. "É um caso único" em 40 anos de pesquisas no Peru, ressaltou.
Ipsos faz pesquisas em 90 países e tampouco tem registros tão baixos de aprovação em outro lugar.
"Senhor, perdoe-os porque não sabem o que pesquisam", defendia-se a presidente em dezembro, quando os institutos já a posicionavam como a mais impopular do mundo.
Boluarte iniciou seu mandato em dezembro de 2022, com 21% de aprovação e 68% de desaprovação.
- O paradoxo -
"No Peru há um paradoxo político: Boluarte é a presidente mais frágil da última década, por sua imperícia e por carecer de partido", diz à AFP o analista político Augusto Álvarez, diretor do A3R.net, um veículo digital.
No entanto, "essa também é sua fortaleza, pois para muitos, inclusive o Congresso - que pode destituir mandatários -, é um grande negócio ter uma presidente frágil a quem usam como uma pinhata para tirar tudo dela".
A maioria conservadora do Congresso também a apoia porque se a destituir precisará nomear para a Presidência um parlamentar de consenso, uma tarefa praticamente impossível devido à polarização.
Sua impopularidade remonta a quando substituiu o deposto Pedro Castillo e decidiu ficar no poder ao invés de convocar eleições antecipadas.
Boluarte, que até então era sua discretíssima vice-presidente, engrossou, assim, o histórico da instabilidade peruana.
Desde 2016, o Peru teve seis presidentes: dois depostos pelo Congresso, dois que renunciaram antes de ter o mesmo destino, um que concluiu seu mandato interino de 8 meses e Boluarte, que chegou ao cargo após o golpe frustrado de Castillo.
- "Apatia nas ruas" -
Mesmo assim, as pessoas não saem para protestar maciçamente "porque sentem que não vale a pena: se renunciar ou for destituída, seria substituída por um congressista, mas o Congresso também tem uma imagem péssima. Por isso há apatia nas ruas", diz o encarregado do Ipsos.
Nas pesquisas, "não há nenhum candidato que cative, por isso as pessoas não têm pressa para tirá-la do poder e preferem continuar com ela".
Nas ruas de Lima, os peruanos não poupam críticas.
Boluarte "não tem empatia, é uma presidente incapaz, não resolve o problema da segurança. Estamos esperando que termine e vá embora para que um novo governo entre para resolver o problema", diz Saturnino Conde, um professor de 63 anos.
Mas há exceções. "É injusto que tenha sua aprovação tão baixa porque com ela a economia está se mantendo (...) Não vejo que seja motivo de desagrado que use um Rolex, que tenha feito cirurgias", afirmou à AFP Blanca Romero, uma historiadora de 75 anos.
O bom ritmo da economia peruana ajuda a evitar seu colapso. No primeiro trimestre do ano, o PIB aumentou 3,9%, e em todo o ano passado, cresceu 3,3%.
"Outra razão pela qual Boluarte se sustenta é que a economia continua caminhando, há uma resiliência enorme e a renda da população está crescendo", destaca Álvarez.
M.A.Vaz--PC