-
Queda de drone provoca grande incêndio florestal na área de exclusão de Chernobyl
-
Criação de empregos nos EUA aumentou mais do que o esperado em abril
-
Rússia e Ucrânia se atacam mutuamente apesar da trégua decretada por Moscou
-
Reféns mantidos em banco na Alemanha são libertados
-
Dolarização formal, um sonho tentador na Venezuela tutelada por EUA
-
OMS reitera que risco do hantavírus para população é mínimo
-
África e Arsenal, um romance que continua vivo
-
Starmer descarta renúncia apesar dos resultados 'dolorosos' nas eleições locais britânicas
-
Direitista Laura Fernández assume, com seu antecessor, governo de linha dura na Costa Rica
-
Rubi de 11.000 quilates é descoberto em Mianmar
-
Taiwan recebe presidente do Paraguai e China insta Assunção a 'romper' essa relação
-
Leão XIV celebra um ano de pontificado em Pompeia e Nápoles
-
Starmer assume 'responsabilidade' por resultados 'dolorosos' nas eleições locais britânicas
-
Trump afirma que cessar-fogo prossegue apesar dos novos confrontos com o Irã
-
Rússia derruba dezenas de drones desde início de trégua unilateral com Ucrânia
-
Conmebol cancela Independiente Medellín-Flamengo na Colômbia após incidentes com torcedores
-
Grama natural é instalada no estádio da final da Copa do Mundo
-
OMS alerta sobre mais casos de hantavírus, mas espera que surto em navio seja 'limitado'
-
Independiente Medellín-Flamengo é interrompido por protestos de torcedores colombianos
-
Trump sanciona Gaesa e mineradora canadense Sherritt em nova escalada contra Cuba
-
Corinthians avança às oitavas da Libertadores após empate (1-1) entre Platense e Peñarol no Grupo E
-
Valverde e Tchouaméni podem sofrer sanções do Real Madrid após briga
-
Venezuela reconhece morte de preso político quase um ano depois
-
Sinner exige "respeito" dos Grand Slams em meio a disputa sobre premiação
-
Sabalenka, Gauff e Andreeva estreiam com vitórias no WTA 1000 de Roma
-
Crystal Palace e Rayo Vallecano farão final da Conference League
-
Atores gerados por IA não poderão ser premiados no Globo de Ouro
-
Aston Villa e Freiburg vão se enfrentar na final da Liga Europa
-
Governadora de Nova York ordena que agentes do ICE atuem com rosto descoberto
-
Preços do petróleo fecham sessão com leve queda
-
Surto de 2018 na Argentina dá pistas sobre como o hantavírus se propaga
-
Israel e Líbano vão dialogar nos EUA, que espera resposta do Irã à sua proposta
-
CBF quer anunciar renovação de Ancelotti antes da Copa do Mundo
-
Zelensky recomenda que líderes estrangeiros evitem Dia da Vitória em Moscou
-
Trump se mostra satisfeito com reunião com 'dinâmico' Lula
-
Mais de 70 vítimas de Al Fayed receberam 'indenização completa' da Harrods
-
OMS acredita que haverá mais casos de hantavírus por surto em cruzeiro
-
Valverde é levado para hospital após briga com Tchouaméni em treino do Real Madrid
-
EUA ressalta 'sólidos' vínculos com Vaticano após reunião 'amistosa' entre Rubio e papa
-
Democratas dos EUA pedem fim do silêncio sobre política nuclear de Israel
-
COI devolve hino e bandeira aos bielorrussos, mas não aos russos
-
Observadores eleitorais da UE estão 'muito preocupados' com violência na Colômbia
-
O luto silencioso dos filhos de migrantes senegaleses desaparecidos no mar
-
'O hantavírus não é como a covid', diz médica que trata de paciente nos Países Baixos
-
Empresa de tradução DeepL reduz quadro de pessoal para acelerar transformação em direção à IA
-
EUA ressalta 'sólidos' vínculos com Vaticano após reunião 'amistosa' de Rubio com o papa
-
Ilhas Canárias em alerta com chegada de navio com surto de hantavírus
-
Assassinato de adolescente a caminho da escola choca cidade francesa
-
Em busca da reeleição, Lula visita Trump para dissipar tensões
-
Os destaques do Festival de Cannes
Ali Khamenei, o implacável líder supremo que enfrenta o seu maior desafio no Irã
O líder supremo do Irã, Ali Khamenei, um estrategista habilidoso que nunca hesitou em recorrer à repressão, superou inúmeras crises à frente do sistema teocrático da República Islâmica, mas agora enfrenta uma oposição sem precedentes.
Aos 86 anos, comanda o Irã desde que assumiu o poder vitalício em 1989, sucedendo o seu fundador, o aiatolá Ruhollah Khomeini.
Desde então, reprimiu brutalmente uma série de protestos, como a mobilização estudantil de 1999, as manifestações em massa deflagradas em 2009 por eleições presidenciais controversas e uma onda de contestação em 2019.
Khamenei, que usa sempre o turbante preto dos "sayyid", os descendentes do profeta Maomé, e uma espessa barba branca, também sufocou duramente o movimento "Mulher, Vida, Liberdade".
Esta onda de protestos de 2022–2023 foi desencadeada pela morte sob custódia de Mahsa Amini, detida por supostamente infringir o rigoroso código de vestimenta imposto às mulheres.
O líder supremo teve de se esconder durante a guerra de 12 dias em junho, provocada por um ataque sem precedentes de Israel, seu arqui-inimigo, que evidenciou a profunda penetração dos serviços de inteligência israelenses nas estruturas iranianas.
Mas sobreviveu à guerra e, diante da nova onda de protestos que sacode o país, apareceu em público na sexta-feira para pronunciar um discurso agressivo no qual chamou os manifestantes de "bando de vândalos" apoiados pelos Estados Unidos e por Israel.
"Todo o mundo sabe que a República Islâmica chegou ao poder com o sangue de centenas de milhares de pessoas honradas; não cederá aos sabotadores", acrescentou.
Embora talvez tenha conseguido abafar em certa medida a mobilização atual com uma repressão que, segundo defensores dos direitos humanos, deixou milhares de mortos, analistas indicam que seu controle do poder agora parece mais frágil.
- "Descontentamento público" -
Sob o governo de Khamenei, "o sistema enfrentou repetidos desafios populares, esmagando-os repetidamente com mão de ferro e mantendo uma governança tão medíocre quanto antes", afirmou o International Crisis Group em um relatório publicado na quarta-feira.
"Esta abordagem permitiu-lhe ganhar tempo, mas o êxito, medido apenas em termos de poder coercitivo, deu aos dirigentes poucos incentivos para abordar as queixas que estão na origem do descontentamento público", acrescentou o think tank.
Em um contexto de ameaça constante de ataques israelenses ou americanos, o líder supremo, conhecido por levar uma vida simples e sem luxos, está sob alta proteção.
Suas aparições públicas, relativamente pouco frequentes, nunca são anunciadas com antecedência nem transmitidas ao vivo.
Ele nunca saiu do país desde que assumiu o poder, tal como o aiatolá Khomeini, que retornou ao Irã vindo da França durante a Revolução Islâmica de 1979.
A sua última viagem conhecida ao exterior ocorreu em 1989, quando era presidente, para uma visita oficial à Coreia do Norte.
- Ativismo -
Khamenei, filho de um imã, nasceu em uma família pobre do país. Seu ativismo político contra o xá Reza Pahlavi, apoiado pelos Estados Unidos, fez com que passasse grande parte das décadas de 1960 e 1970 na prisão.
Sua lealdade ao aiatolá Khomeini foi recompensada em 1980, quando foi atribuído à importante tarefa de dirigir as orações de sexta-feira em Teerã.
Eleito presidente um ano depois, após o assassinato de Mohammad Ali Rajai, inicialmente não era considerado o sucessor natural de seu mentor. Entretanto, pouco antes de morrer, o governante destituiu o favorito, o aiatolá Hossein Montazeri, que havia denunciado as execuções em massa de membros do grupo Mujahidines do Povo e de outros dissidentes.
Os Mujahidines do Povo foram aliados da Revolução, mas atualmente estão proibidos no país.O assassinato de Rajai é atribuído à esta organização.
Após a morte de seu predecessor, Khamenei recusou inicialmente sua designação como líder por parte da Assembleia de Peritos — o órgão clerical máximo da República Islâmica — antes que os religiosos se levantassem para ratificar sua nomeação.
Desde então, seu controle sobre o poder nunca diminuiu e perpetua a ideologia radical do sistema, incluindo o confronto com o "Grande Satã" americano e a recusa em reconhecer a existência de Israel.
J.V.Jacinto--PC