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Do petróleo à religião, cinco tópicos para entender o Irã
O Irã, contra o qual Israel e Estados Unidos lançaram ataques neste sábado (28), é um país enorme do Oriente Médio, que dispõe de importantes recursos naturais, principalmente gás e petróleo.
Desde a Revolução Islâmica de 1979, que pôs fim a mais de dois milênios de monarquia, o chefe de Estado é um religioso.
Confira a seguir cinco tópicos sobre a República Islâmica do Irã.
- Diversidade étnica -
Mais de 85 milhões de pessoas vivem no Irã, das quais três quartos em zonas urbanas, segundo dados do último censo.
Sua capital, Teerã, conta com cerca de 10 milhões de habitantes. Mashhad (nordeste), Isfahan e Shiraz (centro) estão entre as outras grandes cidades do país.
O Irã é um país cultural e etnicamente diverso. Embora os persas sejam majoritários, há amplas maiorias de azerbaijanos, luros, curdos, árabes, baluchis e turcomanos.
O persa é a língua oficial e a mais usada na administração, na mídia e na educação, mas em muitas regiões fala-se dialetos ou outras línguas, como o azeri, o lori, o curdo, o gilakí, o baluchi e o árabe.
- Maioria muçulmana -
O Irã é um país de maioria muçulmana, com mais de 90% de sua população vinculada ao islã xiita, sendo o maior país de maioria xiita do mundo.
Os sunitas, essencialmente concentrados nas províncias fronteiriças com Iraque, Paquistão e Afeganistão, constituem a outra grande parte.
As minorias religiosas reconhecidas oficialmente pela Constituição incluem cristãos, judeus e zoroastrianos. Cada uma delas conta com um representante no Parlamento. No entanto, a fé Bahá’í, uma religião abraâmica, está proibida e é perseguida desde a Revolução Islâmica.
- Petróleo e gás -
O Irã possui algumas das maiores reservas de hidrocarbonetos do mundo, com cerca de 10% das reservas mundiais de petróleo e aproximadamente 15% das reservas de gás natural, o que faz deste país um dos mais ricos em hidrocarbonetos.
Este setor é o principal pilar da economia, pois representa, direta ou indiretamente, até 30% do PIB, e uma proporção muito maior da receita por exportações e da renda estatal.
Também conta com um setor industrial diversificado, que inclui a petroquímica, a siderurgia, o cimento e a construção, a indústria automobilística, a mineração, a agricultura e a indústria agroalimentar.
O setor de serviços representa uma parte crescente do PIB. Mas as sanções, a hiperinflação, a depreciação da moeda nacional e as ineficiências estruturais dificultaram o crescimento nos últimos anos.
- Localização estratégica -
O Irã fica em uma localização estratégica, entre a Europa e a Ásia, e é o segundo maior país do Oriente Médio em superfície, atrás apenas da Arábia Saudita.
Compartilha fronteiras com o Iraque, a Turquia, a Armênia, o Azerbaijão, o Turcomenistão, o Afeganistão e o Paquistão.
O Irã controla a margem norte do estratégico estreito de Ormuz, uma passagem estratégica em nível mundial para o tráfego de petróleo e gás natural liquefeito, o que faz deste país um ator principal no comércio de hidrocarbonetos.
Tem como vizinhos ao sul Kuwait, Bahrein, Catar, Emiratos Árabes Unidos e Omã. Ao norte, o Irã faz fronteira com o mar Cáspio, a maior massa de água interior do mundo, que compartilha em particular com a Rússia e que é uma região importante para a pesca, as rotas comerciais e os recursos energéticos marinhos.
Sua posição geográfica tornou historicamente o Irã um ator imprescindível para o comércio, mas nos últimos anos, devido às sanções e às tensões geopolíticas, muitos países evitam esta rota.
- República Islâmica -
Com a Revolução Islâmica de 1979, que derrubou o xá Mohammad Reza Pahlevi (um aliado dos Estados Unidos), o Irã se tornou uma República Islâmica, que combina instituições republicanas e poder clerical.
O líder supremo é, desde 1989, o aiatolá Ali Khamenei, comandante-em-chefe das forças armadas e com autoridade sobre o poder judiciário e a TV estatal. Também tem a última palavra sobre todas as decisões estratégicas.
O presidente é eleito por sufrágio universal a cada quatro anos e chefia o poder Executivo. Masoud Pezeshkian ocupa este cargo desde 2024. Os candidatos à Presidência devem ser aprovados pelo Conselho dos Guardiões, um poderoso órgão não eleito, composto por religiosos e juristas. O Conselho examina e pode vetar as leis aprovadas pelo Parlamento.
A República Islâmica e suas instituições são defendidas pelos Guardiões da Revolução, seu exército ideológico, que também controla setores inteiros da economia.
R.J.Fidalgo--PC