'O hantavírus não é como a covid', diz médica que trata de paciente nos Países Baixos
'O hantavírus não é como a covid', diz médica que trata de paciente nos Países Baixos / foto: - - AFP

'O hantavírus não é como a covid', diz médica que trata de paciente nos Países Baixos

O hantavírus detectado no surto do navio de cruzeiro MV Hondius é muito menos transmissível que a covid, declarou à AFP, nesta quinta-feira (7), a encarregada da unidade médica nos Países Baixos que trata de um dos pacientes.

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Em uma entrevista exclusiva com a AFPTV, Karin Ellen Veldkamp, chefe de doenças infecciosas do Centro Médico Universitário de Leiden, afirmou que sua unidade está preparada para receber mais pacientes se for necessário.

Perguntada sobre o temor de que o hantavírus possa se tornar "a nova covid", Veldkamp respondeu: "Não, não é assim. Não se transmite facilmente de pessoa para pessoa".

"Sabemos que a transmissão entre pessoas é possível e suspeitamos que aconteceu no navio (...), mas não é como a covid, a transmissão é muito mais difícil", acrescentou.

Veldkamp se recusou a dar detalhes precisos sobre o paciente que deu entrada no hospital na noite de quarta-feira, mas afirmou que o centro sanitário está bem preparado para este tipo de caso.

Os pacientes estão isolados em quartos individuais, atendidos por pessoal altamente capacitado e sob estritos protocolos de controle de infecções, explicou.

"Nosso princípio é simplesmente cuidar bem do paciente. Não nos negamos a entrar no quarto de isolamento. Estamos bem treinados para fazê-lo de forma segura", destacou Veldkamp.

Em geral, os pacientes permanecem em isolamento enquanto apresentam sintomas. Quando melhoram, são submetidos a um exame e, se o resultado é negativo, o isolamento é suspenso.

"Não sabemos exatamente quanto tempo uma pessoa pode continuar portando o vírus. Mas, supomos que, uma vez que alguém se sente melhor, não é mais contagioso", disse.

A unidade de Leiden está acostumada a tratar pacientes com doenças infecciosas similares, acrescentou a médica, indicando que há mais vagas disponíveis no caso de um surto.

"Há vários hospitais nos Países Baixos que podem fazê-lo, portanto podemos dividir a carga", concluiu.

A.F.Rosado--PC