-
Irã desafia Trump antes das eleições americanas de meio de mandato
-
Hong Kong condena ativistas pró-democracia a penas de entre 5 e 7 anos de prisão
-
Rebeldes houthis do Iêmem tomam o controle de ilha com acesso ao Mar Vermelho
-
Emma Bonino, ícone do feminismo italiano, morre aos 78 anos
-
Vice-presidente dos Estados Unidos afirma que democratas são o 'partido do ódio'
-
Rybakina vence Gauff de virada e vai à final do US Open contra Sabalenka
-
China e Irã estão entre países que utilizaram IA para espionagem, diz Anthropic
-
Flamengo vence Del Valle (2-0) e encaminha vaga na semifinal da Libertadores
-
Sabalenka vence Pegula e lutará pelo tri no US Open
-
Sabalenka vence Pegula lutará pelo tri no US Open
-
Putin chega à Índia para cúpula do Brics marcada por tensões geopolíticas
-
Mulher de Maduro pede prisão domiciliar nos EUA por problemas cardíacos
-
Bayern e Manchester United começam com goleadas previsíveis na Champions
-
Técnico do Fenerbahçe pede demissão após ser atingido por garrafa, mas clube não aceita
-
Filme sobre Bolsonaro está no olho do furacão, em meio a campanha eleitoral
-
Bayern Munich acorda no 2º tempo e atropela Bodo/Glimt na Champions
-
Manchester United goleia estreante Sabah na Champions
-
Carney diz que Canadá está pronta para acordo comercial "justo" com EUA
-
Psiquiatra diz em julgamento que medicação de Maradona era adequada para seu quadro
-
Marrocos nega envolvimento na invasão maciça de migrantes em Ceuta
-
O que se deve saber sobre a promessa de US$ 5 mil de Trump
-
Após vitória em Monza, Antonelli prega cautela no GP da Espanha de F1
-
Canadá anuncia ajuda milionária à Ucrânia durante visita de Zelensky
-
Documentário 'NAZA' leva a Veneza depoimentos das forças israelenses sobre massacres com IA em Gaza
-
Rubio encerra no Peru viagem pela América Latina centrada no combate ao narcotráfico
-
Messi será "acionista majoritário" do Eldense, clube da 2ª divisão espanhola
-
Rússia engana estrangeiros para lutar na Ucrânia, denuncia Anistia Internacional
-
Filme sobre Jair Bolsonaro, no olho do furacão em plena campanha eleitoral
-
Rede de verificadores da América Latina pede à Meta que não substitua a checagem de fatos profissional
-
Botafogo assina com marroquino Ziyech
-
George W. Bush expõe pinturas inspiradas nos atentados de 11 de Setembro
-
Secretário-geral da OEA pede 'medidas' coletivas contra Nicarágua
-
Família real de Uganda em 'prisão domiciliar' em meio à disputa por sucessão
-
Índia recebe reunião dos BRICS marcada por tensões geopolíticas
-
Aspartame não traz riscos para a saúde, segundo agência da UE
-
'Vestido da vingança' da princesa Diana será leiloado em Nova York
-
Esposa de Netanyahu é denunciada por difundir teoria da conspiração sobre 7 de outubro
-
Documentário 'NAZA' leva a Veneza depoimentos das forças israelenses sobre massacres em Gaza com IA
-
Rubio encerra viagem pela América Latina centrada no combate ao narcotráfico
-
Federação Francesa não apoiará candidatura de Infantino à Fifa
-
BCE eleva taxas de juros para 2,5% devido à inflação pela guerra no Oriente Médio
-
Hollywood aterrissa no Festival de Cinema de Toronto
-
Agro no Brasil faz coro ao um por todos, todos por Flávio Bolsonaro
-
Incêndio em navio de carga na China deixa ao menos 25 mortos
-
Céline Dion, o retorno de uma diva incansável
-
No Nebraska, eleitores querem que EUA encerre a guerra com Irã
-
Estreito de Bab el-Mandeb, a outra passagem marítima ameaçada no Oriente Médio
-
Suécia comparece às urnas para eleições gerais acirradas
-
UE obtém acesso ao Mythos, el modelo de IA más potente de Anthropic
-
Índia recebe reunião dos BRICS marcada por tensões gepolíticas
Rússia engana estrangeiros para lutar na Ucrânia, denuncia Anistia Internacional
A Rússia engana estrangeiros de países como Brasil, Colômbia e Cuba para que lutem na Ucrânia, denunciou a Anistia Internacional nesta quinta-feira (10) em um relatório que cita entrevistas com prisioneiros de guerra que assinaram contratos militares com Moscou, segundo a organização.
Entre as vítimas, além de brasileiros e colombianos, há cidadãos do Sri Lanka e da África do Sul. Alguns foram atraídos para a Rússia por anúncios de emprego falsos e obrigados a se alistar após chegar ao país, informou a organização de defesa dos direitos humanos com sede em Londres.
Em junho, uma investigação da AFP também revelou que Moscou recorria a promessas de empregos bem remunerados no setor civil para recrutar quenianos que acabavam sendo enviados para lutar no front.
"O sofrimento relacionado (...) a essa internacionalização da guerra afeta comunidades e indivíduos muito vulneráveis em todo o mundo", afirmou a secretária-geral da Anistia Internacional, Agnès Callamard, em entrevista à AFP por ocasião da publicação do relatório.
Até o momento, as autoridades russas não se pronunciaram publicamente sobre as acusações da Anistia Internacional.
Tanto Moscou quanto Kiev recrutam estrangeiros para seus Exércitos desde que a Rússia invadiu a Ucrânia, há quatro anos e meio.
A Ucrânia estimou em abril que mais de 28 mil estrangeiros de 136 países combatiam no Exército russo. A eles se somam, segundo as autoridades ucranianas, cerca de 14 mil soldados norte-coreanos que lutaram contra as forças de Kiev durante a ofensiva ucraniana na região russa de Kursk, em 2024.
A Ucrânia também recorre a combatentes estrangeiros, mas a Anistia afirmou que não conseguiu entrar em contato com aqueles mantidos presos na Rússia porque a organização foi classificada como "agente estrangeiro" por Moscou.
Nem Moscou, nem Kiev divulgaram o número total de soldados estrangeiros que combatem em suas fileiras.
"Obviamente, há muitas pessoas que trabalham para o Estado russo e sabem que aqueles que estão recrutando para enviar à linha de frente são vítimas de tráfico", afirmou Callamard.
"São cúmplices desse fenômeno e deveriam prestar contas", acrescentou.
Segundo ela, no exterior, a Rússia costuma buscar homens com menos de 40 anos, que vivem em países mais pobres e são atraídos pela "promessa de um emprego".
A Rússia já rejeitou em outras ocasiões as acusações de que obriga estrangeiros a se alistar em seu Exército.
- "Bucha de canhão" -
Entre os principais métodos usados pelos recrutadores para atrair estrangeiros estão anúncios de emprego publicados na internet, muitas vezes para vagas inexistentes, segundo a organização.
"E então começa a coerção. Seus passaportes são confiscados. Eles são obrigados a assinar documentos que não entendem. São submetidos a treinamentos que não entendem" e depois enviados para o front, explicou Callamard.
"Basicamente, são bucha de canhão", resumiu a secretária-geral da Anistia Internacional.
Um caminhoneiro sul-africano, por exemplo, foi convidado a viajar a Moscou para trabalhar como motorista e, assim que chegou, "confiscaram tudo" o que ele tinha, segundo o relatório.
Os recrutadores também têm como alvo estrangeiros que vivem de forma irregular na Rússia, aos quais prometem autorização de residência ou passaporte em troca do alistamento, afirma a organização.
Durante uma visita supervisionada a um centro de detenção na Ucrânia, em fevereiro, a AFP ouviu relatos semelhantes de prisioneiros estrangeiros que haviam combatido pela Rússia.
Vários afirmaram que foram instruídos a assinar contratos que não compreendiam e submetidos a treinamentos muito básicos. Também relataram dificuldades para se comunicar com seus superiores devido à barreira do idioma.
O tráfico de seres humanos, segundo a definição das Nações Unidas, consiste no recrutamento, transporte ou alojamento ilegal de pessoas por meio de fraude, engano ou abuso de poder.
Callamard afirmou que o crime se caracteriza pelo "deslocamento de pessoas", pelo uso de "meios coercitivos, falsas promessas e violência" e por uma "situação de exploração".
A secretária-geral da organização pediu à Ucrânia e aos governos dos países cujos cidadãos foram alvo desse sistema de recrutamento que apresentem provas desse "tráfico de pessoas" para que os responsáveis sejam processados.
Embora tenha reconhecido que provavelmente essas investigações não serão uma prioridade para a Ucrânia, Callamard recomendou que Kiev as conduza.
"Além disso, isso demonstraria que a Ucrânia tem valores e uma abordagem muito diferentes dos da Rússia", afirmou.
A.Santos--PC