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EUA ordena que funcionários de sua embaixada na Arábia Saudita deixem o país
Os Estados Unidos ordenaram que todos os funcionários não essenciais de sua embaixada na Arábia Saudita deixem o país, junto com seus familiares, informou nesta quarta-feira (21) o Departamento de Estado, em meio a ataques constantes dos houthis do Iêmen contra o reino.
Aliados de Washington na região têm sido alvos frequentes do Irã desde o início da guerra entre as duas partes, no fim de fevereiro.
"Os houthis, apoiados pelo Irã, intensificaram suas hostilidades contra a Arábia Saudita, incluindo ataques a aeroportos civis e outras infraestruturas críticas que provocaram vítimas civis e graves perturbações nos transportes", declarou o porta-voz do Departamento de Estado, Tommy Pigott, nas redes sociais.
"A segurança e a proteção do pessoal do Departamento e de suas famílias continuam sendo nossa prioridade máxima", acrescentou.
Uma fonte diplomática no Oriente Médio informou à AFP que familiares de funcionários das embaixadas dos EUA nos Emirados Árabes Unidos, Jordânia, Catar e Bahrein também estavam sendo removidos.
No entanto, Pigott destacou que a ordem anunciada nesta quarta-feira se refere apenas ao pessoal não essencial na Arábia Saudita e seus familiares.
Neste mês, a Arábia Saudita sofreu ataques quase diários dos houthis, incluindo um contra o aeroporto internacional da capital, Riade, o mais letal no reino em vários anos, à medida que se intensifica a guerra contra o grupo.
Riade anunciou nesta quarta-feira ter interceptado seis drones lançados contra seu território, um dos quais tinha como alvo a região de Medina, cidade sagrada do Islã.
O Ministério da Energia saudita informou posteriormente que duas pessoas morreram devido à queda de destroços após a interceptação de um drone sobre o campo petrolífero de Shaybah, no leste do país. O governo de Riade não especificou a procedência do aparelho abatido.
Um ataque posterior contra o aeroporto da cidade de Dammam, no leste da Arábia Saudita, deixou um morto e oito feridos na noite de hoje, segundo autoridades locais.
- Explosões no Irã -
Os Estados Unidos já haviam ordenado a retirada de pessoal não essencial do Golfo no fim de fevereiro, às vésperas da guerra contra o Irã, e novamente em julho, antes de o presidente Donald Trump suspender uma nova onda de ataques.
No fim da quarta-feira, a agência oficial iraniana Irna relatou explosões na província de Hormozgan, no sul do Irã, às margens do Estreito de Ormuz, encerrando um período de relativa calmaria.
Essas foram as primeiras explosões registradas na região neste mês, em meio à distensão da guerra entre Estados Unidos e Irã. O conflito começou no fim de fevereiro, com ataques dos EUA e de Israel contra o Irã, nos quais morreram o líder supremo e altos comandantes militares da República Islâmica, e se estendeu ao restante da região.
O Irã restringiu a passagem pelo Estreito de Ormuz, vital para o comércio mundial de hidrocarbonetos, em represália aos ataques. Como contramedida, os Estados Unidos impuseram um bloqueio a portos e embarcações iranianas.
C.Cassis--PC