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Nasa pode adiar pouso de astronautas na Lua para além da missão Artemis 3
A missão Artemis 3 da Nasa, cujo objetivo é levar os humanos à Lua em 2025, pode acabar não envolvendo uma aterrissagem tripulada, disse um funcionário nesta terça-feira (8).
Jim Free, administrador associado da agência espacial para a Direção de Missões de Desenvolvimento de Sistemas de Exploração, disse aos jornalistas em uma reunião informativa que certos elementos-chave teriam que estar prontos, em particular o sistema de aterrissagem que está em desenvolvimento pela SpaceX.
Se isso não estiver pronto a tempo, "é possível que acabemos voando em uma missão diferente", disse.
No âmbito do programa Artemis, a Nasa planeja uma série de missões de complexidade crescente para retornar à Lua e estabelecer uma presença sustentável com o objetivo de desenvolver e testar tecnologias para uma eventual viagem a Marte.
A primeira, Artemis 1, levou uma nave espacial sem tripulação ao redor da Lua em 2022. A Artemis 2, prevista para novembro de 2024, fará o mesmo com tripulação a bordo.
Mas é na Artemis 3, prevista para dezembro de 2025, que a Nasa planeja seu grande retorno à Lua com humanos pela primeira vez desde 1972, agora no polo sul do satélite natural, onde o gelo pode ser coletado e convertido em combustível para foguetes.
A SpaceX, de Elon Musk, ganhou o contrato para desenvolver um sistema de aterrissagem baseado em uma versão de seu protótipo de foguete Starship, que ainda está longe de ficar pronto. Um voo orbital de teste do Starship terminou com uma explosão dramática em abril.
Free disse que funcionários da Nasa estiveram nas instalações da SpaceX no Texas há algumas semanas para "tentar entender um pouco mais seu cronograma".
Embora a visita tenha sido esclarecedora, ele afirmou que continuava preocupado "porque ainda não lançaram" e terão que fazê-lo várias vezes antes que o foguete esteja pronto.
Além disso, os atrasos do Starship têm repercussões, pois a empresa responsável por fabricar os trajes espaciais precisa saber como os mesmos vão desempenhar na nave, e também é necessário construir simuladores para que os astronautas aprendam seus sistemas.
Free acrescentou que a Nasa informará o público em um futuro próximo, uma vez que tenha tido tempo de "digerir" a informação recolhida durante a visita à base.
A.Magalhes--PC