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Módulos de alunissagem de EUA e Japão serão lançados do mesmo foguete
Um foguete, duas missões: módulos de alunissagem projetados por empresas de Estados Unidos e Japão estão prestes a "compartilhar uma viagem" à Lua, uma amostra do crescimento do setor privado na exploração espacial.
A SpaceX programou o lançamento do foguete Falcon 9 para as 6h11 GMT desta quarta-feira (15), do Centro Espacial Kennedy, na Flórida, e a previsão meteorológica é favorável.
A bordo dele, viajarão dois módulos de alunissagem não tripulados desenvolvidos por empresas privadas: o Blue Ghost, da Firefly Aerospace, e o Resilience, da japonesa ispace, que também vai enviar um microrover. Ambas pretendem aproveitar o sucesso da Intuitive Machines, com sede no Texas, que se tornou no ano passado a primeira empresa a pousar na Lua.
Até recentemente, as alunissagens suaves eram realizadas apenas por um punhado de agências espaciais muito bem financiadas, começando pela União Soviética, em 1996. Atualmente, empresas americanas tentam replicar essa conquista, sob o programa experimental Commercial Lunar Payload Services (CLPS), da Nasa.
Os Estados Unidos planejam ter uma presença humana sustentada na Lua até o fim desta década, sob o programa Artemis, recorrendo a parceiros comerciais para fornecer equipamentos críticos a uma fração do custo das missões dirigidas pelo governo.
Do lado japonês, a primeira tentativa da ispace de pousar na Lua resultou em um "pouso forçado" em abril de 2023. 'Por isso, queremos enviar uma mensagem às pessoas ao longo do Japão de que é importante nos desafiarmos novamente, após superar o fracasso e aprender com ele", disse na semana passada o fundador e CEO da empresa, Takeshi Hakamada.
O Blue Ghost está posicionado em cima do Resilience dentro do Falcon 9, explicou a executiva da Space X Julianna Scheiman. Ele será lançado primeiro, seguido do Resilience quase 30 minutos depois.
As duas naves têm datas diferentes para alcançar a Lua: o Blue Ghost deve concluir sua viagem em 45 dias, e o Resilience levará pelo menos quatro meses para chegar ao seu destino, no extremo norte do satélite.
J.Oliveira--PC