-
Bombardeios russos na Ucrânia deixam mais de 20 mortos horas antes de possível trégua
-
Arsenal vence Atlético de Madrid (1-0) e vai à final da Champions
-
Transportadores fazem greve e bloqueiam estradas na Bolívia devido à crise de combustíveis
-
Corinthians aposta em Lingard para tentar garantir classificação antecipada na Libertadores
-
Exército dos EUA diz estar preparado para retomar combates contra Irã se receber ordem para isso
-
Trump diz perante grupo de crianças que faz exercícios 'um minuto por dia'
-
Morre José 'Piculín' Ortiz, lenda do basquete porto-riquenho
-
Edin Terzic é o novo técnico do Athletic Bilbao
-
Estêvão volta ao Brasil para tratar lesão com objetivo de ir à Copa do Mundo
-
Lula pode se reunir com Trump em Washington na quinta-feira
-
Molière volta aos palcos graças a peça criada com IA
-
Sabalenka se diz disposta a boicotar Grand Slams para exigir melhor divisão de receitas
-
Fifa convida federação iraniana a Zurique para 'preparar' Copa do Mundo
-
Febre K-pop: fãs aguardam ansiosos a chegada do BTS no México
-
Cruzeiro com hantavírus procura porto e OMS aponta para Espanha
-
Israel prolonga detenção de Thiago Ávila e ativista espanhol-palestino
-
Califórnia nas mãos de um republicano? Divisão entre democratas pode abrir caminho
-
Paraíso sob terror: violência assola destino turístico da Colômbia
-
Ex-crianças-soldado aprendem ofícios para reconstruir a vida na República Centro-Africana
-
Ex-modelo acusa caça-talentos francês de recrutá-la para Epstein
-
Ucrânia denuncia 'cinismo absoluto' da Rússia por ataques antes da trégua
-
Explosão em mina de carvão deixa nove mortos na Colômbia
-
Hostilidades em torno de Ormuz ameaçam cessar-fogo entre EUA e Irã
-
Rússia decreta trégua em 8 e 9 de maio, e Ucrânia anuncia seu próprio cessar-fogo a partir de 4ª feira
-
Suspeito de iniciar incêndio em Los Angeles ressentia os ricos, dizem promotores
-
Blake Lively e Justin Baldoni chegam a acordo para encerrar longa batalha judicial
-
Prêmios Pulitzer reconhecem cobertura sobre governo Trump
-
Hostilidades aumentam no Golfo com início de operação dos EUA em Ormuz
-
City empata com Everton e Arsenal passa a depender só de si pelo título inglês
-
Amazon disponibiliza rede de logística para qualquer empresa
-
Dolly Parton cancela residência em Las Vegas para cuidados médicos
-
Cofundador da OpenAI depõe em julgamento iniciado por Musk
-
Santos abre sindicância sobre incidente entre Neymar e Robinho Jr.
-
Netflix anuncia estreia mundial nos cinemas de 'Nárnia' em 2027
-
'É um sonho ter a chance de disputar uma final de Champions', diz Arteta
-
Suprema Corte dos EUA restabelece envio de pílula abortiva por correio
-
Palmeiras visita Sporting Cristal em confronto direto por liderança do grupo na Libertadores
-
Suposto surto de hantavírus deixa quase 150 pessoas presas em cruzeiro em Cabo Verde
-
Neymar esgota ingressos no Paraguai em jogo da Sul-Americana crucial para o Santos
-
Atropelamento na Alemanha deixa 2 mortos
-
Avião cai em prédio e deixa dois mortos em Belo Horizonte
-
Ricos e famosos se preparam para o Met Gala, a influente data da moda
-
Britney Spears admite direção imprudente em acordo com a Justiça
-
Demi Moore, Chloé Zhao e Stellan Skarsgard estão entre jurados de Cannes
-
Guerrilha ELN propõe retomar negociações de paz com o próximo governo da Colômbia
-
Orlando Magic demite técnico Jamahl Mosley após eliminação nos playoffs da NBA
-
Papa Leão XIV receberá Marco Rubio na quinta-feira, anuncia Vaticano
-
Irã dispara mísseis como 'advertência' contra navios militares dos EUA
-
Ex-ministro espanhol nega corrupção em julgamento por compra de máscaras na pandemia
-
Chelsea perde em casa para Nottingham Forest e segue em queda livre no Inglês
Crescem os temores de bloqueio ao financiamento climático dois meses antes da COP29
Uma rodada de negociações sobre como financiar a luta contra a mudança climática terminou nesta sexta-feira (13) em Baku sem progressos reais, dois meses antes da COP29 e com farpas trocadas entre países ricos e pobres, segundo observadores.
"Estamos no rumo certo e percorremos um longo caminho, mas ainda corremos o risco de falhar", disse em comunicado Mukhtar Babaiev, ministro da Ecologia e Recursos Naturais do Azerbaijão, que presidirá a 29ª Conferência do Clima da ONU.
Daqui até o final da COP29 em Baku (11 a 22 de novembro), as nações devem chegar a um acordo sobre a nova meta de ajuda financeira que os países desenvolvidos devem fornecer ao mundo em desenvolvimento, a fim de garantir a sua transição ecológica e adaptação às consequências devastadoras da mudança climática.
Muitos países exigem mais de 1 trilhão de dólares (5,6 trilhões de reais na cotação atual) por ano em financiamento público, valor dez vezes maior do que o compromisso atual, que vigora até 2025.
"Permanecer em posições imóveis (...) deixará muito terreno a percorrer durante a COP29", acrescentou Babaiev, que convidou os países a "ultrapassar os obstáculos que ainda nos separam nesta fase final".
Um esboço de acordo sobre este objetivo (NCQG, no jargão da ONU) foi divulgado no final de agosto. Apresentou sete opções muito contraditórias, refletindo as fortes tensões entre os blocos neste tema.
Um novo texto não pôde ser estabelecido nem antes nem durante esta reunião técnica de quatro dias, que começou na segunda-feira em Baku com a presença de dezenas de negociadores de todo o mundo.
- "Responsabilidade histórica" -
Os países desenvolvidos, obrigados pela convenção climática da ONU de 1992 a ajudar o resto do mundo em nome da sua "responsabilidade histórica" pelas emissões de gases de efeito estufa, insistem que os valores solicitados são pouco realistas para as suas finanças públicas.
Estes países argumentam que, graças às suas reformas, representam agora apenas 30% das emissões históricas. Os Estados Unidos e os países europeus exigem principalmente uma expansão da base de contribuintes, particularmente para a China e os países do Golfo. Mas estes países recusam-se a assumir esse papel.
"Todas as questões mais sensíveis estão além do mandato dos negociadores técnicos", portanto "nem a questão do montante nem a da base de contribuintes foram realmente abordadas", disse à AFP Rebecca Thissen, especialista da Rede de Ação Climática Internacional (CAN), que participou das negociações.
Após três anos de discussões, os países desenvolvidos ainda não colocaram um número na mesa e "a forma como minaram estas negociações financeiras é vergonhosa", lamentou Mariana Paoli, da ONG Christian Aid, em nota.
"O que os países desenvolvidos dizem, no fundo, é que os seus desacordos com as economias emergentes não ocidentais são mais importantes do que as suas obrigações imediatas com os países mais pobres", afirmou Iskander Erzini Vernoit, diretor da iniciativa IMAL para o clima e o desenvolvimento, sediada no Marrocos.
As ONGs observadoras denunciam também a recusa dos países desenvolvidos em incluir objetivos de financiamento para o novo fundo destinado a cobrir as perdas e danos dos países mais vulneráveis.
A sua adoção no final de 2023 foi celebrada como um dos principais sucessos da COP28 em Dubai.
"Agora vemos que não há vontade de atribuir quantidades substanciais ao fundo. É decepcionante e irresponsável", lamentou John Nordbo, assessor político da organização Care.
Em Baku, "os negociadores falaram sobre transparência, acesso ao financiamento, sua qualidade. Houve progressos, mas tudo isso pode desmoronar a qualquer momento" quando as discussões passarem para as mãos dos ministros, acrescentou Rebecca Thissen.
Para aproximar posições, a presidência azerbaijana da COP29 tenta organizar uma reunião entre ministros no dia 27 de setembro em Nova York, à margem da Assembleia Geral da ONU.
A.S.Diogo--PC