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Presidente argentino Milei irá a Israel e condena violência 'atroz' do Hamas
O presidente da Argentina, Javier Milei, confirmou, nesta sexta-feira (26), que visitará Israel nas "próximas semanas" e condenou a violência "atroz e imperdoável" do movimento islamista Hamas durante um discurso para a comunidade judaica.
"Nas próximas semanas, estarei viajando à Terra Santa, o que constituirá um novo capítulo na fraternidade de nossas duas nações", disse Milei em um ato no Museu do Holocausto de Buenos Aires.
Essa viagem poderá coincidir com a visita de Milei a Roma, onde participará, em 11 de fevereiro, da missão de canonização da beata María Antonia de San José, Mama Antula, na Basílica de São Pedro, informou a chanceler Diana Mondino.
O jornal Clarín informou, citando fontes anônimas, que o papa Francisco irá receber Milei em 12 de fevereiro.
Esta será a segunda viagem oficial de Milei, que assumiu em 10 de dezembro, depois de sua visita à Suíça na semana passada, onde expôs seu programa libertário para as elites empresariais e políticas mundiais reunidas no Fórum Econômico Mundial de Davos.
Durante o ato em homenagem às vítimas do Holocausto, o presidente ultraliberal criticou o "ressurgimento do antissemitismo" e "os eventos de violência aberrantes ocorridos no último 7 de outubro são atrozes e imperdoáveis", durante um evento no Museu do Holocausto de Buenos Aires, referindo-se ao ataque do Hamas em território israelense.
A incursão resultou na morte de cerca de 1.140 pessoas, a maioria civis, e no sequestro de cerca de 250, segundo um balanço da AFP com base em dados oficiais israelenses. De acordo com Israel, 104 permanecem em cativeiro e 28 teriam morrido.
Pelo menos 26.083 palestinos, em sua maioria crianças e mulheres, morreram na Faixa de Gaza nos bombardeios e ações terrestres israelenses lançados em retaliação, segundo o governo do Hamas, no poder neste território palestino desde 2007.
A Corte Internacional de Justiça (CIJ), sediada em Haia, instou nesta sexta Israel a impedir qualquer possível ato de genocídio durante a ofensiva de seu exército em Gaza.
Milei, por sua vez, lembrou que "muitos países do mundo livre" se abstiveram de se pronunciar durante o Holocausto - o assassinato sistemático de seis milhões de judeus durante a Segunda Guerra Mundial - e afirmou que hoje muitas nações "recaem no mesmo silêncio".
Também exigiu a libertação dos "11 compatriotas" argentinos sequestrados pelo Hamas e prometeu trabalhar para "acabar com a impunidade" dos atentados na embaixada de Israel em 1992 e na Associação Mutual Israelita (AMIA) em 1994.
Milei, de família católica, explicou que estuda a Torá há alguns anos e declarou sua admiração pelo povo judeu, assim como estabeleceu que seus principais aliados seriam os Estados Unidos e Israel.
A Argentina possui a maior comunidade judaica da América Latina, com cerca de 250 mil pessoas.
F.Ferraz--PC