-
Chefe da OMS viaja a Canárias para evacuação de cruzeiro com surto de hantavírus
-
EUA ataca 2 petroleiros de Irã, mas espera resposta à proposta de paz
-
'Não é um bezerro de ouro': pastor defende bênção de estátua dourada de Trump
-
Rússia e Ucrânia confirmam trégua de 9 a 11 de maio mediada pelos EUA
-
Lens garante vaga na Champions League e rebaixa o Nantes
-
Borussia Dortmund vence Eintracht (3-2) e garante vice-campeonato da Bundesliga
-
Messi aponta França e Espanha como favoritas na Copa do Mundo de 2026
-
Medo do hantavírus revive teorias da conspiração sobre pandemia de covid
-
Derrota trabalhista em eleições locais britânicas impulsiona partido anti-imigração Reform UK
-
Trump anuncia cessar-fogo de 3 dias entre Ucrânia e Rússia
-
Mulher que esteve com holandesa falecida tem suspeita de hantavírus
-
NFL assina acordo de sete anos com os árbitros
-
Rubio pede aos europeus que ajudem os EUA no Irã
-
Bournemouth afasta lateral espanhol Álex Jiménez por enviar mensagens a menina de 15 anos
-
Djokovic é eliminado em sua estreia no Masters 1000 de Roma
-
Tribunal dos EUA anula novo mapa eleitoral favorável aos democratas na Virgínia
-
Starmer descarta renunciar após eleições locais britânicas impulsionarem extrema direita
-
A um mês da Copa, canadense Alphonso Davies ficará afastado por 'várias semanas', diz Bayern
-
Swiatek sofre, mas avança no Aberto de Roma; Jódar segue crescendo
-
Ataques cruzados entre EUA e Irã elevam tensões no Oriente Médio
-
Dois agentes da Guarda Civil morrem durante perseguição a uma lancha de narcotráfico no sul da Espanha
-
Pentágono publica documentos secretos sobre OVNIs
-
Omar García Harfuch, o 'Batman' do México
-
Queda de drone provoca grande incêndio florestal na área de exclusão de Chernobyl
-
Criação de empregos nos EUA aumentou mais do que o esperado em abril
-
Rússia e Ucrânia se atacam mutuamente apesar da trégua decretada por Moscou
-
Reféns mantidos em banco na Alemanha são libertados
-
Dolarização formal, um sonho tentador na Venezuela tutelada por EUA
-
OMS reitera que risco do hantavírus para população é mínimo
-
África e Arsenal, um romance que continua vivo
-
Starmer descarta renúncia apesar dos resultados 'dolorosos' nas eleições locais britânicas
-
Direitista Laura Fernández assume, com seu antecessor, governo de linha dura na Costa Rica
-
Rubi de 11.000 quilates é descoberto em Mianmar
-
Taiwan recebe presidente do Paraguai e China insta Assunção a 'romper' essa relação
-
Leão XIV celebra um ano de pontificado em Pompeia e Nápoles
-
Starmer assume 'responsabilidade' por resultados 'dolorosos' nas eleições locais britânicas
-
Trump afirma que cessar-fogo prossegue apesar dos novos confrontos com o Irã
-
Rússia derruba dezenas de drones desde início de trégua unilateral com Ucrânia
-
Conmebol cancela Independiente Medellín-Flamengo na Colômbia após incidentes com torcedores
-
Grama natural é instalada no estádio da final da Copa do Mundo
-
OMS alerta sobre mais casos de hantavírus, mas espera que surto em navio seja 'limitado'
-
Independiente Medellín-Flamengo é interrompido por protestos de torcedores colombianos
-
Trump sanciona Gaesa e mineradora canadense Sherritt em nova escalada contra Cuba
-
Corinthians avança às oitavas da Libertadores após empate (1-1) entre Platense e Peñarol no Grupo E
-
Valverde e Tchouaméni podem sofrer sanções do Real Madrid após briga
-
Venezuela reconhece morte de preso político quase um ano depois
-
Sinner exige "respeito" dos Grand Slams em meio a disputa sobre premiação
-
Sabalenka, Gauff e Andreeva estreiam com vitórias no WTA 1000 de Roma
-
Crystal Palace e Rayo Vallecano farão final da Conference League
-
Atores gerados por IA não poderão ser premiados no Globo de Ouro
Juan Manuel Merchan, o juiz colombiano que julgará Donald Trump
Temperança e firmeza são as qualidades que destacam o juiz de origem colombiana Juan Manuel Merchan, que enfrenta a partir de segunda-feira (15) o maior desafio da sua carreira: julgar o ex-presidente americano Donald Trump.
O bilionário republicano é o primeiro ex-presidente americano a estar no banco dos réus, acusado de camuflar um pagamento para comprar o silêncio de uma ex-atriz pornô para que não interferisse em sua corrida eleitoral em 2016.
Trump e Merchan são velhos conhecidos. Em 2022, o juiz ordenou o julgamento da Trump Organization por fraude fiscal e aplicou uma multa de 1,6 milhão de dólares (5,2 bilhões de reais na cotação da época), um processo que levou à condenação do responsável financeiro da empresa da família Trump, Allen Weisselberg, braço direito do candidato republicano nas eleições presidenciais de novembro.
Ele também é o juiz investigador no caso de fraude e lavagem de dinheiro contra Steve Bannon, o estrategista de extrema direita que foi um fiel aliado do ex-presidente.
A defesa do magnata imobiliário tentou de todas as formas – até agora sem sucesso – afastá-lo do novo julgamento, que será, sem dúvida, o maior desafio da sua longa carreira judicial.
- "Temperamento perfeito" -
"Ele tem o temperamento perfeito para presidir um julgamento com imensa midiatização e um réu que testará a paciência do juiz todos os dias", disse à AFP o ex-juiz e atual advogado Barry Kamins.
"Seu senso de justiça lhe permitirá controlar o tribunal garantindo que o julgamento prossiga sem surpresas desagradáveis", acrescentou.
Devido às declarações fora de tom de Trump, especialmente na sua plataforma Truth Social, o juiz proibiu o magnata republicano de comentar sobre a sua família e a do promotor Alvin Bragg, e sobre as testemunhas e funcionários do tribunal.
O sulfuroso Trump, que costuma atacar com virulência as pessoas envolvidas nos seus processos judiciais, insiste que o juiz Merchan o "odeia", tal como a grande maioria dos procuradores e juízes que lidaram com ele nas inúmeras frentes jurídicas abertas em Nova York.
O republicano acusa-os de pertencerem à rede democrata para impedir o seu tão esperado retorno à Casa Branca.
Uma das razões pelas quais a defesa de Trump defende a sua retirada do caso é que a filha do juiz trabalha para uma empresa de consultoria política que teve o atual presidente democrata, Joe Biden, como um dos seus clientes.
E porque ele próprio contribuiu com 15 dólares para a campanha do democrata em 2020 e 10 dólares para um grupo chamado Stop Republicans (Parem os republicanos, em tradução livre).
- Raízes latinas -
Nascido em Bogotá e instalado com a família no Queens, bairro operário e latino por excelência de Nova York, aos seis anos de idade, Merchan ascendeu em uma cidade esculpida por sucessivas ondas de imigrantes, que Trump tanto critica, embora seu avô também tenha imigrado da Alemanha.
Primeiro de uma família de seis irmãos a fazer faculdade, aos 9 anos já ajudava em um armazém no Queens em troca de gorjetas, segundo o The New York Times, que cita fontes próximas ao juiz.
Durante seus estudos no ensino médio e na universidade, ele também trabalhou à noite como lavador de pratos e gerente de hotel.
Em 1990, formou-se na Universidade Baruch College e quatro anos depois formou-se em direito pela Universidade Hofstra, em Long Island, no leste de Nova York, onde 97% dos estudantes do primeiro ano recebem ajuda financeira.
Nesse mesmo ano, ele começou a trabalhar no gabinete do promotor distrital de Manhattan por cinco anos.
Foi promotor antes de ser nomeado juiz de família no Bronx em 2006 pelo prefeito Michael Bloomberg. Ele então acabou na câmara criminal da Suprema Corte de Nova York.
O juiz, pouco inclinado a falar com a imprensa, criou há 13 anos um Tribunal de Saúde Mental, um problema crescente na grande cidade multicultural de 8,5 milhões de habitantes.
Além disso, ele continua a cultivar suas raízes latinas na Associação de Juízes de Herança Hispânica, da Ordem dos Advogados, e como membro da Associação Nacional de Advogados Hispânicos, de acordo com o breve currículo do Tribunal.
O.Gaspar--PC