-
Elon Musk ironiza derrota republicana após forte apoio financeiro a Trump
-
Vitória democrata amplia escrutínio sobre centros de dados para inteligência artificial
-
Polícia alemã invade escritórios da National-Bank por suspeita de fraude fiscal
-
Abdul El-Sayed torna-se primeiro muçulmano eleito para o Senado dos EUA
-
Gaur e Tigue registados a altitudes recorde no Himalaia
-
Cienciano avalia saída de Melgarejo após gesto em Matute
-
Hakeem Jeffries promete responsabilização por corrupção ao assumir liderança da Câmara
-
Trump atribui derrota republicana à guerra no Irão e aceita resultado eleitoral
-
Veneto aprova variação orçamental de 48,8 milhões para infraestruturas e serviços
-
Ouro recupera e petróleo recua enquanto maioria democrata influencia mercados
-
Manifesto de quase 50 personalidades recoloca habitação no centro do debate
-
Electrolux reduz despedimentos em Itália e anuncia investimentos de 18,5 milhões
-
Ministro da Finanças do Kuwait discute cooperação económica em Istambul
-
Lufthansa antecipa decisão mais rápida de Bruxelas sobre entrada na TAP
-
Renault 5 E-Tech: Teste de 1.000 km entre Nice e Paris revela autonomia e conforto
-
Pedro Duarte condena intervenção policial contra manifestantes no Porto
-
Uría Menéndez apoia Estado português na reprivatização da TAP
-
Ordem dos Advogados contesta limite horário e atuação policial em protestos
-
Caixa prevê prêmio superior a R$ 1 bilhão na Mega da Virada
-
Niterói testa pagamento por Pix em três linhas municipais de ônibus
-
Enel investe R$ 10,4 milhões em energia solar no Rio de Janeiro
-
Enel instalará 240 painéis solares nas instalações da Clin em Niterói
-
Futebolista espanhol morre após colisão com guarda-redes durante jogo
-
Rio de Janeiro reúne 3,3 mil vagas de emprego, estágio e aprendizagem
-
Senado aprova PEC da Segurança Pública sem baixar maioridade penal
-
Operação contra tráfico no Caniçal termina com três detidos
-
PRF detém homem com drogas escondidas no estepe de carro em Petrópolis
-
Confirmadas as empresas participantes e os palestrantes do Blue Magic Netherlands, de 17 de novembro
BBC é obrigada a dar explicações após edição enganosa do discurso de Trump
O presidente da BBC, Samir Shah, deverá prestar esclarecimentos nesta segunda-feira (10) após a renúncia do diretor da emissora pública britânica e da responsável por seu canal de notícias BBC News, devido à edição tendenciosa de um discurso de Donald Trump.
Shah poderá se desculpar após acusações de que a emissora distorceu as declarações de Trump em um documentário exibido em seu principal programa jornalístico, Panorama, em outubro de 2024, uma semana antes das eleições presidenciais dos Estados Unidos.
A emissora está sendo criticada por editar diversos trechos de um discurso do presidente americano em 6 de janeiro de 2021, dia do ataque ao Capitólio em Washington, de forma a parecer que ele incitou seus apoiadores a marcharem ao Congresso para "lutar como demônios".
No entanto, na declaração original, Trump disse: "Vamos marchar até o Capitólio e vamos encorajar nossos bravos senadores e representantes no Congresso".
A frase "lutar como demônios" foi retirada de outra parte do discurso.
- Duas demissões -
Em meio à crescente controvérsia, o diretor-geral da BBC, Tim Davie, e a chefe da BBC News, Deborah Turness, anunciaram suas demissões no domingo.
Em uma mensagem aos colegas anunciando sua saída, Davie afirmou que "a BBC funciona bem", mas reconheceu que "foram cometidos erros" pelos quais ele deveria assumir a responsabilidade.
Após a notícia ser divulgada, o presidente dos EUA denunciou os "jornalistas corruptos" e "imorais" da BBC em sua rede social Truth Social.
Nesta segunda-feira, em resposta à reação de Trump, a agora ex-chefe da BBC News negou que haja um viés institucional na emissora pública.
"Quero deixar algo bem claro: a BBC News não tem viés institucional. É por isso que é a fonte de notícias mais confiável do mundo", declarou Turness em frente à sede do grupo em Londres.
O presidente da BBC, Samir Shah, deverá apresentar uma resposta por escrito nesta segunda-feira às perguntas de uma comissão parlamentar sobre este caso, que se soma a outras acusações de parcialidade na cobertura da guerra em Gaza.
"A BBC deve responder a perguntas sérias sobre suas diretrizes editoriais e sobre como a direção lida com os problemas", disse a presidente da comissão, Caroline Dinenage, acrescentando que a emissora pública "deve dar o exemplo" diante do aumento de desinformação.
- Críticas da classe política -
A líder da oposição, Kemi Badenoch, do Partido Conservador, lamentou "uma série de falhas graves". O líder do partido de extrema direita Reform UK, Nigel Farage, pediu "uma reforma completa e radical" da emissora pública.
A BBC obtém grande parte de seus recursos da taxa anual (174,50 libras, cerca de 1.230 reais), paga por 22,8 milhões de famílias, totalizando 3,8 bilhões de libras (cerca de 26 bilhões de reais).
O líder do Partido Liberal Democrata, Ed Davey, pediu ao primeiro-ministro Keir Starmer, do Partido Trabalhista, e à classe política em geral que defendam a BBC contra Trump e seus apoiadores.
"É fácil entender por que Trump quer destruir a fonte de informação número um do mundo. Não podemos permitir que ele faça isso", alertou em um comunicado.
O jornal The Telegraph obteve uma nota interna escrita por Michael Prescott, ex-consultor independente do comitê de diretrizes editoriais da BBC, sugerindo que foram cometidos erros na edição.
Segundo a nota, Prescott afirma que os responsáveis pelas diretrizes editoriais do grupo, a quem ele apresentou a questão, negaram qualquer violação.
Em outubro, o órgão regulador da mídia havia repreendido a BBC por "violar as regras de transmissão" em uma reportagem sobre Gaza, na qual o narrador principal, uma criança, era filho de um alto funcionário do movimento islamista palestino Hamas.
P.Queiroz--PC