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México vence Miss Universo em meio a apoio feminista
A mexicana Fátima Bosch foi coroada Miss Universo 2025 nesta sexta-feira (21) na Tailândia, depois de ter protagonizado no início do mês uma discussão com um executivo do concurso, que desencadeou uma onda de apoio feminista à concorrente.
Como visto em uma transmissão ao vivo que viralizou, o empresário e apresentador Nawat Itsaragrisil questionou e chegou a chamar de "burra" a Miss México, de 25 anos, em uma reunião por uma aparente falha em publicar conteúdo promocional sobre a Tailândia em suas redes sociais.
Bosch, modelo e designer, saiu furiosa da sala, seguida por algumas de suas colegas.
"O que o diretor fez foi uma falta de respeito: ele me chamou de burra", afirmou a mexicana aos jornalistas presentes. "O mundo deve testemunhar isso, porque somos mulheres independentes e este espaço nos permite fazer ouvir nossa voz".
O incidente provocou a rejeição de várias celebridades e figuras públicas, incluindo a presidente mexicana, Claudia Sheinbaum, que destacou Bosch como "um exemplo de como as mulheres devem levantar a voz".
Nawat teve que se desculpar posteriormente.
Após o incidente no concurso de beleza, Bosch ganhou destaque na mídia e nas redes sociais do México por sua resposta firme durante o ocorrido, o que aumentou a expectativa em relação ao concurso.
A recém-coroada vencedora declarou em uma coletiva de imprensa nesta sexta-feira, em inglês, que gostaria de ser lembrada como "uma Miss Universo que não teve medo de ser ela mesma" e "uma pessoa que mudou, um pouco, o protótipo do que é uma Miss Universo".
Em Villahermosa, capital do estado de Tabasco e cidade natal da jovem, milhares de pessoas se reuniram em um estádio de beisebol para acompanhar o concurso ao vivo.
Durante a cerimônia na Tailândia, também foi revelado que Porto Rico será a sede do concurso em sua edição de 2026, quando o evento completará 75 anos.
- Caos nos bastidores -
Antes de Bosch ser finalmente coroada, no entanto, o caos reinou nos bastidores do concurso.
Outro drama na reta final foi a renúncia de dois dos oito jurados nesta semana, um dos quais alegou que o concurso estava viciado por uma "votação secreta e ilegítima" realizada sem o júri oficial.
"Esta votação foi realizada por pessoas que não são membros reconhecidos do júri oficial", escreveu o compositor francês Omar Harfouch em um comunicado publicado no Instagram.
Ele afirmou que pelo menos uma das pessoas envolvidas tinha um "relacionamento amoroso com uma participante", sem citar nomes.
A Organização Miss Universo negou as acusações e afirmou que "não foi criado nenhum júri improvisado".
O ex-jogador de futebol francês Claude Makelele também se retirou como avaliador, alegando "motivos pessoais imprevistos" nas redes sociais.
R.J.Fidalgo--PC