-
Volvo 850 T-5R: O desportivo familiar que redefiniu a marca nos anos 90
-
Maria Hellena, de 9 anos, é única de Santa Cruz aprovada na Escola Bolshoi Brasil
-
Lucy Alves retorna às novelas em 'Lá na minha terra' e confirma novo namoro
-
Pais e irmã do atirador de Cracóvia são encontrados mortos em casa
-
Governo de São Tomé e Príncipe contesta penhora de conta do Banco Central em Portugal
-
Trump convida Dana White para ser porta-voz da Casa Branca
-
Serrano vence o São Cristóvão e conquista a Taça Corcovado no Carioca B1
-
Shows no Horto do Fonseca são adiados por causa da chuva em Niterói
-
Rosa Moreira explica por que deve semear favas e ervilhas em novembro
-
80 proprietários de Tesla na Coreia do Sul enfrentam prisão por hackear FSD
-
Gadi Eisenkot assume missão de formar governo de urgência em Israel
-
Iniciativa Liberal propõe 24 medidas para ampliar oferta de habitação
Termina greve que bloqueou túnel sob canal da Mancha por horas às vésperas do Natal
Um acordo alcançado na noite desta quinta-feira (21) pôs fim a uma greve surpresa de funcionários franceses a poucos dias das festas de fim de ano, que provocou o fechamento do túnel ferroviário sob o Canal da Mancha, entre França e Reino Unido, gerando confusão em várias estações ferroviárias da Europa.
O anúncio repentino de cancelamento de todos os trens para o continente partindo da estação St. Pancras, em Londres, causou pânico entre os passageiros.
Segundo uma jornalista da AFP presente no local, os agentes de recepção e segurança da estação - que também pareciam surpresos - tiveram, inclusive, que retirar passageiros que já tinham passado pelos controles de segurança e aguardavam as composições nas plataformas.
A mobilização, que reivindicava que fosse triplicado um bônus de fim de ano de 1.000 euros (5.357 reais, na cotação atual), provocou "a interrupção total do serviço e o fechamento dos nossos terminais na França e no Reino Unido", informou a Getlink - administradora do Eurotúnel - em um comunicado.
Como consequência, a Eurostar cancelou 30 viagens de trens de passageiros que deviam partir de Paris, Londres e Bruxelas nesta quinta-feira.
Os trens de carga para transportar carros e caminhões sob o túnel de uma margem à outra também ficaram bloqueados em Calais (França) e Folkestone (Reino Unido).
À noite, os sindicatos anunciaram ter alcançado um acordo, suspendendo a paralisação.
"O movimento de crise social no Eurotúnel chega ao fim (...) A atividade no túnel sob [o canal de] a Mancha será retomada esta noite", afirmou o delegado da central Force Ouvrière (FO, Força Operária), Franck Herent.
O sindicalista informou que a decisão foi tomada depois de negociações com a direção do Eurotúnel, que levaram a "resultados satisfatórios" para os grevistas.
Mais cedo, a paralisação tinha provocado uma dura reação do governo francês. "O bloqueio do túnel sob o Canal da Mancha é inaceitável. Uma solução deve ser encontrada imediatamente", exigiu o ministro francês dos Transportes, Clément Beaune.
- Triplicar a bonificação -
"As organizações sindicais rejeitaram o bônus excepcional de 1.000 euros (5.362 reais, na cotação atual), anunciado pela direção e convocaram uma greve para exigir que seja triplicado", informaram em um comunicado emitido mais cedo.
"Para além do dinheiro, há outras coisas e condições de trabalho que não são o que eram", afirmou à AFP Cathia Capon, coordenadora do terminal de carga do Eurotúnel em Pas de Calais.
Ela e outros funcionários denunciam a degradação das condições de trabalho.
Os muitos viajantes que planejavam embarcar para o continente para as festas de fim de ano correram para tentar mudar seu bilhete para o dia seguinte, ou reservar um dos voos ainda disponíveis.
"Íamos para a Disneylândia (perto de Paris) com as crianças. Estamos pensando em pegar o ferry de Dover para Calais, mas precisamos de um carro para isso. É estressante demais. Não se pode improvisar uma viagem de carro com três crianças, é preciso se preparar", lamentou Sam Boyal, um britânico que ficou na plataforma.
Na estação de Lille-Europe (norte da França), Santiago Rodríguez, um mexicano de férias com sua família, procurava outra solução para chegar a Londres. "Iremos a Bruxelas. É horrível ter que destruir nossos planos", disse.
Em Calais, na entrada do terminal francês onde carros e caminhões sobem nos trens para chegar a Folkestone, do outro lado do estreito, longas filas de veículos, de mais de um quilômetro, se formaram.
G.Teles--PC