-
Keiko Fujimori promete expulsão de imigrantes e aproximação com Trump se vencer eleições no Peru
-
'Jacksonmania' toma conta de Berlim na estreia mundial de 'Michael'
-
Astronautas da Artemis II retornam à Terra em 'missão perfeita'
-
Cuba abre comércio de produtos agrícolas ao setor privado
-
ONG africana processa príncipe Harry por difamação
-
Com hat-trick de Malen, Roma vence Pisa e se recupera no Campeonato Italiano
-
Paris FC goleia Monaco (4-0) no Francês; Olympique de Marselha sobe para 3º
-
Delegação iraniana chega ao Paquistão antes das negociações com EUA
-
West Ham goleia Wolverhampton (4-0) e empurra Tottenham para zona de rebaixamento
-
Colômbia responde ao Equador com tarifas de 100%
-
Real Madrid tropeça em casa com Girona no Campeonato Espanhol
-
Brasil anuncia acordo com EUA para combate ao crime organizado
-
Casa do CEO da OpenAI é alvo de ataque nos EUA
-
Tripulação da Artemis II a poucas horas de pousar na Terra
-
Irã estabelece condições enquanto Vance alerta Teerã para não 'brincar' com EUA nas negociações
-
França anuncia medidas para reduzir dependência de gás e petróleo
-
Biden Jr. desafia filhos de Trump para uma luta
-
Apesar de pedido de desculpas, técnico do Chelsea mantém afastamento de Enzo Fernández
-
Irã levanta dúvidas sobre negociações com EUA no Paquistão
-
Lautaro Martínez sofre nova lesão e volta a ser desfalque na Inter de Milão
-
Astronautas da Artemis lançarão luz sobre riscos à saúde no espaço
-
Juventus anuncia renovação de Luciano Spaletti como técnico até 2028
-
Paraquedas é peça vital para pouso seguro da Orion no mar
-
Itália será comandada pelo técnico da seleção sub-21 nos amistosos de junho
-
João Fonseca perde para Zverev e se despede do Masters 1000 de Monte Carlo
-
Papa Leão XIV recebe Macron em encontro centrado na guerra no Oriente Médio
-
Franquia de Michael Jackson parece imune ao fantasma das acusações de abuso
-
Inflação nos EUA salta para 3,3% anual em março devido à guerra com Irã
-
Porto de Antuérpia é reaberto ao tráfego marítimo após vazamento de petróleo
-
Iranianos vivem entre medo e desilusão antes das negociações com os EUA
-
Coachella inicia edição liderada por Sabrina Carpenter, Justin Bieber e Karol G
-
Mulheres dão à luz em abrigo subterrâneo em Israel
-
Incerteza em torno das negociações entre Irã e EUA previstas no Paquistão
-
Tribunal da Suécia julga homem acusado de prostituir a esposa com 120 pessoas
-
Vazamento de petróleo paralisa grande parte do Porto de Antuérpia
-
Paquistão se prepara para negociações incertas entre EUA e Irã
-
Tripulação da Artemis a poucas horas de pousar na Terra
-
Petro convoca sua embaixadora no Equador em meio à crise diplomática
-
Rússia proíbe grupo ganhador do Nobel e faz operação em jornal independente
-
Corinthians vence Platense (2-0) na Argentina em sua estreia na Libertadores
-
Investidores comemoram anúncio de diálogo entre Israel e Líbano e petróleo tem leve alta
-
Equador vai aumentar para 100% tarifas à Colômbia; Petro critica 'monstruosidade'
-
Sob pressão dos EUA, Venezuela abre mineração para investidores privados
-
Conmebol declara apoio à reeleição de Infantino na presidência da Fifa
-
Pioneiro do hip hop, Afrika Bambaataa morre aos 68 anos
-
Presidente da CAF rechaça acusações de corrupção feitas pelo Senegal
-
Andy Robertson deixará o Liverpool no final da temporada
-
Freiburg encaminha vaga na semifinal da Liga Europa; Aston Villa vence Bologna fora
-
Parlamento da Venezuela nomeia procurador-geral alinhado ao chavismo
-
Argentina fará amistosos contra Honduras e Islândia antes da Copa do Mundo
Paris exibe arte contemporânea autóctone da Amazônia
De urnas funerárias ancestrais a imagens de rostos com pinturas fluorescentes, passando por cocares de penas recém-fabricados, uma exposição em Paris destaca o diálogo entre a tradição e a arte contemporânea indígena da Amazônia.
Obras contemporâneas como as instalações em cerâmica da brasileira Kássia Borges Mytara ou as delicadas pinturas de florestas do colombiano Abel Rodríguez convivem com ornamentos tribais atuais e peças antigas da bacia amazônica no museu parisiense Quai Branly, que abriga a exposição 'Amazônia. Criações e futuros autóctones'.
Na mostra, aberta desde terça-feira e que vai até 18 de janeiro de 2026, quis-se apresentar a Amazônia "de um ponto de vista cultural em vez de biológico, mostrar que realmente é uma região de grande diversidade cultural", explica à AFP um dos seus curadores, Leandro Varison, antropólogo brasileiro e diretor adjunto do departamento de pesquisa do museu.
Essas "culturas estão vivas e são dinâmicas", acrescenta.
Uma parede revestida de cocares circulares com penas brancas e azuis recebe o visitante no início da exposição. São criações da comunidade Karajá, no centro do Brasil, feitas neste mesmo ano para um dos seus rituais.
Esses ornamentos são "arte contemporânea", diz Varison. "Esse patrimônio está vivo, continua sendo praticado, esses cocares são feitos não apenas para serem exibidos atrás de vitrines, mas para serem usados, para dançar..."
Ao lado dessas peças artesanais, as imagens do brasileiro Paulo Desana mostram rostos com desenhos tradicionais em tintas fluorescentes sobre fundo preto.
Com essas obras, esse fotógrafo e cineasta busca "recuperar as culturas como uma espécie de memória ancestral, mas também dessa construção de imagens de si próprio, imagens como espíritos", explica o artista e ativista brasileiro Denilson Baniwa, também curador da mostra.
- 'Repatriar os conhecimentos' -
A exposição não segue uma ordem cronológica e alterna peças que podem remontar a vários séculos, como um conjunto de urnas funerárias, com obras atuais de artistas provenientes de quase todos os países que formam a bacia amazônica.
As pinturas do peruano Brus Rubio Churay mostram uma floresta exuberante com cores vivas e intensas. Em uma delas, algumas figuras dançam com máscaras brancas... as mesmas máscaras que estão realmente na coleção do museu.
"Um dos diálogos que nós estamos tentando fazer aqui também é de contar um pouco como artistas contemporâneos e indígenas conseguem, a partir do acesso ao acervo do museu, reconstruir parte da sua cultura que foi perdida com a violência colonial", afirma Baniwa.
Esses autores pensam neste gesto como uma "recriação", mas também como uma "repatriação".
"Eles não querem repatriar os objetos, mas querem repatriar as coleções que no museu são depositadas", acrescenta.
A mostra se encerra com alguns objetos cotidianos que puderam ser recuperados de grupos isolados, conhecidos como povos indígenas em isolamento voluntário. Na Amazônia, há dados que apontam para mais de uma centena desse tipo de comunidades.
São objetos aparentemente simples, como recipientes, mas servem para perguntar o que significa "isolar-se", conta Varison.
"Estão isolados de nós, mas nós também estamos isolados deles", afirma.
G.Teles--PC