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Starmer pede maior entrega de armas de longo alcance à Ucrânia em encontro com Zelensky
O primeiro-ministro do Reino Unido, Keir Starmer, pediu nesta sexta-feira (24) o aumento do fornecimento de armas de longo alcance à Ucrânia, ao receber o presidente ucraniano, Volodimir Zelensky, antes de uma reunião em Londres com aliados de Kiev.
"Acho que podemos fazer mais em termos de recursos, especialmente recursos de longo alcance", declarou Starmer no início de sua reunião com o mandatário ucraniano, que antecede o encontro da Coalizão de Voluntários na capital britânica.
Os aliados da Ucrânia se reúnem em Londres para abordar o fornecimento de armas de longo alcance ao governo ucraniano e tentar acelerar as negociações sobre o uso dos ativos russos congelados.
Antes de seu encontro com Starmer, Zelensky foi recebido pelo rei Charles III no Castelo de Windsor, a oeste de Londres, seu terceiro encontro com o monarca.
O presidente ucraniano também deve se reunir com outros líderes no encontro da Coalizão, um grupo de apoio a Kiev composto por 26 países, sobretudo europeus.
O chefe de governo trabalhista, que dirige a coalizão ao lado do presidente da França, Emmanuel Macron, quer "colocar a Ucrânia na posição mais forte possível ante a chegada do inverno" frente às forças russas, segundo um comunicado de Downing Street.
Nas últimas semanas, a Ucrânia tem sido alvo de ataques russos contra suas infraestruturas energéticas, que ameaçam deixar a população sem eletricidade ou calefação às vésperas do inverno.
Kiev produz alguns mísseis deste tipo (Flamingo, Neptune) e recebe os Scalp franceses e Storm Shadow britânicos, mas em pequenas quantidades.
Zelensky solicitou, sem sucesso, mísseis alemães Taurus, enquanto os americanos negaram, até o momento, entregar os Tomahawk que o mandatário ucraniano esperava.
O presidente da Rússia, Vladimir Putin, advertiu que tal envio constituiria "uma nova escalada" no conflito.
- Uso de ativos russos -
Para financiar o fornecimento de "sistemas de longo alcance" à Ucrânia, Starmer deve instar seus parceiros a "concluir o trabalho" em relação ao uso dos ativos russos congelados, informou Downing Street.
Os líderes europeus reunidos na quinta-feira em Bruxelas deram um primeiro passo tímido ao pedir a utilização dos recursos para financiar a Ucrânia durante os próximos dois anos, deixando aberta a possibilidade de estabelecer um empréstimo, que seria apoiado nesses ativos.
Imobilizados devido às sanções ocidentais, os ativos russos representam cerca de US$ 244 bilhões (R$ 1,3 trilhão, na cotação atual).
Esta proposta estará na ordem do dia da próxima cúpula europeia em dezembro, redigida em termos vagos para levar em conta as reservas da Bélgica, onde está a maior parte dos fundos. Segundo um diplomata, vários outros países também expressaram suas reservas.
A apreensão desses ativos é uma linha vermelha para os países da União Europeia (UE), mas a Comissão Europeia propõe o seu uso para financiar um empréstimo de cerca de US$ 164 bilhões (R$ 882 bilhões) para Kiev.
Em Bruxelas para parte das conversas, Zelensky havia instado os líderes a tomarem uma decisão. À noite, o mandatário ucraniano celebrou na rede social X os "bons resultados" desta cúpula, afirmando, otimista, ter obtido "apoio político" nesta questão.
- Sanções -
Os líderes europeus e Zelensky celebraram em Bruxelas a decisão dos EUA de impor sanções a Moscou.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, havia se recusado por muito tempo a impor tais penalizações, mas considerou que suas conversas com o contraparte russo não estavam levando "a lugar nenhum".
As sanções implicam o congelamento de todos os ativos das gigantes petrolíferas Rosneft e Lukoil nos EUA, assim como a proibição para todas as empresas americanas de fazer negócios com elas.
A Rússia denunciou as sanções americanas como "contraproducentes" e Putin considera que elas não terão um "impacto significativo" na economia russa.
Os europeus também miraram o setor petrolífero russo ao anunciar na quarta-feira um novo pacote de penalizações contra Moscou que prevê uma suspensão total das importações de gás natural liquefeito (GNL) russo até o fim de 2026 e medidas adicionais contra a frota fantasma de petroleiros que Moscou utiliza para contornar as sanções ocidentais.
O.Gaspar--PC