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Chanceleres do G7 buscam fortalecer esforços da Ucrânia contra Rússia
Os chanceleres do G7 buscam, nesta quarta-feira (12), fortalecer o esforço bélico da Ucrânia contra a Rússia, no segundo dia de uma cúpula no Canadá, que anunciou novas sanções contra os setores russos de produção de energia e drones.
Os titulares da diplomacia dos países do G7 -- Alemanha, Canadá, Estados Unidos, França, Itália, Japão e Reino Unido -- estão reunidos desde a terça-feira na cidade de Niagara-on-the-Lake com foco nas guerras na Ucrânia e no Sudão.
O ministro das Relações Exteriores ucraniano, Andrii Sybiha, que foi convidado à reunião, disse nesta quarta que é necessário fortalecer as "capacidades de longo alcance" de Kiev.
O presidente russo Vladimir Putin "ainda tem a ilusão de que pode vencer", disse Sybiha ao lado de sua colega do Canadá, Anita Anand.
"Na realidade, perdeu mais de um milhão de soldados e não alcançou um único objetivo estratégico", afirmou o diplomata.
Sybiha acrescentou que é preciso "fazer com que o custo de continuar com esta guerra seja insuportável e perigoso para Putin pessoalmente e para seu regime".
Antes da reunião do G7 sobre a Ucrânia, a chanceler anfitriã anunciou sanções contra entidades que, segundo o Canadá, são utilizadas para lançar ciberataques contra a Ucrânia.
As sanções também visam embarcações que integram a chamada frota fantasma utilizada pela Rússia para transportar seu petróleo, em desafio às sanções globais.
Anand explicou que o pacote de sanções é o primeiro a visar a infraestrutura tecnológica que a Rússia utiliza em "suas estratégias híbridas contra a Ucrânia".
"O Canadá continuará a garantir que as ações da Rússia não fiquem impunes", declarou Anand aos jornalistas.
Durante a reunião de terça-feira, o Reino Unido anunciou 13 milhões de libras esterlinas (R$ 90 milhões, na cotação atual) para ajudar a reparar o setor energético da Ucrânia, que foi alvo de ataques russos recentes. Também anunciou uma proibição de serviços marítimos para o gás natural liquefeito russo.
Putin "está tentando mergulhar a Ucrânia na escuridão e no frio à medida que o inverno [boreal] se aproxima", disse a ministra das Relações Exteriores britânica, Yvette Cooper.
A.Motta--PC