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Pedidos de casamento cinematográficos conquistam a cidade do amor
Uma carruagem iluminada puxada por um cavalo branco resplandece em uma noite na Praça Vendôme, uma das mais luxuosas de Paris.
Seu cocheiro, Philippe Delon, abre diante de um casal um estojo rosa com um sapatinho de cristal: "Vim buscar uma princesa".
Na cidade do amor, os pedidos de casamento ganham ares de cinema entre carruagens da Cinderela, terraços particulares e encenações personalizadas, criando um mercado lucrativo alimentado por clientes internacionais.
"Sempre sonhamos com um casamento de conto de fadas", explica Sander Castel, empresário holandês de 44 anos. Em novembro, ele entrou em contato com a agência ApotéoSurprise, que organiza o passeio "na carruagem da Cinderela", propriedade de Delon.
Na Praça Vendôme, o casal sobe a bordo da carruagem e se deixa levar pelos bairros abastados de Paris até a Torre Eiffel. Ao som de um violinista, o homem, de joelhos, pede a mão de sua namorada, de 40 anos.
Sua noiva, Shirley Wijgaarts, com um vestido preto, acreditava que simplesmente passaria um fim de semana surpresa em Paris. "Não esperava! E claro que disse sim. É o meu príncipe", diz à AFP.
Impulsionado pelas redes sociais, o pedido de casamento "à americana" tornou-se um acontecimento em si e é encenado na cidade da luz.
- Sidecar, barco, helicóptero -
Às margens do Sena, as agências multiplicam os cenários pensados para a internet: letras gigantes de "Marry Me" (Casa comigo), flores de seda e balões em forma de coração. Com fotógrafo, custa entre 300 e 700 euros (entre 1.800 e 4.300 reais).
"Há cinco anos havia três agências, hoje há 25, com serviços para todos os orçamentos", estima Florian Perrault, fundador da Paris Proposal Agency. Sua especialidade: terraços e barcos privados, por cerca de 1.800 euros (11.090 reais).
Os hotéis de luxo, como o Shangri-La, reservam para seus clientes terraços com vista para a Torre Eiffel.
"Organizamos tudo: flores, velas, fotógrafo, jantar com mordomo", explica Mélanie Tessier, do atendimento ao cliente do Shangri-La. Essa encenação espetacular fideliza a clientela, que depois retorna para aniversários ou estadias em família, explica.
Para uma clientela abastada, algumas agências de alto padrão realizam encenações totalmente sob medida. "Buscamos entender a personalidade do casal para criar algo único", explica Chantelle Marie Streete, diretora-geral da Kiss Me in Paris.
A pedido de um futuro marido, a agência desenhou o roteiro "Missão Impossível para uma jovem 'aventureira'": um iPad entregue pela manhã dá início a uma caça às pistas por Paris, de sidecar e de barco.
Depois, um helicóptero transporta o casal até um castelo, particular. Orçamento: dezenas de milhares de dólares.
- Pressão social -
Os clientes são principalmente empresários entre 35 e 55 anos, provenientes dos Estados Unidos, Austrália, Inglaterra, norte da Europa, Singapura ou Oriente Médio.
Além de Paris e Nova York, esse mercado também se desenvolve em Veneza, na Costa Amalfitana, na Capadócia, em Santorini e na Austrália.
"Já não é preciso um contrato para viver juntos, mas, se escolhem casar, querem que o pedido seja um momento inesquecível", comenta Cengiz Ozelsel, que foi banqueiro em Wall Street, assim como sua esposa Chantelle Marie, antes de fundar a Kiss Me in Paris.
A isso se soma a pressão social, especialmente entre as classes mais abastadas. "As expectativas são ainda mais altas e querem poder contar esse momento com orgulho ao seu círculo", explica Streete.
"Como o Dia dos Namorados, o pedido de casamento tornou-se um ritual moldado pela indústria comercial. Não se ajustar a essas encenações pode ser percebido como falta de amor ou de romantismo", resume a socióloga Florence Maillochon.
A.Silveira--PC