-
Infantino garante que repescagem da Copa do Mundo de 2026 será disputada no México
-
Irã expressa otimismo antes de negociações com EUA
-
STF condena irmãos Brazão a 76 anos de prisão por assassinato de Marielle Franco
-
De Snoop Dogg a Tom Brady, a segunda divisão inglesa vai ganhando glamour
-
Trump e Zelensky conversam por telefone antes de diálogo em Genebra entre EUA e Ucrânia
-
Morreu tenente-coronel que liderou tentativa de golpe do 23-F na Espanha
-
Harry e Meghan visitam refugiados e crianças palestinas na Jordânia
-
Atalanta consegue virada épica sobre o Dortmund (4-1) e vai às oitavas da Champions
-
Vance adverte Irã a levar 'a sério' as ameaças dos EUA
-
Gastar para reconstruir? O desespero após as chuvas fatais em MG
-
STF condena irmãos Brazão por ordenar assassinato de Marielle Franco
-
Cientistas exploram o centro da Via Láctea e revelam a química das estrelas
-
Fifa autoriza torcedores escoceses a usarem os tradicionais 'sporrans' na Copa do Mundo
-
Canadenses escolhem quando morrer, muitas vezes com um sorriso
-
STF condena irmãos Brazão por planejar homicídio de Marielle Franco
-
Bill Gates admite casos extraconjugais, mas nega envolvimento nos crimes de Epstein
-
Manchester United volta a ter lucro após reestruturação financeira
-
Uefa rejeita recurso do Benfica contra suspensão provisória de Prestianni
-
Hakimi, que será julgado por acusação de estupro, é relacionado pelo PSG para jogo da Champions
-
Senegal intensifica repressão à homossexualidade
-
Rubio se reúne com líderes caribenhos em plena campanha de pressão dos EUA contra Cuba
-
Moradores buscam seus familiares após chuvas mortais em MG
-
Papa Leão XIV visitará Espanha, países africanos e Mônaco
-
Governador da Califórnia publica memórias de olho nas eleições de 2028
-
STF decide sobre supostos mandantes do assassinato de Marielle Franco
-
Economia alemã cresceu 0,3% no último trimestre de 2025
-
O último refúgio do narcotraficante mexicano 'El Mencho'
-
Moradores de Gaza resgatam livros antigos em biblioteca devastada pela guerra
-
Irã rebate acusações de Trump sobre programa nuclear e balístico
-
Chefe de Governo da Alemanha visita a China e pede relação bilateral mais 'justa'
-
Trump reivindica 'virada histórica' dos EUA em discurso mais longo sobre Estado da União
-
'Negros não são macacos': congressista exibe cartaz durante discurso de Trump
-
Trump promete enfrentar qualquer ameaça aos EUA e se vangloria de 'virada histórica'
-
Governo dos EUA processa Universidade da Califórnia por suposto antissemitismo
-
Objetos de 'Tubarão', 'Exterminador do Futuro' e 'Star Wars' irão a leilão nos EUA
-
Warner recebe nova oferta da Paramount, que pode afetar acordo com a Netflix
-
Economia argentina se recupera em 2025 com crescimento de 4,4%
-
Infantino diz estar "muito tranquilo" em relação ao México sediar Copa, apesar da onda de violência
-
Técnico do México acredita que sua seleção enfrentará Portugal apesar da onda de violência
-
Chuvas em MG deixam 30 mortos e dezenas de desaparecidos
-
Griezmann estaria negociando sua transferência ao Orlando City
-
Sem Mourinho e Prestianni, bola retoma seu papel de protagonista no jogo Real Madrid-Benfica
-
Chuvas em MG deixam 29 mortos e dezenas de desaparecidos
-
Marquinhos, capitão e peça fundamental da reconstrução defensiva do PSG
-
Bodo/Glimt faz história, elimina Inter de Milão e vai às oitavas da Champions
-
Bayer Leverkusen empata com Olympiacos e se garante nas oitavas da Champions
-
Newcastle volta a vencer Qarabag (3-2) e vai às oitavas da Champions pela 1ª vez
-
Messi diz se arrepender por não ter estudado inglês: 'A gente se sente meio ignorante'
-
Presidente do México afirma que não há risco para torcedores em Guadalajara
-
Presidente do Louvre renuncia quatro meses após roubo de joias
Senegal intensifica repressão à homossexualidade
O Senegal está intensificando a repressão à homossexualidade, com um número crescente de detenções, discursos de ódio e um projeto de lei para duplicar as penas, uma situação que está empurrando o coletivo LGBT+ para o exílio.
O tema da homossexualidade costuma vir à tona neste país da África Ocidental, de maioria muçulmana e de prática religiosa muito intensa.
Mas, nas últimas semanas, o assuntou se tornou especialmente quente após a detenção, no início de fevereiro, de 12 homens -incluindo duas celebridades locais- por "atos contra a natureza", um termo que designa as relações sexuais entre pessoas do mesmo sexo.
Desde então, praticamente todos os dias têm sido reportadas novas detenções, com base em denúncias e na inspeção de celulares. Além disso, os nomes dos detidos são divulgados publicamente.
Alguns dos detidos são acusados de terem transmitido voluntariamente a aids, o que alimenta debates acirrados contra a homossexalidade.
Estas detenções são altamente midiáticas e o CORED, órgão de regulação deontológica dos meios de comunicação no Senegal, teve que publicar um comunicado em que lembra que é preciso respeitar a "dignidade humana e a vida privada dos indivíduos".
"Grande batida contra homossexuais", "Bissexuais, perigoso ambulantes", "A perseguição se intensifica" ... foram algumas das manchetes mais recentes sobre o tema.
O assunto também tem sido muito comentado nas redes sociais, onde proliferam publicações incendiárias e vídeos de pessoas sendo agredidas após serem acusadas de serem homossexuais.
Em um deles, que não pôde ser verificado pela AFP, é possível ver um grupo de pessoas espancando um homem acusado de ser homossexual.
Neste contexto, o governo aprovou um projeto de lei para duplicar as penas que punem as relações homossexuais, que passarão a ser de cinco a dez anos de prisão, se o texto for adiante.
Além disso, a mesma lei prevê punir com entre três a sete anos de prisão "toda pessoa que faça apologia da homossexualidade".
No Senegal, a homossexualidade é considera por muitos como um desvio, e associações religiosas muito influentes vêm há anos reivindicando sua "criminalização".
Um clima geral que se tornou insuportável para pessoas LGBT+, indicaram vários ativistas contatados à AFP.
- Linchamento público -
"Mesmo no Senegal, isto nunca tinha sido visto. O que estão fazendo é um linchamento público", disse um ativista de direitos humanos, que pediu anonimato, à AFP.
"As pessoas [LGTB+] se escondem (...) muito mais do que antes" em decorrência desta onda de detenções, que provocou um "trauma" no coletivo, segundo o ativista.
"Estamos ajudando as pessoas a fugir para Gâmbia", um país vizinho, dada a "situação dramática" que se vive no Senegal, afirmou.
É difícil quantificar quantas pessoas abandonaram o país neste contexto, já que fazem na clandestinidade, mas a associação STOP Homophobie afirma que recebeu 18 pedidos de pessoas para que as ajudassem a sair do Senegal nos últimos dias.
Segundo esta associação, que tem sede em Paris e presta assistência a senegaleses vítimas de discriminação em seu país, o número de pedidos vindos do país africano aumentou.
"Alguns mencionam violências, ameaças e expulsões familiares. Todos têm medo de ser presos e muitos temem que sua vida privada seja violada", explicou Terrence Khatchadourian, secretário-geral da STOP Homophobie.
Além disso, Khatchadourian alertou que "o uso de elementos relacionados a presença do HIV como prova de acusação tem graves consequências para a saúde pública, por desencorajar a realização de testes de detecção e o acesso aos cuidados de saúde".
No Senegal, são poucos os organismos que denunciam a situação, pois a defesa dos direitos das pessoas homossexuais é percebida como um valor ocidental incompatível com as tradições locais.
Em uma entrevista ao jornal senegalês L’Observateur, Denis Ndour, novo presidente da Liga Senegalesa dos Direitos Humanos, declarou apoiar o endurecimento das penas e qualificou os homossexuais como "doentes".
Boubacar [nome modificado] é uma das pessoas que tiveram que deixar o país. Saiu há cinco meses, quando sua família descobriu sua homossexualidade e o expulsou de casa.
Segundo contou à AFP, ele tem alguns amigos que também estão tentando sair do Senegal. E, os que não têm meios para fazê-lo, "a única coisa que podem fazer é ver a morte se aproximar e esperar".
E.Paulino--PC