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Eliminado, Boca Juniors fica só no empate com Auckland City (1-1)
Com um empate melancólico em 1 a 1 contra o Auckland City, um time semi-amador da Nova Zelândia, o argentino Boca Juniors foi eliminado da Copa do Mundo de Clubes nesta terça-feira (24) em Nashville, numa partida em que o time de Buenos Aires apresentou um futebol medíocre e sem criatividade.
Uma suspensão de cinquenta minutos devido a um aviso de "tempestade forte" fez com que os jogadores comandados pelo técnico Miguel Ángel Russo jogassem boa parte do segundo tempo cientes de que já não tinham mais chances de continuar no torneio da Fifa.
Ao voltarem ao gramado do Geodis Park, um dos poucos estádios da Copa de Clubes construídos especificamente para jogos de futebol, o Benfica já havia garantido a única vaga nas oitavas de final que ainda estava em aberto no Grupo C.
As 'Águias' de Ángel Di María e Nicolás Otamendi derrotaram o Bayern de Munique, já classificado, por 1 a 0, assumindo a liderança da chave em um jogo que começou simultaneamente, em Charlotte.
Os jogadores do Boca Juniors, terceiro colocado com dois pontos e o primeiro clube sul-americano a deixar a Copa do Mundo de Clubes, não conseguíam esconder o desânimo com a notícia vinda da cidade mais populosa da Carolina do Norte.
E menos ainda ao sofrer o inesperado gol diante do lanterna (1 ponto) e já eliminado time da Oceania, cujos jogadores são estudantes, professores ou corretores de imóveis.
O Auckland City chegou a Nashville depois de sofrer 16 gols nas dolorosas derrotas contra Bayern (10 a 0) e Benfica (6 a 0).
Sem ter marcado em solo americano, os neozelandeses mostraram coragem e dignidade diante de um time de calibre muito superior, mas cujo ataque era praticamente estéril, apesar do retorno do uruguaio Edinson Cavani.
'El matador', ausente por lesão nos jogos contra portugueses (2 a 2) e alemães (derrota por 2 a 1), passou despercebido em um Boca Juniors que não tinha capacidade ofensiva para enfrentar o desafio quase impossível da classificação.
Para avançar às oitavas de final, o time argentino precisava de uma goleada e o Bayern tinha que vencer o Benfica, de preferência também por um placar elástico. Mas nenhuma das duas coisas aconteceu.
- Jogadores do Auckland comemoram -
O Boca saiu na frente aos 26 minutos com um gol contra do goleiro do Auckland, Nathan Garrow, após uma cabeçada de Lautaro Di Lollo acertar a trave e a bola atingir seu corpo.
Suas esperanças, já muito diminuídas, foram frustradas quando o zagueiro Christian Gray empatou no início do segundo tempo (52') com uma cabeçada num escanteio, após vencer o duelo aéreo contra Rodrigo Battaglia.
Dois minutos depois desse balde de água fria, o árbitro sueco Glenn Nyberg interrompeu a partida devido a um aviso de "tempestade forte" enquanto nuvens escuras se aproximavam do Geodis Park.
A partida foi retomada cinquenta minutos depois, com a eliminação do Boca confirmada, e em campo nada mudou, para a tristeza da grande e fanática torcida do Boca.
Com poucas ideias no meio-campo, os jogadores argentinos abusaram dos cruzamentos, mas os neozelandeses, dedicados em uma linha dupla de quatro, defenderam com unhas e dentes.
E após o apito final, comemoraram o empate com sabor de vitória histórica.
Escalações:
Auckland City: Nathan Garrow - Regont Murati (Dylan Connolly 55'), Adam Mitchell, Christian Gray, Nikko Boxall, Jerson Lagos Giraldo (Joseph Lee 83') - David Yoo (Matthew Ellis 55'), Gerard Garriga Gibert (Jordan Vale 55), Mario Ilich (cap), Dylan Manickum (Harris Zeb 68') - Myer Bevan. Técnico: Paul Posa.
Boca Juniors: Agustín Marchesín - Luís Advíncula, Lautaro Di Lollo, Marco Pellegrino, Lautaro Blanco - Rodrigo Battaglia, Carlos Palacios, Exequiel Zeballos (Kevin Zenon 26'), Alan Velasco (Malcom Braida 55') - Miguel Merentiel, Edinson Cavani (cap) (Milton Giménez 55'). Técnico: Miguel Ángel Russo.
X.Brito--PC