-
Milan vence Como de virada (3-1) e mantém perseguição à Inter
-
Comandante do ELN apoia união de guerrilhas na Colômbia para combater EUA
-
EUA: envio de militares europeus à Groenlândia 'não tem nenhum impacto'
-
EUA acusa 26 pessoas em novo escândalo de apostas no basquete
-
NBA confirma 'conversas' com Real Madrid para projeto de liga na Europa
-
Com dor e orgulho, cubanos homenageiam os 32 militares mortos na Venezuela
-
Trump recebe opositora venezuelana María Corina Machado na Casa Branca
-
Príncipe Harry deve testemunhar em Londres na próxima semana em caso contra tabloide
-
Tribunal dos EUA revoga ordem de libertação de um ativista pró-palestino
-
Madre superiora assediava e maltratava freiras de sua congregação em Paris
-
Rússia classifica como 'mito' acusações de ameaça à Groenlândia
-
Fifa recebe mais de 500 milhões de solicitações de ingressos para Copa do Mundo de 2026
-
'Infantino se tornou um autocrata', diz Platini
-
Papa consola familiares de vítimas do incêndio em bar suíço
-
Militares europeus chegam à Groenlândia para apoiar Dinamarca frente à ambição dos EUA
-
Grêmio anuncia contratação do goleiro Weverton
-
Trump recebe María Corina Machado enquanto consolida diálogo com Caracas
-
Mercosul e União Europeia prontos para assinar acordo em busca de 'terceira via'
-
Ex-campeão olímpico francês de natação será julgado por estupro de menor
-
Países do Golfo dissuadiram Trump de atacar o Irã
-
Como o secretário de Saúde de Trump reformulou a política sanitária dos EUA
-
Aumenta a pressão sobre Musk por geração de imagens sexuais por IA
-
Filhos de detidos, vítimas invisíveis da guerra contra gangues em El Salvador
-
Milhões em bens são apreendidos em operação ligada ao caso Master
-
Morte de bebê de escritora Chimamanda Adichie lança holofotes sobre sistema de saúde da Nigéria
-
Alemanha teve crescimento tímido em 2025 em meio à crise industrial
-
Trump adotou IA para mensagens políticas
-
Ali Khamenei, o implacável líder supremo que enfrenta o seu maior desafio no Irã
-
Um ano após seu retorno à Casa Branca, Trump rompe a ordem global
-
Dinamarca diz que ambição dos EUA de tomar Groenlândia 'segue intacta'
-
Proibidos na UE, mas exportados ao Mercosul: as contradições da Europa sobre os pesticidas
-
Irã desmente execução de manifestante; Trump observa após ameaçar intervir
-
Agente de imigração dos EUA atira em venezuelano em Minneapolis
-
Preços do petróleo caem 3% após comentários de Trump sobre o Irã
-
X anuncia medidas para impedir que sua IA gere imagens falsas sexualizadas
-
Matthew McConaughey patenteia sua imagem para protegê-la da IA
-
Hegemonia de 'Sincaraz' e Sabalenka é posta à prova no Aberto da Austrália
-
Senado dos EUA frustra resolução para limitar capacidade militar de Trump na Venezuela
-
Quatro astronautas da ISS iniciam retorno antecipado à Terra por problema de saúde
-
Procurador da Califórnia abre investigação contra Grok por caso de imagens de caráter sexual
-
Trump afirma que 'massacre' no Irã 'cessou', mas mantém ambiguidade sobre intervenção
-
Trump diz que conversou com a 'formidável' presidente interina da Venezuela
-
Marrocos vence Nigéria nos pênaltis e vai enfrentar Senegal na final da Copa Africana
-
Gael García Bernal defende cinema da América Latina e Europa frente a 'hegemonia' dos EUA
-
Trump diz que 'haverá uma solução' sobre Groenlândia após negociações em Washington
-
Na estreia de Arbeloa, Real Madrid é eliminado da Copa do Rei por time da 2ª divisão
-
Arsenal vence Chelsea (3-2) em Stamford Bridge na ida das semis da Copa da Liga Inglesa
-
Bayern vence Colônia e encerra 1º turno do Alemão com pontuação recorde
-
Dinamarca não consegue dissuadir governo Trump da ideia de anexar Groenlândia
-
Inter vence Lecce (1-0) e abre vantagem na liderança; Napoli tropeça
Lei Bosman, a decisão que asfixiou o futebol sul-americano
Há 30 anos, o trono do futebol não tinha dono. A Europa ainda estava longe do domínio absoluto que exibe hoje, e a América do Sul, impulsionada por suas estrelas, competia em igualdade de condições... até que uma decisão judicial revolucionou tudo.
Em 15 de dezembro de 1995, o esporte mais popular do mundo sofreu um choque: a decisão de um tribunal da União Europeia, popularmente conhecida como Lei Bosman, retirou as restrições que limitavam a contratação a um máximo de três ou quatro jogadores estrangeiros por clubes do bloco.
O Velho Continente, antes um destino reservado para estrelas sul-americanas como Diego Maradona ou Zico, tornou-se lar de milhares de jogadores de Brasil, Argentina, Uruguai e Colômbia.
A decisão teve origem numa denúncia do ex-jogador belga Jean-Marc Bosman, que enfrentou restrições para assinar contrato com um clube francês. Entre outras mudanças, a decisão também permitiu que jogadores de ascendência europeia se naturalizassem, deixando de ser considerados estrangeiros.
O ex-jogador uruguaio Gustavo Poyet, que na época na época saiu do River Plate de Montevidéu e passou a brilhar em clubes europeus como Zaragoza, Chelsea e Tottenham, lembra da mudança.
"Talvez eu tenha sido um dos primeiros a ter aproveitado a Lei Bosman (...) quando me naturalizei espanho, passei a ser apenas mais um jogador na Europa, o que me abriu portas para jogar em outros países", disse Poyet em entrevista à AFP.
As mudanças alteraram o paradigma de uma rivalidade acirrada dos últimos 30 anos entre Europa e América do Sul, que passou de dominar as competições de clubes e seleções nacionais a ficar para trás no histórico de troféus após a inevitável fuga de talentos.
- "Mina de ouro" -
O aniversário da Lei Bosman coincide com a estreia de uma Copa do Mundo de clubes inédita, com 32 equipes, vencida em julho pelo Chelsea, da Inglaterra.
Mas antes disso, a balança pendia para a América do Sul. Na Copa Intercontinental, o retrospecto era favorável aos sul-americanos até 1995: 20 títulos contra 14 dos europeus.
Depois, a ordem se inverteu. De 1996 a 2025, foram 25 conquistas europeias na Copa Intercontinental e no Mundial de Clubes, criado posteriormente, enquanto a América do Sul venceu seis, com o Corinthians como último campeão, em 2012.
Aos olhos da Europa, a América do Sul passou de rival a garimpo.
"Os jogadores", muitos de regiões pobres, "optam por irem cedo [muito jovens]", comenta o ex-jogador colombiano Hamilton Ricard.
Depois da decisão Bosman, equipes e olheiros perceberam que na América do Sul "existe uma mina de ouro", acrescenta Ricard.
Em 2025, a América do Sul bateu recordes de vendas (1.385) e transferências (US$ 709 milhões, ou R$ 3,8 bilhões na cotação atual), de acordo com a Fifa.
- Clubes transformados -
Antes da chegada de Ricard ao Middlesbrough, vindo do Deportivo Cali em 1997, Faustino Asprilla era o único colombiano a ter jogado na Inglaterra. Hoje, são mais de 20.
A cultura dos clubes europeus se transformou, pois "o número de jogadores estrangeiros aumentou muito", explica o advogado venezuelano Antonio Quintero, especialista em direito desportivo.
O último vencedor da Liga dos Campeões da Uefa antes da implementação da lei, o Ajax, tinha apenas três jogadores sem passaporte holandês.
Por outro lado, o Chelsea contava com 16 jogadores estrangeiros em seu elenco, incluindo quatro sul-americanos, na conquista da última Copa do Mundo.
"Se houvesse jogadores sul-americanos no Brasil, na Argentina, no Uruguai, os times americanos teriam mais chances", disse então o técnico do Paris Saint-Germain, Luis Enrique.
O caso mais representativo dessa transformação é o título da Champions que a Inter de Milão conquistou em 2010 com apenas um italiano em campo, o zagueiro Marco Materazzi.
- Jogadores mais velhos -
Nas Copas do Mundo de seleções, a tendência se repete: antes de 1995, a América do Sul liderava com oito títulos contra sete da Europa.
Após a aprovação da lei, apenas duas equipes sul-americanas foram campeãs, contra cinco da Europa.
Entre os muitos motivos, os especialistas citam o poder econômico dos clubes europeus e a saída prematura de jovens jogadores para a Europa quando eles estão apenas começando a se destacar nos clubes que os formaram.
Esse êxodo é "um problema", disse à AFP José Carlos Brunoro, ex-diretor do Palmeiras, que vivenciou essa transição.
Os clubes sul-americanos "precisam vender jogadores jovens muito cedo" para "manter os times", diz Brunoro. "Há um retorno financeiro" com as vendas, "mas não há retorno técnico".
Diante da dificuldade de segurar jovens promessas, "os clubes têm que contratar jogadores mais velhos", na maioria das vezes craques perto da aposentadoria, "para se manterem competitivos", acrescenta o dirigente.
O time titular do PSG, campeão europeu em maio, tinha uma média de idade de 25 anos, enquanto o do Flamengo, que venceu a Libertadores em novembro com um dos elencos mais caros da América, tinha uma média de idade de 31 anos.
"O que fazer para que isso não seja assim? Não vender jogadores. Impossível", disse recentemente o técnico do Rubro-Negro, Filipe Luís
P.Mira--PC