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Espanha desfalcada enfrenta Áustria por vaga nas oitavas da Copa
Uma seleção desfalcada que disputa cinco confrontos de mata-mata em 17 dias é o enorme desafio que a Espanha precisa superar se quiser conquistar sua segunda estrela, começando pelas fase de 16-avos de final da Copa do Mundo, às 16h (horário de Brasília) desta quinta-feira (2), contra a Áustria, em Los Angeles.
A 'Roja' chega ao mata-mata do Mundial com mais desfalques do que já começou o torneio e o intenso duelo em Guadalajara, a vitória por 1 a 0 sobre o Uruguai, na última sexta-feira, a deixou sem Yéremy Pino e Nico Williams.
Os dois pontas se juntaram no departamento médico a Víctor Muñoz, que ainda não estreou devido a uma lesão, de modo que Lamine Yamal é o único disponível para Luis de la Fuente.
"Sim, posso jogar 90 minutos contra a Áustria", declarou o jovem de 18 anos na terça-feira em uma entrevista de rádio, após uma entrada progressiva em campo na competição a qual também chegou depois de uma lesão.
Com Yamal presente, o treinador poderia devolver a titularidade a Dani Olmo, o jogador que mostrou melhor desempenho em uma Espanha até agora apagada, com exceção da goleada sobre a Arábia Saudita por 4 a 0 na segunda rodada da fase de grupos.
Olmo, titular naquele dia em Atlanta, havia começado no banco na estreia contra Cabo Verde (0 a 0) e voltou a ser decisivo contra o Uruguai.
Mais atrás, Rodri e Pedri foram titulares nas três partidas da primeira fase, em um meio-campo que carece de dinamismo e velocidade.
"Temos que nos aplicar para que a bola corra muito na velocidade à qual estamos acostumados, para gerar situações de desequilíbrio em diferentes áreas do campo", reconheceu De La Fuente.
- Quebrar maldição -
A última vez que a Espanha venceu um confronto eliminatório em uma Copa do Mundo foi quando se sagrou campeã na África do Sul em 2010.
Desde então, a seleção foi eliminada na fase de grupos em 2014 e nas oitavas de final em 2018 e 2022; em ambas as ocasiões, apresentou um desempenho fraco, sendo derrotada nos pênaltis pela Rússia e pelo Marrocos.
"Vai ser uma partida difícil, a Áustria é uma boa seleção que tem bons jogadores. Vimos que hoje qualquer seleção pode ganhar de outra", destacou o meio-campista Fabián Ruiz à AFP na terça-feira, em referência à eliminação da Alemanha pelo Paraguai um dia antes (1 a 1, 4-3 na disputa de pênaltis).
Além de quebrar a maldição de 2010, a seleção espanhola terá que elevar consideravelmente seu nível contra a Áustria, 23ª no ranking da Fifa e em trajetória ascendente nos últimos anos, como demonstrou com uma boa atuação contra a Argentina, apesar da derrota por 2 a 0 com dois gols de Lionel Messi.
Sem o brilho esperado de uma campeã europeia, a Espanha pode, ao menos, se orgulhar de sua solidez defensiva.
É a única seleção, junto com o México, que não sofreu gols no torneio. Prova de que De la Fuente está satisfeito com sua defesa é que o treinador praticamente não fez mudanças nos três jogos, com Aymeric Laporte e Pau Cubarsí na zaga, e Marc Cucurella na esquerda jogando todos os minutos, enquanto na direita Marcos Llorente atuou em duas partidas e Pedro Porro, em uma.
V.Dantas--PC