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Grupo de ex-jogadores manifesta apoio a Infantino em meio à crise na Fifa
Vários ex-jogadores de futebol, entre eles o italiano Fabio Cannavaro e o brasileiro Cafu, manifestaram apoio ao presidente da Fifa, Gianni Infantino, após a crise gerada pelo projeto — posteriormente abandonado — de abrir a Copa do Mundo e outros torneios a investimentos privados.
As mensagens de apoio a Infantino, que ocupa o cargo desde 2016, nas redes sociais surgem em contrapartida a uma carta na qual outro grupo de ex-jogadores, liderado pelo francês Mikaël Silvestre, pediu uma "mudança" na Fifa e acusou a liderança da entidade de estar "cega" pelo poder.
"Nos últimos dez anos, o futebol mundial melhorou" e os jogadores "voltaram a ocupar um lugar central", publicou nesta quarta-feira no Instagram Cannavaro, campeão mundial com a Itália na Copa de 2006, na Alemanha.
"Infantino tem feito um grande trabalho (...). Não reconhecer isso seria intelectualmente desonesto", acrescentou o ex-zagueiro, atual técnico da seleção do Uzbequistão.
Mensagens semelhantes foram publicadas na noite de terça-feira por ex-jogadores latino-americanos como Cafu e seu compatriota Roberto Carlos, os argentinos Javier Zanetti e Esteban Cambiasso, o colombiano Iván Ramiro Córdoba e o mexicano Jared Borgetti.
"Temos acompanhado o trabalho da Fifa e do presidente Infantino para promover a representatividade dos jogadores, algo que antes não existia", publicou Cafu, que conquistou a Copa do Mundo pela Seleção Brasileira em 1994 (nos Estados Unidos) e em 2002 (na Coreia do Sul e no Japão).
"Nossas opiniões são ouvidas", segundo cartas divulgadas por esse grupo, todas com a mesma estrutura e pequenas variações.
- "Basta!" -
Na segunda-feira, sob o slogan "Basta!", outros ex-jogadores exigiram mudanças na Fifa, embora sem mencionar expressamente Infantino.
"O poder nublou a capacidade da atual liderança de distinguir entre seus próprios interesses e o que realmente é melhor para o futebol", afirmaram em uma carta divulgada em três idiomas por iniciativa de Silvestre, que lidera um grupo de ex-jogadores contra o racismo.
O texto foi compartilhado, entre outros ex-astros, pelos franceses Emmanuel Petit e Robert Pires, pelo argentino Juan Sebastián Verón e pelo marfinense Didier Drogba, assim como pela jogadora inglesa Lucy Bronze, atual bicampeã europeia com a Inglaterra.
"Há muito tempo vemos decisões importantes sendo tomadas sem consultar nem levar em conta os jogadores" e "os torcedores", protestaram.
Embora várias vozes peçam sua renúncia, Infantino continua decidido a concorrer nas próximas eleições da Fifa, em 18 de março de 2027, em Rabat, no Marrocos. O ítalo-suíço preside a entidade máxima do futebol mundial desde 2016.
Várias federações nacionais retiraram publicamente seu apoio a ele, assim como as confederações da Europa (Uefa), da América do Norte, Central e Caribe (Concacaf) e da Ásia (AFC).
P.Serra--PC