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Três pontos-chave sobre a eleição no Chile que colocou Jara e Kast no 2º turno
A extrema direita ficou bem posicionada para chegar ao poder no Chile pela primeira vez desde o fim da ditadura militar, em 1990, após as eleições de domingo (16), que definiram a disputa presidencial no segundo turno, em 14 de dezembro, entre o ultraconservador José Antonio Kast e a esquerdista Jeannette Jara.
Confira a seguir alguns pontos-chave sobre as eleições de domingo (16), marcadas pelo medo da criminalidade e da imigração irregular.
- Vitória frágil da esquerda -
No primeiro turno, Jara teve 26,8% dos votos, frente a 23,9% para Kast.
Esta vantagem de apenas 2,9 pontos percentuais ficou abaixo das expectativas de sua coalizão de centro-esquerda.
O resultado de Jara está, inclusive, "abaixo do cenário mais catastrófico", disse à AFP Rodrigo Espinoza, analista da Universidade Diego Portales.
Mais que sua militância comunista, pesou seu papel como ministra do Trabalho do governo de Gabriel Boric. "Ser ministra e a continuadora de um governo que não atendeu às expectativas sempre representa um desafio", afirmou o especialista Rodrigo Arellano, da Universidad del Desarrollo (Universidade do Desenvolvimento em português).
Jara não conseguiu sequer igualar na votação o nível de aprovação que o presidente Boric tem atualmente entre os chilenos - 28%, segundo a última pesquisa do Centro de Estudos Públicos.
E sua margem para obter apoios até o segundo turno é estreita, segundo analistas.
A direita, representada por José Antonio Kast, Evelyn Matthei e Johannes Kaiser, somou mais de 50% dos votos.
O economista opositor Franco Parisi ficou em terceiro lugar, com 19,7%.
"Quase metade dos chilenos e chilenas não votaram nem em mim, nem em Kast, e a partir de amanhã vamos sair, falar com eles e ouvi-los atentamente", disse Jara a apoiadores.
- A fórmula do medo -
Embora o Chile seja um dos países mais seguros da região, nos últimos anos o país tem enfrentado um aumento dos homicídios e dos sequestros, que fez disparar a sensação de insegurança, o que propiciou a ascensão da extrema direita.
Os homicídios aumentaram 140% na última década, e passaram de uma taxa de 2,5 por 100.000 habitantes para 6 por 100.000 habitantes em 2024, segundo o governo. A média na América Latina é de 15 homicídios por 100.000 habitantes, segundo a ONU.
O contexto do medo da criminalidade "é bastante cômodo (...) para a direita mais radical, como aconteceu em outros lugares da América Latina e também no mundo", disse Espinoza.
Kast, um advogado de 59 anos, que desde sua campanha em 2021 defende a linha-dura, reforçou seu discurso com um "plano implacável" contra a criminalidade e a promessa de expulsar os 337.000 migrantes sem documentos no Chile, aos quais culpa pela insegurança.
Ter mantido esta posição todos estes anos permitiu que os eleitores "acreditassem mais nele", explica Arellano.
Se vencer, seu governo seria o primeiro de extrema direita no Chile desde a ditadura de Augusto Pinochet (1973-1990).
- O fator Parisi -
Em 2021, o economista de direita Franco Parisi surpreendeu ao alcançar o terceiro lugar com uma campanha virtual realizada a partir dos Estados Unidos. Nestas eleições, ele fez campanha no Chile e voltou a ficar em terceiro lugar.
Ele desbancou Kaiser e Matthei, que o superavam nas pesquisas, e mais uma vez terá uma das chaves do segundo turno.
Parisi lidera o Partido do Povo (Partido de la Gente), uma formação opositora que assegura representar o centro político e a classe média.
Em entrevista à AFP em setembro, disse que para ele era indiferente ser tachado de de "populista" e que está disposto a negociar com a direita e a esquerda.
"Tenho uma má notícia para Jara e Kast: vão ter que ganhar os votos na rua. Preciso de gestos deles. O problema é deles", disse Parisi em um discurso no domingo.
Jara já assegurou que incluirá algumas medidas do economista em seu programa. Kast não fez alusões a Parisi.
Os apoiadores de Parisi são aqueles "inconformados com a política e o governo", explicou Arellano, que considera mais provável que eles optem por Kast ou anulem o voto no segundo turno.
A.Seabra--PC