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Europa tem políticas migratórias mais seletivas e fronteiras menos permeáveis
As declarações do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que alertou para o possível desaparecimento da civilização europeia devido à aceitação excessiva de imigrantes, contrastam fortemente com a realidade no Velho Continente, que está endurecendo suas políticas de asilo e imigração.
No entanto, com o envelhecimento da população e a necessidade de mão de obra em diversos setores, os países europeus são obrigados a acolher cada vez mais trabalhadores estrangeiros.
- Europa, terra de imigração -
Globalmente, o número de estrangeiros na Europa continua aumentando, embora os fluxos migratórios tenham diminuído.
Segundo dados do Eurostat, em 1º de janeiro de 2024 quase 29 milhões de cidadãos de países terceiros residiam no continente, 6,4% da população. Em 2021, esse número era de 23,8 milhões.
Alemanha, Espanha, França e Itália concentram quase 70% dos estrangeiros residentes na União Europeia.
"Parte da nossa economia baseia-se na imigração", disse à AFP Matthieu Tardis, codiretor do centro de pesquisa independente Synergies Migrations. Como exemplo, citou a França, onde "a revolução industrial foi construída com mão de obra italiana e polonesa".
Atualmente, as permissões de residência por trabalho são a principal via de entrada na União Europeia. Em 2024, foram emitidos 1,1 milhão de títulos deste tipo, representando 32% do total, em comparação com 589 mil em 2015 (29,6%).
Em alguns setores, os estrangeiros estão "super-representados" em relação à sua proporção na população europeia, especialmente na área da saúde e da construção civil, indica o pesquisador.
Os médicos estrangeiros representam 22% do total na Alemanha, 18% na França e até 41% no Reino Unido, segundo dados da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE).
- Menos solicitantes de asilo e chegadas irregulares -
No final de 2024, o Eurostat registrou um milhão de solicitantes de asilo na Europa, uma queda de 11% em comparação com 2023.
Desses, menos da metade (438.000) obteve o status de refugiado, que lhes garante o direito de permanecer no país.
O número de solicitantes de asilo não retornou aos níveis observados durante a crise migratória de 2015, quando centenas de milhares de refugiados sírios que fugiam da guerra chegaram à Europa. Naquela época, foram registrados 1,3 milhão de pedidos.
Em relação à imigração irregular, foram relatadas aproximadamente 200.000 chegadas irregulares às costas europeias em 2024, cinco vezes menos do que em 2015, segundo dados das Nações Unidas.
Essa diminuição se explica, em parte, pelos acordos com Turquia, Líbia e Tunísia para controlar as partidas. Esses pactos têm sido alvo de fortes críticas, especialmente em relação aos direitos humanos.
- Políticas mais restritivas -
Na Alemanha, país que abriga o maior número de estrangeiros na União Europeia, o conservador Friedrich Merz implementou uma política de asilo mais restritiva desde que assumiu o poder em maio.
Até agora, neste ano, o número de solicitações de asilo na Alemanha caiu mais da metade em comparação com 2024.
A nível da UE, os 27 Estados-membros adotaram, na segunda-feira, diversos textos para regulamentar de forma mais rigorosa a chegada e o retorno de migrantes, abrindo caminho para a criação de centros de acolhimento fora da UE. O Parlamento Europeu ainda precisa dar sua aprovação.
A Itália já assinou um acordo controverso com a Albânia para terceirizar o processamento de pedidos de asilo de pessoas interceptadas no mar. No entanto, a iniciativa continua bloqueada por múltiplos recursos judiciais.
Desde que assumiu o poder em 2022, a primeira-ministra italiana, Giorgia Meloni, líder do partido de extrema direita Irmãos da Itália (Fratelli d'Italia), fez do combate à imigração irregular uma de suas prioridades.
Ao mesmo tempo, o governo italiano aumentou o número de vistos de trabalho concedidos: 450.000 entre 2023 e 2025, em comparação com 75.700 em 2022. A medida visa aliviar a escassez de mão de obra em um país com população envelhecida e afetado por uma queda na taxa de natalidade.
Este duplo padrão também é observado na Hungria, onde apenas 29 solicitantes de asilo foram registrados em 2024 (excluindo os da Ucrânia).
Paralelamente, o número de estrangeiros aumentou na última década sob o governo do nacionalista Viktor Orbán, por meio de sua política de "trabalhadores convidados". O número subiu de aproximadamente 146.000 para mais de 255.000 previstos para 2025.
Fora da UE, no Reino Unido, a imigração líquida caiu 69% em um ano em 2025, segundo o Gabinete Nacional de Estatísticas.
Os dados confirmam uma tendência de queda desde o pico atingido em 2023, como consequência das políticas do governo conservador anterior. As travessias irregulares pelo Canal da Mancha, no entanto, continuam.
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C.Amaral--PC