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Marcha silenciosa na Dinamarca contra críticas de Trump à Otan no Afeganistão
Entre 8 a 10 mil pessoas participaram, neste sábado (31), de uma marcha silenciosa, em Copenhague, organizada pela Associação de Veteranos da Dinamarca, para protestar contra o presidente americano, Donald Trump, que questionou o papel das tropas europeias da Otan no Afeganistão.
Trump provocou indignação na Dinamarca e Europa, em 22 de janeiro, após falar que tropas europeias da Otan "ficaram um pouco para trás, um pouco fora das linhas de frente" durante o conflito de 20 anos no Afeganistão.
O país escandinavo lutou ao lado das forças americanas durante a Guerra do Golfo, assim como no Afeganistão e Iraque.
A polícia disse à AFP que calcula que havia "pelo menos 10 mil" manifestantes e os organizadores estimam entre 8 e 10 mil.
"A manifestação se chama #NoWords (#SemPalavras) porque isso realmente descreve como nos sentimos. Não temos palavras", declarou o vice-presidente da associação de veteranos, Soren Knudsen, à AFP.
"Queremos dizer aos americanos que o que Trump disse é um insulto para nós e para os valores que defendemos juntos", acrescentou.
Os manifestantes que lideravam o cortejo carregavam uma grande faixa vermelha com a frase "Sem palavras", e outros seguravam cartazes feitos à mão que diziam "Trump é tão buro" ou "Peça desculpas, Trump".
Na terça-feira (20), foram colocadas 44 bandeiras dinamarquesas com os nomes dos soldados mortos diante da embaixada americana em Copenhague, mas a embaixada as retirou e depois pediu desculpas.
"Sentimos profundo respeito pelos veteranos dinamarqueses e pelos sacrifícios que os soldados dinamarqueses fizeram pela nossa segurança comum. Não houve qualquer má intenção por trás da remoção das bandeiras", afirmou a embaixada em sua página do Facebook, precisando que os vasos de flores eram de sua propriedade.
Na sexta-feira (30), a embaixada colocou 44 bandeiras dinamarquesas nos canteiros, e, neste sábado, foram acrescentadas mais 52, com nomes escritos: 44 pelos dinamarqueses mortos no Afeganistão e oito pelos que morreram no Iraque.
Um minuto de silêncio foi respeitado diante da embaixada.
M.Carneiro--PC