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Síria começou a destruir as armas químicas da época de Bashar al-Assad
A Síria começou a destruir as armas químicas da época do governo de Bashar al-Assad, derrubado em 2024, anunciou nesta quinta-feira (3), perante o Conselho de Segurança, o representante de Damasco na ONU.
"Este é o primeiro processo de destruição desde que fomos libertados do regime anterior", declarou Ibrahim Olabi, qualificando-o como um "momento histórico".
Em 21 de agosto de 2013, um ataque químico atribuído ao governo sírio — que havia negado qualquer envolvimento — em Ghuta Oriental, um subúrbio de Damasco, causou mais de 1.400 mortes, segundo os serviços de inteligência dos Estados Unidos.
As imagens de homens, mulheres e sobretudo crianças inconscientes, com espuma na boca, comoveram o mundo inteiro.
A Síria aderiu, posteriormente, à Organização para a Proibição das Armas Químicas (Opaq), e aceitou entregar suas reservas de produtos tóxicos para sua destruição, sob pressão da Rússia e dos Estados Unidos.
Mas o governo de Assad não declarou todo seu arsenal e tentou enganar os inspetores. O ex-mandatário foi acusado diversas vezes de usar armas químicas durante os mais de 13 anos de guerra civil na Síria.
Após sua queda, as novas autoridades de Damasco prometeram cooperar com a Opaq para destruir esse arsenal.
Da mesma forma, autorizaram a presença permanente dos inspetores da organização para identificar os locais suspeitos de abrigar armas químicas e interrogar testemunhas dos ataques anteriores.
O início do processo de destruição destas armas é "um exemplo do que a diplomacia, combinada com a determinação, verdadeira vontade política e a cooperação internacional, pode concretamente permitir no terreno", destacou Ibrahim Olabi perante o Conselho de Segurança.
G.Machado--PC