-
Borussia Dortmund vence Eintracht (3-2) e garante vice-campeonato da Bundesliga
-
Messi aponta França e Espanha como favoritas na Copa do Mundo de 2026
-
Medo do hantavírus revive teorias da conspiração sobre pandemia de covid
-
Derrota trabalhista em eleições locais britânicas impulsiona partido anti-imigração Reform UK
-
Trump anuncia cessar-fogo de 3 dias entre Ucrânia e Rússia
-
Mulher que esteve com holandesa falecida tem suspeita de hantavírus
-
NFL assina acordo de sete anos com os árbitros
-
Rubio pede aos europeus que ajudem os EUA no Irã
-
Bournemouth afasta lateral espanhol Álex Jiménez por enviar mensagens a menina de 15 anos
-
Djokovic é eliminado em sua estreia no Masters 1000 de Roma
-
Tribunal dos EUA anula novo mapa eleitoral favorável aos democratas na Virgínia
-
Starmer descarta renunciar após eleições locais britânicas impulsionarem extrema direita
-
A um mês da Copa, canadense Alphonso Davies ficará afastado por 'várias semanas', diz Bayern
-
Swiatek sofre, mas avança no Aberto de Roma; Jódar segue crescendo
-
Ataques cruzados entre EUA e Irã elevam tensões no Oriente Médio
-
Dois agentes da Guarda Civil morrem durante perseguição a uma lancha de narcotráfico no sul da Espanha
-
Pentágono publica documentos secretos sobre OVNIs
-
Omar García Harfuch, o 'Batman' do México
-
Queda de drone provoca grande incêndio florestal na área de exclusão de Chernobyl
-
Criação de empregos nos EUA aumentou mais do que o esperado em abril
-
Rússia e Ucrânia se atacam mutuamente apesar da trégua decretada por Moscou
-
Reféns mantidos em banco na Alemanha são libertados
-
Dolarização formal, um sonho tentador na Venezuela tutelada por EUA
-
OMS reitera que risco do hantavírus para população é mínimo
-
África e Arsenal, um romance que continua vivo
-
Starmer descarta renúncia apesar dos resultados 'dolorosos' nas eleições locais britânicas
-
Direitista Laura Fernández assume, com seu antecessor, governo de linha dura na Costa Rica
-
Rubi de 11.000 quilates é descoberto em Mianmar
-
Taiwan recebe presidente do Paraguai e China insta Assunção a 'romper' essa relação
-
Leão XIV celebra um ano de pontificado em Pompeia e Nápoles
-
Starmer assume 'responsabilidade' por resultados 'dolorosos' nas eleições locais britânicas
-
Trump afirma que cessar-fogo prossegue apesar dos novos confrontos com o Irã
-
Rússia derruba dezenas de drones desde início de trégua unilateral com Ucrânia
-
Conmebol cancela Independiente Medellín-Flamengo na Colômbia após incidentes com torcedores
-
Grama natural é instalada no estádio da final da Copa do Mundo
-
OMS alerta sobre mais casos de hantavírus, mas espera que surto em navio seja 'limitado'
-
Independiente Medellín-Flamengo é interrompido por protestos de torcedores colombianos
-
Trump sanciona Gaesa e mineradora canadense Sherritt em nova escalada contra Cuba
-
Corinthians avança às oitavas da Libertadores após empate (1-1) entre Platense e Peñarol no Grupo E
-
Valverde e Tchouaméni podem sofrer sanções do Real Madrid após briga
-
Venezuela reconhece morte de preso político quase um ano depois
-
Sinner exige "respeito" dos Grand Slams em meio a disputa sobre premiação
-
Sabalenka, Gauff e Andreeva estreiam com vitórias no WTA 1000 de Roma
-
Crystal Palace e Rayo Vallecano farão final da Conference League
-
Atores gerados por IA não poderão ser premiados no Globo de Ouro
-
Aston Villa e Freiburg vão se enfrentar na final da Liga Europa
-
Governadora de Nova York ordena que agentes do ICE atuem com rosto descoberto
-
Preços do petróleo fecham sessão com leve queda
-
Surto de 2018 na Argentina dá pistas sobre como o hantavírus se propaga
-
Israel e Líbano vão dialogar nos EUA, que espera resposta do Irã à sua proposta
Uma noite nos Museus do Vaticano com Gianni, guardião de suas 2.797 chaves
Durante a noite, Gianni Crea empurra a porta de entrada dos Museus do Vaticano, com um imponente chaveiro em mãos para abrir as galerias, que estão entre as mais visitadas no mundo.
"Há exatamente 2.797 chaves. Cada uma tem de uma a cinco cópias, ou seja, temos mais de 10.000", disse com orgulho o romano, de cerca de 50 anos.
Da monumental escadaria de Bramante à Galeria dos Mapas Geográficos, Gianni Crea caminha entre esculturas de mármore, antiguidades romanas e obras do Renascimento.
Em algumas horas, milhares de turistas lotarão as 1.400 salas. Antes do amanhecer, apenas o som metálico de seu chaveiro interrompe o silêncio dos aposentos à meia luz.
Raphael, Da Vinci, Caravagio... "Cada canto é um pedaço de História", disse Gianni, de terno e gravata, durante a visita exclusiva de uma equipe da AFP.
Para cumprir, de manhã e de noite, os sete quilômetros do itinerário, ele coordena uma equipe de dez "clavigeri" (literalmente "aqueles que carregam chaves").
"Os museus são divididos em quatro zonas. Cada 'clavigero' abre de 60 a 75 portas, ou seja um total de mais de 270 portas por dia", afirma.
Seus 25 anos de ofício não apagaram seu olhar apaixonado. "Sempre há o que aprender", afirma.
- Nos bastidores -
Entre a quantidade de chaves, algumas se destacam. A mais antiga, de 1771, abre o Museu Pio-Clementino e mede uns quinze centímetros.
Outras têm uma etiqueta amarela: durante o conclave, são as que dão acesso às salas onde os cardeais se reúnem a portas fechadas para eleger o papa.
A mais valiosa é a única que não tem um número: a que abre a Capela Sistina, onde estão os afrescos de Michelangelo.
Segundo o estrito protocolo, é colocada todas as noites em um envelope lacrado, guardado em um cofre, protegido por um bunker.
Nos últimos anos, sua caminhada matutina se tornou menos solitária: graças a um ingresso "VIP", pequenos grupos de até 20 visitantes podem conhecer os bastidores desconhecidos do grande público, uma iniciativa do diretor anterior.
- "Privilégio" -
A visita começa em um amplo elevador de madeira envernizada com uma vista única da Cidade Eterna e da exuberante vegetação dos Jardins do Vaticano, dominados pela cúpula de São Pedro.
Mas o centro da mostra é a Capela Sistina, joia da arte e da arquitetura, a preferida dos visitantes.
Deste "privilégio extraordinário", cada visitante desfruta "a emoção de estar sozinho" e a possibilidade de "contemplar as obras com total tranquilidade", afirma Gianni.
Contratado em 1998 por intermédio de um padre da sua paróquia, este jovial católico viu como a sua missão evoluiu à medida que os museus se expandiam.
"Quando entrei, éramos apenas três", indica.
"Pouco a pouco, comecei a aprender diversos idiomas - inglês, espanhol, francês - e a estudar a história da arte para aprofundar meus conhecimentos. São nossas raízes e sou muito feliz", afirma.
Gianni, que já trabalhou com três papas - João Paulo II, Bento XVI e Francisco - já se encontrou com o pontífice argentino, mas ainda não teve a oportunidade de oferecer-lhe uma visita privada. "É sua casa e pode vir quando quiser", brinca.
A.Magalhes--PC