-
Derrota trabalhista em eleições locais britânicas impulsiona partido anti-imigração Reform UK
-
Trump anuncia cessar-fogo de 3 dias entre Ucrânia e Rússia
-
Mulher que esteve com holandesa falecida tem suspeita de hantavírus
-
NFL assina acordo de sete anos com os árbitros
-
Rubio pede aos europeus que ajudem os EUA no Irã
-
Bournemouth afasta lateral espanhol Álex Jiménez por enviar mensagens a menina de 15 anos
-
Djokovic é eliminado em sua estreia no Masters 1000 de Roma
-
Tribunal dos EUA anula novo mapa eleitoral favorável aos democratas na Virgínia
-
Starmer descarta renunciar após eleições locais britânicas impulsionarem extrema direita
-
A um mês da Copa, canadense Alphonso Davies ficará afastado por 'várias semanas', diz Bayern
-
Swiatek sofre, mas avança no Aberto de Roma; Jódar segue crescendo
-
Ataques cruzados entre EUA e Irã elevam tensões no Oriente Médio
-
Dois agentes da Guarda Civil morrem durante perseguição a uma lancha de narcotráfico no sul da Espanha
-
Pentágono publica documentos secretos sobre OVNIs
-
Omar García Harfuch, o 'Batman' do México
-
Queda de drone provoca grande incêndio florestal na área de exclusão de Chernobyl
-
Criação de empregos nos EUA aumentou mais do que o esperado em abril
-
Rússia e Ucrânia se atacam mutuamente apesar da trégua decretada por Moscou
-
Reféns mantidos em banco na Alemanha são libertados
-
Dolarização formal, um sonho tentador na Venezuela tutelada por EUA
-
OMS reitera que risco do hantavírus para população é mínimo
-
África e Arsenal, um romance que continua vivo
-
Starmer descarta renúncia apesar dos resultados 'dolorosos' nas eleições locais britânicas
-
Direitista Laura Fernández assume, com seu antecessor, governo de linha dura na Costa Rica
-
Rubi de 11.000 quilates é descoberto em Mianmar
-
Taiwan recebe presidente do Paraguai e China insta Assunção a 'romper' essa relação
-
Leão XIV celebra um ano de pontificado em Pompeia e Nápoles
-
Starmer assume 'responsabilidade' por resultados 'dolorosos' nas eleições locais britânicas
-
Trump afirma que cessar-fogo prossegue apesar dos novos confrontos com o Irã
-
Rússia derruba dezenas de drones desde início de trégua unilateral com Ucrânia
-
Conmebol cancela Independiente Medellín-Flamengo na Colômbia após incidentes com torcedores
-
Grama natural é instalada no estádio da final da Copa do Mundo
-
OMS alerta sobre mais casos de hantavírus, mas espera que surto em navio seja 'limitado'
-
Independiente Medellín-Flamengo é interrompido por protestos de torcedores colombianos
-
Trump sanciona Gaesa e mineradora canadense Sherritt em nova escalada contra Cuba
-
Corinthians avança às oitavas da Libertadores após empate (1-1) entre Platense e Peñarol no Grupo E
-
Valverde e Tchouaméni podem sofrer sanções do Real Madrid após briga
-
Venezuela reconhece morte de preso político quase um ano depois
-
Sinner exige "respeito" dos Grand Slams em meio a disputa sobre premiação
-
Sabalenka, Gauff e Andreeva estreiam com vitórias no WTA 1000 de Roma
-
Crystal Palace e Rayo Vallecano farão final da Conference League
-
Atores gerados por IA não poderão ser premiados no Globo de Ouro
-
Aston Villa e Freiburg vão se enfrentar na final da Liga Europa
-
Governadora de Nova York ordena que agentes do ICE atuem com rosto descoberto
-
Preços do petróleo fecham sessão com leve queda
-
Surto de 2018 na Argentina dá pistas sobre como o hantavírus se propaga
-
Israel e Líbano vão dialogar nos EUA, que espera resposta do Irã à sua proposta
-
CBF quer anunciar renovação de Ancelotti antes da Copa do Mundo
-
Zelensky recomenda que líderes estrangeiros evitem Dia da Vitória em Moscou
-
Trump se mostra satisfeito com reunião com 'dinâmico' Lula
Ponte entre Sicília e Calábria, uma promessa recorrente
Uma ponte suspensa entre a Sicília e a ponta da bota italiana? O governo de Giorgia Meloni reiniciou este projeto caro, que gera polêmica há meio século e que, segundo vários observadores, nunca sairá do papel.
Com essa ponte, seria possível atravessar da Calábria para a Sicília em quinze minutos de carro, graças a uma rodovia de seis faixas, e também de trem.
No entanto, os fortes ventos que atingem o estreito de Messina, às vezes com rajadas de mais de 100 km/h, poderiam colocar em risco sua estabilidade. Além disso, essa zona do sul da Itália está localizada no limite entre duas placas tectônicas e já foi palco de terremotos devastadores.
Apesar de tudo, o governo afirma que a infraestrutura será construída com a tecnologia mais avançada e que a parte suspensa entre seus dois pilares, assentados no mar, seria a mais longa do mundo, com 3,3 km.
A população, no entanto, está cética, uma vez que não são poucas as obras que, apesar de terem sido anunciadas e financiadas, nunca se tornaram realidade devido à corrupção ou à instabilidade política do país.
"A população local não confia na classe política nem nesses projetos, que se transformam em obras intermináveis", explica à AFP Luigi Storniolo, do coletivo No Ponte (Não à ponte).
O governo italiano pretende investir 13,5 bilhões de euros (85 bilhões de reais), financiados pelo Estado com uma contribuição das regiões.
Segundo o ministro de Infraestruturas e Transportes, Matteo Salvini, a ponte "será um acelerador do desenvolvimento" e servirá para impulsionar as trocas comerciais com a Sicília, que exporta principalmente produtos petrolíferos.
Atualmente, a Sicília é afetada por um "custo de insularidade" de cerca de 6,5 bilhões de euros (41 bilhões de reais) por ano, afirma um estudo publicado pela região.
Espera-se que o Executivo aprove o projeto neste mês de junho e que as obras comecem "neste verão" (norte), segundo Salvini. Supunha-se que deveriam ter começado no verão de 2024, mas foram adiadas.
A primeira lei que previa a construção dessa ponte data de 1971 e, dez anos depois, foi fundada a empresa que deveria edificá-la, Stretto di Messina Spa.
Durante décadas, governos sucessivos cancelaram o projeto e o colocaram novamente na gaveta, até que o Executivo central decidiu renunciar a ele em 2012, em um contexto de crise da dívida.
Mas, desde que o governo da ultradireitista Giorgia Meloni chegou ao poder em 2022, tem defendido a iniciativa.
Para Salvini, a ponte de Messina seria também uma ferramenta de "luta contra a máfia" que "passa pela criação de oportunidades de emprego e esperança para os jovens da região".
No entanto, tanto especialistas quanto políticos locais temem que as máfias calabresa e siciliana, a 'Ndrangheta e a Cosa Nostra, respectivamente, acabem tirando proveito deste projeto faraônico.
É que a máfia se adaptou aos tempos modernos e agora faz parte da economia local. Já não se impõem "com o fuzil, mas se infiltram por outras vias mais sofisticadas", explica à AFP Rocco Sciarrone, doutor em Sociologia na Universidade de Turim e especializado em crime organizado.
A máfia integrou a economia legal por meio de empresas de fachada, testas-de-ferro e redes de corrupção, em setores como "as escavações, a fabricação de cimento e a contratação de mão de obra", segundo Sciarrone.
prdt/gab-glr/jvb/avl/dd/yr
J.V.Jacinto--PC