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Argentina em greve geral contra a reforma trabalhista de Milei
O presidente argentino, Javier Milei, enfrenta a quarta greve geral em dois anos de governo, uma medida de força contra sua reforma trabalhista, que ele busca avançar nesta quinta-feira(19) no Congresso, em um contexto de crescente resistência social.
A reforma, qualificada de “regressiva e inconstitucional” pela central sindical, reduz as indenizações, estende a jornada de trabalho para 12 horas e limita o direito de greve.
O governo afirma que ajudará a reduzir a informalidade, que atinge mais de 40% do mercado de trabalho, e a criar empregos graças a uma menor carga tributária sobre os empregadores.
A greve de 24 horas, iniciada à meia-noite, foi acatada pela maioria dos sindicatos, e as poucas linhas de ônibus que desconsideraram a convocação circulavam quase vazias nas principais avenidas da capital argentina, constatou a AFP. O trânsito de automóveis particulares estava incomumente intenso.
Nas primeiras horas do dia, redes de supermercados, farmácias e comércios mantinham suas portas fechadas. Nas grandes estações de trem e nos principais pontos de transporte coletivo não se via o habitual vai e vem de pessoas indo para o trabalho.
“Vim trabalhar porque tenho medo de perder meu emprego, mas não estou conseguindo chegar, vou ter que ir a pé. A lei é ruim, nós trabalhadores estamos sofrendo muito”, disse à AFP Nora Benítez, a enfermeira de 46 anos que trabalha a cerca de 5 quilômetros de sua casa, em Flores, resignada a caminhar por ruas com mau cheiro devido à interrupção da coleta de lixo.
A reforma, aprovada no Senado, será debatida nesta quinta-feira a partir das 14h locais (mesmo horário em Brasília) na Câmara dos Deputados. Sindicatos e partidos políticos de oposição convocaram manifestações em frente ao Congresso.
Um polêmico artigo que reduzia pela metade o salário em caso de doença foi retirado pela base governista, que busca transformar a reforma em lei antes de 1º de março, quando Milei fará seu discurso ao Congresso para abrir a legislatura.
A greve e o debate na Câmara ocorrem enquanto Milei viaja aos Estados Unidos, onde participa do Conselho da Paz convocado por seu aliado, o presidente Donald Trump.
Se as mudanças forem aprovadas na Câmara, a reforma voltará ao Senado, que poderá convertê-la em lei na semana que vem.
Trata-se de uma das reformas que Milei planeja aprovar na segunda metade de seu mandato, impulsionado por uma composição muito mais favorável no Congresso após sua vitória nas legislativas de outubro e pelo sucesso na redução da inflação a um terço em dois anos (32% em 12 meses).
- Fechamentos e demissões -
Em vários pontos de acesso à capital argentina, desde as periferias norte e sul, pequenos grupos de manifestantes atrapalharam o trânsito em repúdio à reforma.
A greve ocorre em um contexto de colapso da atividade industrial, com mais de 21.000 empresas fechadas nos últimos dois anos e a perda de cerca de 300.000 postos de trabalho, segundo fontes sindicais.
O caso mais recente é o da Fate, a principal fábrica de pneus da Argentina e um símbolo da indústria nacional, que na quarta-feira anunciou o fechamento de sua planta em Buenos Aires e a demissão de mais de 900 trabalhadores, alegando queda de competitividade devido à abertura indiscriminada das importações.
Cerca de 255 voos da estatal Aerolíneas Argentinas foram reprogramados, afetando aproximadamente 31.000 passageiros. O saguão do aeroporto metropolitano de Buenos Aires estava quase deserto e os aviões parados na pista, observou a AFP.
Também aderiram os trabalhadores portuários, que paralisaram embarques em terminais como a de Rosário, um dos maiores portos agroexportadores do mundo.
- Mobilização -
Embora a greve da Confederação Geral do Trabalho (CGT) não tenha feito convocações, diferentes sindicatos e agrupações políticas anunciaram que marcharão a partir de meio-dia até a Praça do Congresso, no centro de Buenos Aires.
Na semana passada, quando o projeto de reforma trabalhista foi debatido pelo Senado, milhares de pessoas se reuniram em manifestações que terminaram em confrontos com a polícia e cerca de trinta detidos.
O governo divulgou na terça-feira um comunicado incomum, no qual advertiu a imprensa sobre o “risco” de cobrir os protestos e estabeleceu uma “zona exclusiva” em uma das ruas laterais da praça para jornalistas.
“Diante de fatos de violência, nossas forças atuarão”, diz o texto do Ministério da Segurança, que recomendou aos jornalistas “evitar posicionar-se entre eventuais focos de violência e o pessoal das forças de segurança”.
O.Gaspar--PC