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Starmer promete 'retomar o controle' das fronteiras britânicas em seu plano para reduzir a imigração
O primeiro-ministro trabalhista britânico, Keir Starmer, prometeu nesta segunda-feira (12) "finalmente retomar o controle das fronteiras de seu país" ao anunciar um plano para reduzir a imigração, em um momento em que a extrema direita ganha espaço no Reino Unido.
"Todas os setores do sistema de imigração, incluindo vistos de trabalho, vistos de reagrupamento familiar e vistos de estudante, serão reforçados para que possamos controlá-los melhor", declarou, ao apresentar seu plano em uma coletiva de imprensa.
Starmer indicou que o plano levará a uma "redução significativa na imigração". A ministra do Interior, Yvette Cooper, deve apresentar seus detalhes ao Parlamento nesta segunda-feira.
O partido de extrema direita Reform UK venceu uma eleição parcial na Inglaterra em 2 de maio e em várias votações locais ganhou terreno dos conservadores e trabalhistas, que enfrentaram seu primeiro teste desde que chegaram ao poder em julho.
Os trabalhistas (centro-esquerda) perderam uma cadeira no Parlamento para o Reform UK em um distrito eleitoral no noroeste da Inglaterra.
Farage, um dos maiores defensores do Brexit, que liderou uma campanha focada no combate à migração, comemorou os resultados.
"Podemos e vamos vencer as próximas eleições gerais" programadas para 2029, afirmou Farage.
Em coletiva de imprensa nesta segunda-feira em Downing Street, Starmer disse que a implementação de seu plano "será mais rigorosa do que nunca, e o número de migrantes diminuirá".
- Lema do Brexit -
Com sua frase "finalmente retomar o controle de nossas fronteiras", Starmer usou o lema dos defensores do Brexit, que a transformaram em um argumento a favor da saída do Reino Unido da União Europeia.
"Criaremos um sistema controlado, seletivo e justo, em total ruptura com o passado", insistiu Starmer, já que a imigração líquida atingiu 728.000 entre junho de 2023 e junho de 2024, e quase um milhão no ano anterior.
O governo também está sob pressão para conter o fluxo de migrantes que cruzam o Canal da Mancha da França para a Inglaterra em pequenas embarcações.
Mais de 36.800 pessoas fizeram a viagem no ano passado, segundo dados do governo britânico, e 84 pessoas morreram tentando a travessia em 2024, sendo pelo menos 14 crianças.
O governo de Starmer diz que deportou mais de 24.000 pessoas sem o direito de permanecer no Reino Unido desde a eleição de julho de 2024, a maior taxa em oito anos.
A partir de agora, será mais difícil obter uma autorização de residência permanente, explicou Downing Street, e será necessário ter dez anos de residência no país, em vez dos cinco atuais.
Além disso, dependentes adultos de portadores de visto precisarão demonstrar um nível de inglês suficiente para entrar no Reino Unido, com o objetivo de reduzir o número de vistos familiares.
O plano também prevê condições mais rígidas para concessão de vistos de trabalho, segunda principal forma de acolhimento de estrangeiros no país (369 mil em 2024).
"Durante anos, nosso sistema incentivou as empresas a contratar trabalhadores com salários mais baixos, em vez de investir em nossos jovens", disse Keir Starmer, declarando que quer "uma ruptura total com o passado".
B.Godinho--PC