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'Diddy' Combs recebe pena de mais de quatro anos de prisão
O rapper e empresário musical Sean "Diddy" Combs foi condenado nesta sexta-feira (3) a quatro anos e dois meses de prisão, por acusações de tráfico de pessoas com fins de prostituição.
A promotoria havia pedido 11 anos de prisão, mas o juiz Arun Subramanian anunciou uma sentença de 50 meses.
A audiência de sentença teve início hoje em um tribunal de Nova York, na presença da família de Diddy. Ao dirigir-se ao local, o rapper disse que estava "verdadeiramente arrependido" de suas ações, e pediu ao juiz "uma nova chance": "Peço misericórdia."
A promotora Christy Slavik reiterou nesta sexta-feira que uma sentença severa se justificava dado o número de vítimas, a gravidade de seu sofrimento e o fato de que os crimes ocorreram durante 15 anos.
Já a advogada de Diddy, Nicole Westmoreland, pediu ao juiz uma sentença de 14 meses. Essa pena permitiria que Sean Combs fosse libertado antes do fim do ano, considerando o tempo que passou em prisão preventiva no Brooklyn.
Emocionada, Nicole disse que Combs é uma "inspiração" para a comunidade negra e um defensor da justiça social. "É apenas um ser humano. Cometeu erros", mas "está arrependido" e "não beneficia a ninguém trancá-lo em uma prisão", assinalou.
Os seis filhos adultos de Combs realizaram uma emotiva súplica a favor de seu pai, e o mais velho, Quincy Brown, o qualificou de "um homem mudado". "Por favor, por favor, deem à nossa família a oportunidade de nos curar juntos", pediu uma de suas filhas, D'Lila Combs.
- Carta ao juiz -
Em carta enviada ontem ao juiz, Diddy, 55, pediu perdão e “misericórdia”, e disse estar “arrasado” pelo que fez após se perder "nas drogas e nos excessos”.
Em julho, após dois meses de deliberações, o júri rejeitou as acusações mais graves de tráfico sexual e conspiração contra o rapper, o que evitou a pena de prisão perpétua. No entanto, Diddy foi condenado por duas acusações de tráfico de pessoas com fins de prostituição.
A cantora Cassie Ventura, que namorou o rapper entre 2007 e 2018, pediu que o juiz levasse em conta “as muitas vidas que Sean Combs afetou”. “Ainda tenho pesadelos, flashbacks diários e continuo precisando de tratamento psicológico”, escreveu em carta, afirmando que ela e sua família deixaram Nova York por medo de represálias caso o astro fosse libertado.
Diddy, que durante o julgamento aparentava mais idade, com cabelo e barba grisalhos, foi acusado de obrigar mulheres - incluindo Cassie e uma parceira mais recente que testemunhou sob o pseudônimo de “Jane” - a participar de maratonas sexuais com garotos de programa enquanto ele se masturbava ou filmava.
O rapper também foi acusado de criar uma rede criminosa para organizar essas atividades, conhecidas como “freak-offs” ou “noites no hotel”.
"Toda a sala do tribunal viu imagens reais de Combs me chutando e socando enquanto eu tentava escapar de uma 'freak off' em 2016", escreveu Cassie.
E.Borba--PC