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No Quênia, movimento religioso celebra o Natal acreditando em um 'messias negro'
Em uma pequena sala iluminada por velas no oeste do Quênia, fiéis vestidos de branco rezam pelo Natal diante de uma foto de "Mãe Maria", mulher africana e cofundadora da Legião de Maria, um movimento religioso que acredita em um "messias negro".
Horas antes, um repórter da AFP encontrou um homem que se apresentou como profeta, Stephen Benson Nundu, entre as milhares de pessoas que participavam do encontro religioso na quarta, quinta e sexta-feira, segundo os organizadores.
Nundu carregava uma foto emoldurada de Baba Simeo Melchior, o falecido "messias negro", retratado com as mãos juntas, o olhar fixo na câmera e um grande medalhão no peito.
"Hoje é um grande dia porque a Virgem Maria está dando à luz o rei Jesus no mundo dos negros", declarou ele.
Fundada em 1966, a Legião de Maria (Legio Maria na língua luo, etnia à qual muitos de seus membros pertencem) teve início com "aparições repetidas", desde 1938, de uma "mulher mística a diversos membros da Igreja Católica Romana, transmitindo mensagens sobre a encarnação do filho de Deus em um homem negro", segundo seu site.
Um de seus cofundadores, Simeo Ondeto, mais tarde se tornou Baba (Pai) Simeo Melchior, o messias, "o filho de Deus que retornou à Terra, o líder espiritual eterno" da Legião de Maria, de acordo com a mesma fonte.
O movimento religioso afirma ter milhões de fiéis no Quênia e em outros oito países africanos, incluindo Sudão e República Democrática do Congo.
"O messias Baba veio para os africanos e acreditamos que ele é realmente Jesus Cristo", diz o cardeal Timothy Lucas Abawao, secretário-geral adjunto da Legião de Maria, vestido com uma batina azul e vermelha, com o torso adornado com um grande crucifixo de metal.
- "Tinha que ser negro" -
"Ele assumiu a mesma cor para que os negros pudessem entendê-lo em sua própria língua e receber a salvação", continua ele, entrevistado durante as celebrações de Natal em Nzoia, um dos principais locais de culto do movimento religioso.
Em um contexto pós-colonial, a Legião de Maria não é a única organização religiosa africana que apresenta um ser supremo negro.
Na África do Sul, Isaiah Shembe recebeu instruções divinas em 1913 para fundar a Igreja Batista de Nazaré, segundo seus fiéis, muitos dos quais o consideram um messias. Ele morreu em 1935, mas sua Igreja ainda reivindica milhões de seguidores.
No antigo Congo belga (atual República Democrática do Congo), Simon Kimbangu é creditado com a cura milagrosa de uma mulher doente em 1921. Esse primeiro milagre marca o nascimento de sua Igreja, que também afirma ter milhões de seguidores em todo o mundo.
"Pai" Kimbangu, condenado por ameaçar a segurança do Estado e a ordem colonial belga, passou trinta anos na prisão até sua morte em 1951.
Na Nigéria, a Fraternidade da Cruz e da Estrela considera seu fundador e líder, o falecido Olumba Olumba Obu, como "o Espírito Santo, o Deus Trino", segundo seu site.
Entrevistado pela AFP à margem do encontro da Legião de Maria, Odhiambo Ayanga, professor de religião na Igreja queniana, lembra que Deus "veio para os brancos, mas também para os negros, asiáticos, outras raças, para todos".
"E na África, tinha que ser negro", enfatiza.
J.V.Jacinto--PC