-
Tribunal da Suécia julga homem acusado de prostituir a esposa com 120 pessoas
-
Vazamento de petróleo paralisa grande parte do Porto de Antuérpia
-
Paquistão se prepara para negociações incertas entre EUA e Irã
-
Tripulação da Artemis a poucas horas de pousar na Terra
-
Petro convoca sua embaixadora no Equador em meio à crise diplomática
-
Rússia proíbe grupo ganhador do Nobel e faz operação em jornal independente
-
Corinthians vence Platense (2-0) na Argentina em sua estreia na Libertadores
-
Investidores comemoram anúncio de diálogo entre Israel e Líbano e petróleo tem leve alta
-
Equador vai aumentar para 100% tarifas à Colômbia; Petro critica 'monstruosidade'
-
Sob pressão dos EUA, Venezuela abre mineração para investidores privados
-
Conmebol declara apoio à reeleição de Infantino na presidência da Fifa
-
Pioneiro do hip hop, Afrika Bambaataa morre aos 68 anos
-
Presidente da CAF rechaça acusações de corrupção feitas pelo Senegal
-
Andy Robertson deixará o Liverpool no final da temporada
-
Freiburg encaminha vaga na semifinal da Liga Europa; Aston Villa vence Bologna fora
-
Parlamento da Venezuela nomeia procurador-geral alinhado ao chavismo
-
Argentina fará amistosos contra Honduras e Islândia antes da Copa do Mundo
-
Inglaterra fará amistosos contra Nova Zelândia e Costa Rica em junho
-
Engenheiro de corrida de Verstappen deixará Red Bull no final de 2027
-
Melania Trump nega relação com abusos de Jeffrey Epstein
-
Sabalenka desiste do WTA 500 de Stuttgart após sofrer lesão em Miami
-
João Fonseca vence Berrettini e vai às quartas em Monte Carlo; Alcaraz e Sinner também avançam
-
Diddy pede a tribunal de apelações dos EUA que revogue sua pena
-
Polícia dispersa com gás lacrimogêneo marcha rumo ao palácio presidencial da Venezuela
-
'Romance' de líder da extrema direita ganha destaque na imprensa francesa
-
Berd destinará € 5 bilhões para economias afetadas pela guerra no Oriente Médio
-
Panamá diz que não permitirá que 'detenções' de navios na China continuem
-
Trégua e diálogo ficam ameaçados por advertência de Israel de continuar ataques no Líbano
-
México pretende explorar gás natural para reduzir dependência dos EUA
-
Embaixador dos EUA para UE nega qualquer interferência de Washington nas eleições da Hungria
-
Associação britânica de proteção aos animais resgata 250 cães amontoados em uma casa
-
China ativa ampla zona de exclusão aérea perto de Xangai durante 40 dias
-
'Nenhum convence': voto jovem é decisivo nas eleições presidenciais do Peru
-
Almodóvar, Kore-eda e Farhadi vão disputar a Palma de Ouro em Cannes
-
Espanha, Irã e Japão... mas nenhum país latino-americano em disputa no 79º Festival de Cannes
-
Guerra no Irã pode levar 45 milhões de pessoas à insegurança alimentar (FMI)
-
Petróleo volta a subir por incerteza sobre trégua no Oriente Médio
-
Esfaqueada por dizer 'não': A misoginia online alimenta a violência no Brasil?
-
Guerra eleva preços e agrava economia no Irã
-
Rússia declara Memorial, vencedora do Nobel da Paz, como 'organização extremista'
-
Ex-premiê do Nepal, acusado de reprimir protestos, é libertado
-
Alto comando do exército francês teme uma 'guerra aberta' contra a Rússia
-
Após retorno bem-sucedido, BTS inicia turnê mundial com passagem pela América Latina
-
'Arrepios': astronautas da Artemis ainda sentem efeitos da passagem pela Lua
-
Exército israelense diz que matou jornalista da Al Jazeera em Gaza por ser membro do Hamas
-
Líbano de luto após ataques israelenses que fragilizam trégua entre EUA e Irã
-
Quatro migrantes morrem tentando atravessar o Canal da Mancha
-
Trump faz duras críticas à Otan após reunião privada com secretário-geral da aliança
-
Houston, tivemos um problema... com o banheiro
-
Flamengo vence na visita ao Cusco (2-0) em sua estreia na Libertadores
Como Cuba combate mais de 60 anos de embargo econômico
Há 60 anos, Cuba enfrenta com dificuldades o estrangulamento de sua economia pelo embargo imposto pelos Estados Unidos em 1962 e reforçado desde então.
Este país comunista atravessa, desde a pandemia de 2020, sua pior crise econômica em 30 anos, com inflação galopante, cortes de energia e escassez de alimentos, medicamentos e combustíveis.
Além disso, enfrenta uma onda de emigração sem precedentes, e a falta de moeda provocou uma erosão dos serviços de saúde. Uma situação complexa à qual se soma a queda de seu aliado venezuelano, o presidente deposto Nicolás Maduro, capturado por Washington.
- Explorar recursos e talentos -
O envio de missões médicas ao exterior desde a década de 1960 representa a principal fonte de divisas para a ilha, mas é considerado trabalho forçado pelos Estados Unidos.
Segundo as autoridades cubanas, 24.000 profissionais de saúde estavam mobilizados em 56 países em 2025.
O país abriu-se ao turismo após a queda e o desmembramento da União Soviética em 1991. Este setor era um dos motores econômicos da ilha até entrar em colapso durante a pandemia de covid-19 em 2020, e enfrenta dificuldades para se recuperar apesar das medidas de incentivo à chegada de turistas russos e chineses.
Até 1989, Cuba foi o principal exportador mundial de açúcar, mas a queda da União Soviética, o impacto do embargo americano e a má gestão do setor levaram ao declínio desta indústria. Atualmente, a produção está próxima do mínimo histórico.
Durante o "período especial" da década de 1990, após o fim dos subsídios soviéticos, foram adotadas medidas econômicas de guerra para enfrentar a escassez, como reduzir a frequência dos ônibus, o número de páginas dos jornais, usar bicicletas e bois em vez de carros e tratores.
O engenho continua sendo primordial em um país onde muitos habitantes se tornaram mecânicos para prolongar a vida de aparelhos e veículos obsoletos.
- Países amigos -
A partir de 2000, a ilha passou a contar com um acordo de cooperação com a Venezuela, que previa o fornecimento de petróleo em troca do envio de médicos e professores.
Caracas entregou entre 30.000 e 35.000 barris por dia durante o último trimestre de 2025, o equivalente a 50% do déficit petrolífero do país, segundo Jorge Piñón, pesquisador da Universidade do Texas.
Cuba produz apenas um terço do combustível que consome. Nos últimos anos, também tem atenuado a escassez com entregas de petróleo russo e mexicano.
Com o apoio da China, seu principal parceiro comercial na Ásia, foram instalados cerca de 40 parques solares em todo o país.
- A diáspora -
O envio de dinheiro da diáspora, principalmente dos EUA, constitui a segunda fonte de divisas da ilha e permite que muitas famílias consigam se sustentar.
Entre 2005 e 2020, representou uma média anual de 6,8% do PIB, segundo Pavel Vidal, economista cubano e professor da Universidad Javeriana Cali, na Colômbia.
Não há um número público oficial, mas, de acordo com o Havana Consulting Group, uma consultoria sediada em Miami, estas transferências alcançaram 1,972 bilhão de dólares em 2023 (R$ 9,85 bilhões, na cotação da época).
Washington tentou reduzir estes recursos, limitando, por exemplo, os valores autorizados ou os destinatários.
As transferências por meio da Western Union foram suspensas em 2025, mas muitos cubanos contornaram as sanções com sistemas paralelos, como o uso de "mulas" que levam dólares em espécie à ilha em troca de uma comissão.
- Flexibilizar a economia -
Presa entre o embargo americano, as fragilidades estruturais de sua economia centralizada e uma inflação galopante, Cuba por vezes contornou o dogma comunista.
Após manifestações antigovernamentais sem precedentes, a ilha abriu em 2021 alguns setores às pequenas e médias empresas, que desde então não param de ganhar terreno.
Este setor privado representa cerca de 15% do PIB e emprega mais de 30% da população ativa.
Em uma relação conturbada com a moeda americana, o governo acabou por ampliar seu programa de dolarização parcial da economia para atenuar a falta de divisas.
Havana autorizou recentemente a circulação do dólar no setor privado, até então limitada aos estabelecimentos comerciais estatais e à venda de combustível.
E.Raimundo--PC