-
Papa pede que se 'escolha a paz' em sua primeira mensagem de Páscoa
-
Trump anuncia resgate de segundo piloto acidentado no Irã
-
Petro denuncia que líder guerrilheiro suborna oficiais colombianos para evitar prisão
-
Ataques de Israel matam sete pessoas no Líbano
-
Lens perde para Lille e se afasta da briga pelo título francês
-
EUA anuncia prisão de familiares de general iraniano
-
Barcelona vence Atlético e abre 7 pontos do Real Madrid
-
Com Itália fora da Copa, Canadá tenta atrair torcida dos residentes italianos
-
Ataque de Israel mata meninas no Líbano
-
Real Madrid perde para Mallorca e se complica na disputa do título espanhol
-
Barcos franceses zarpam para nova flotilha rumo a Gaza
-
Erdogan e Zelensky se reúnem na Turquia
-
Salvadorenhos confeccionam tapete de sal com mais de 1 km na Semana Santa
-
Meia Oscar se aposenta do futebol após problema cardíaco
-
Real Madrid perde pra Mallorca e se complica na disputa do título espanhol
-
A vida cotidiana dos astronautas da missão Artemis II no espaço
-
Bayern vira sobre Freiburg e vai embalado para duelo com Real Madrid na Champions
-
Trump dá 48 horas para alcançar acordo sobre Ormuz; bombardeios no Irã atingem área de usina nuclear
-
Botafogo inicia processo judicial para cobrar dívida de R$ 745 milhões do Lyon
-
City atropela Liverpool (4-0) na Copa da Inglaterra com hat-trick de Haaland
-
Astronauta Jeremy Hansen descreve sua sensação de 'cair do céu'
-
Astronautas da Artemis II já estão na metade do caminho até a Lua
-
Nicaraguenses comemoram a Semana Santa com proibição de procissões nas ruas
-
Irã e EUA disputam busca por piloto do caça americano derrubado
-
Documentário sobre trabalho dos repórteres da AFP em Gaza é premiado na França
-
Papa Leão XIV faz sua primeira via-crúcis no Coliseu, em tempos de guerra
-
Paquistão anuncia transporte público gratuito em meio à crise energética
-
Com Dembélé inspirado, PSG vence Toulouse e reforça liderança no Francês
-
Trump pede ao Congresso US$ 152 milhões para reabrir Alcatraz
-
Artemis e Apollo compartilham o mesmo prédio... E lições de física
-
Fora da Copa e sem representantes na Champions, Itália volta a viver futebol com retorno da Serie A
-
Sem Kane e antes das quartas da Champions, Bayern busca do 100º gol no Alemão
-
Investigação jornalística revela suposta campanha midiática russa contra Milei na Argentina
-
City e Liverpool duelam por vaga na semifinal da Copa de Inglaterra
-
Zelensky denuncia 'escalada' após morte de 10 pessoas em ataques russos na Ucrânia
-
Rússia fez avanço territorial mínimo na Ucrânia em março, algo inédito desde 2023
-
Cuba começa a libertar presos após concessão de indulto
-
'A Espanha não é um país racista', diz Arbeloa após cânticos islamofóbicos em amistoso contra o Egito
-
Arteta quer que derrota na Copa da Liga sirva de incentivo para Arsenal
-
'Ultrapassou os limites': Chelsea afasta Enzo Fernández por 2 jogos
-
Técnico do Barça diz que Rashford tem 'grande oportunidade' com lesão de Raphinha
-
Alisson será desfalque no Liverpool contra o PSG nas quartas da Champions
-
Reconstrução será total: Gattuso não é mais técnico da Itália
-
Casa Branca solicita orçamento de defesa de US$ 1,5 trilhão
-
EUA aumenta criação de postos de trabalho e desemprego recua a 4,3%
-
Da Argentina a Miami: febre do padel cruza fronteiras
-
Filipinos comparecem em massa à procissão de Sexta-feira Santa, apesar de alta do combustível
-
Paris suspende 31 monitores escolares por supostos abusos sexuais
-
Toyota bZ7: Luxo elétrico na China
-
Ucrania acusa Rússia de lançar quase 500 drones e mísseis
Estudo mostra rapidez com que se recupera peso após fim do uso de medicamentos para emagrecer
Ao encerrar a administração dos novos medicamentos para emagrecer, a recuperação do peso é quatro vezes mais rápida do que se fosse suspenso um programa de dieta e exercícios físicos, revela um estudo britânico publicado nesta quinta-feira (8).
Nos últimos anos, a nova geração de tratamentos contra diabetes e obesidade, que aumentam a ação de um hormônio atuante sobre a secreção da insulina (GLP-1, peptídeo semelhante ao glucagon tipo 1) e a sensação de saciedade, vem fazendo sucesso, sobretudo nos países ricos.
A Organização Mundial da Saúde (OMS) chegou a incluí-los em setembro em sua lista de medicamentos essenciais, mas pediu versões genéricas, mais baratas, para os países mais desfavorecidos.
Pesquisas demonstraram que estes tratamentos ajudam a perder entre 15% e 20% do peso.
"Tudo isso parece uma boa notícia", afirma Susan Jebb, especialista em nutrição pública na Universidade de Oxford e coautora deste estudo publicado na revista médica BMJ. Mas dados recentes indicam que "aproximadamente metade das pessoas abandona estes medicamentos no período de um ano", acrescenta.
- Preços elevados -
Esta interrupção poderia ser explicada pelos frequentes efeitos colaterais, como as náuseas, ou os seus preços elevados, que podem ultrapassar os 1.000 dólares (R$ 5.387, na cotação atual) por mês nos Estados Unidos, embora este valor esteja diminuindo.
Após analisar 37 estudos sobre a interrupção de diferentes tratamentos para emagrecer, os pesquisadores constataram que os participantes recuperavam aproximadamente 0,4 kg por mês.
Seis dos testes clínicos se concentraram na semaglutida, o princípio ativo do Ozempic, indicado para diabetes tipo 2, e do medicamento contra a obesidade Wegovy, do gigante dinamarquês Novo Nordisk, bem como na tirzepatida, utilizada no Mounjaro, da Eli Lilly.
Durante a administração destas duas moléculas, os participantes dos testes perderam cerca de 15 kg, em média. Após a suspensão do tratamento, recuperaram 10 kg em um ano, o período de acompanhamento mais longo para estes medicamentos recentes.
E, segundo uma projeção dos pesquisadores, os pacientes voltarão ao peso inicial em uma média de 18 meses. Os indicadores cardiovasculares, como a pressão arterial e o nível de colesterol, retornaram aos valores de origem em 1 ano e quatro meses.
Em contrapartida, as pessoas que seguiram programas que incluíam dieta e atividade física, sem tomar medicamentos, emagreceram muito menos. Mas levaram, em média, quatro anos para recuperar o peso perdido.
Isto significa que os usuários de medicamentos para emagrecer recuperaram seu peso quatro vezes mais rápido.
- "Ponto de partida" -
No geral, "uma perda de peso significativa tende a acarretar uma recuperação do peso mais rápida", explica Sam West, principal autor do estudo, da Universidade de Oxford.
Segundo outra análise, o aumento de peso é "sistematicamente mais rápido após tomar medicamentos, independentemente do peso perdido no início", acrescenta.
Uma possível explicação é que as pessoas que se habituaram a comer de forma mais saudável e a fazer mais exercício continuam a fazê-lo mesmo quando recuperam peso.
Embora os medicamentos do tipo GLP-1 "sejam uma ferramenta valiosa no tratamento da obesidade, (...) é uma doença crônica e recorrente", assinala Susan Jebb. E cabe esperar que "estes tratamentos tenham de ser mantidos para o resto da vida, como os fármacos contra a hipertensão".
Isto influenciaria a forma como os sistemas nacionais de saúde determinam se tais medicamentos são rentáveis, alertam cientistas.
"Estes novos dados mostram claramente que são um ponto de partida, não uma cura", reage Garron Dodd, pesquisador em neurociência metabólica na Universidade de Melbourne, que não participou do estudo.
"Um tratamento sustentável provavelmente exigirá abordagens combinadas, estratégias mais a longo prazo e terapias que revisem a forma como o cérebro interpreta o equilíbrio energético, e não apenas a quantidade de alimentos ingeridos", afirma ao Science Media Centre.
P.Sousa--PC