Maersk suspende passagem de seus navios pelo estreito de Ormuz
Maersk suspende passagem de seus navios pelo estreito de Ormuz / foto: Sylvie HUSSON, Valentina BRESCHI, Omar KAMAL, Nalini LEPETIT-CHELLA - AFP

Maersk suspende passagem de seus navios pelo estreito de Ormuz

A companhia de navegação dinamarquesa Maersk, uma das maiores do mundo, anunciou, neste domingo (1º), que devido à deterioração da situação resultante do conflito no Irã, suspenderá o trânsito de seus navios pelo estreito de Ormuz "até novo aviso".

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"A segurança de nossas equipes, navios e mercadorias dos clientes é a nossa prioridade número um. Suspendemos todo o trânsito de navios pelo estreito de Ormuz até novo aviso", informou a empresa em um comunicado em seu portal na internet.

"Consequentemente, os serviços aos portos do Golfo Arábico podem sofrer atrasos, mudanças de itinerário ou ajustes de horários", acrescentou a empresa.

A companhia fez o anúncio um dia depois de a Guarda Revolucionária iraniana afirmar que o estreito de Ormuz estava fechado "de fato" e que a passagem era perigosa devido aos ataques americanos e israelenses.

O Irã tem disparado desde o sábado mísseis e drones contra monarquias do Golfo que abrigam bases americanas, e Israel, em represália a estes ataques.

Neste domingo, dois navios também foram atacados no estreito de Ormuz, em frente aos Emirados Árabes Unidos e Omã, informou a agência britânica de segurança marítima UKMTO.

O estreito de Ormuz é um ponto de passagem crucial para o comércio mundial de petróleo, por onde transitam 20% do petróleo e do gás natural liquefeito consumidos em nível global.

A Maersk também anunciou a suspensão temporária do trânsito de seus contêineres pelo canal de Suez, que liga o mar Mediterrâneo ao mar Vermelho.

"Até novo aviso, todos os trânsitos da rota ME11 (Oriente Médio-Índia rumo ao Mediterrâneo) e MECL (Oriente Médio-Índia rumo à Costa Leste dos Estados Unidos) serão reprogramados para passar em frente ao Cabo da Boa Esperança", na África do Sul, acrescentou.

"Seguimos decididos a minimizar o impacto nas cadeias de abastecimento de nossos clientes e seguiremos informando-os sobre a evolução da situação", explicou a empresa de navegação dinamarquesa.

F.Moura--PC